Mato Grosso
Governo lança quatro licitações para investir R$ 155 milhões em obras no interior do Estado
O Governo de Mato Grosso lançou quatro licitações para a realização de obras no interior do Estado. Com a construção de uma ponte, asfaltamento de 26,3 quilômetros e recuperação de quase 83 km de rodovias estaduais, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) planeja investir R$ 155 milhões em diferentes regiões.
A Sinfra-MT vai recuperar 21,26 km da MT-458/459, no município de Pedra Preta. A obra está orçada em R$ 13.389.012,70 e tem o objetivo de restaurar as condições de trânsito da rodovia. O asfalto novo será fundamental para os moradores do distrito de Nova Galileia, que tem a rodovia como principal rota de acesso até a BR-364. A licitação será realizada no dia 25 de abril, às 09h.
Outro trecho que será recuperado, também na região Sul, é a MT-299, que liga o Terminal Ferroviário de Itiquira até a BR-364. O investimento previsto para a restauração do trecho de 61,68 km é de R$ 34.178.750,07. A licitação está marcada para o dia 02 de maio, às 14h, na Sala de Licitações da Sinfra-MT.
Com essas duas licitações lançadas, a Sinfra-MT chega a 11 editais de recuperação de rodovias publicados em 2022, o que representa um investimento superior a R$ 300 milhões na recuperação de 663,6 km de rodovias estaduais.
Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, esse investimento é fundamental para garantir a durabilidade das rodovias. “Seguimos uma determinação do governador Mauro Mendes de cuidar desse patrimônio, que é a malha rodoviária estadual. Com isso, conseguimos garantir as condições de trafegabilidade e o direito de ir e vir de todos os cidadãos”, afirma.
Além dos investimentos em recuperação, a Sinfra-MT também vai executar a obra de asfaltamento de um trecho de 26,3 km da MT-235, em Comodoro. A licitação está marcada para o dia 28 de abril, às 14h, com orçamento referencial de R$ 34.350.796,08.
Por fim, foi aberta a licitação para a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Paranaíta, na MT-208, entre Alta Floresta e Paranaíta. Com 100 metros de extensão, a ponte está orçada em R$ 7.322.127,44 e representará a remoção de um obstáculo para o desenvolvimento da região. A licitação será realizada no dia 27 de abril.
Todas as licitações serão realizadas na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), pelo critério de menor preço e em lote único.
Para mais informações, acesse a página de licitações no site da Sinfra-MT.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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