Mato Grosso
Governo planeja trabalhar com Icmbio em ações de infraestrutura e melhoria do Parque Nacional
O Governo do Estado entregará nos próximos 45 dias uma proposta de plano diretor do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães para o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (Icmbio).
A ação foi decidida em uma reunião realizada em Brasília, na qual estavam reunidos o governador Mauro Mendes, o presidente do instituto Adalberto Sigismundo Eberhard e o secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Cesár Miranda.
No encontro, foi apresentada a possibilidade de parceria, com investimentos em infraestrutura e abertura de novos atrativos, entre eles a trilha na região do Portão do Inferno, um dos pontos de parada de quem passa pela estrada MT-251, em direção a Chapada dos Guimarães.
De acordo com Miranda, a ideia é ter a participação do ICMbio desde e projeto para assim, evitar impasses que prejudiquem o andamento das obras.
“Mostramos que temos planos para fomentar o turismo ecológico e que queremos compartilhar o trabalho de forma harmônica. Isto foi visto com bons olhos pelo presidente do instituto, que se mostrou ansioso para receber os documentos e afirmou ser favorável a estruturação conjunta do plano”.
A reunião aconteceu na quarta-feira (20), sendo que no mesmo dia, houve uma agenda com a presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Teté Bezerra, para discutir sobre futuras parcerias. Na ocasião, estavam presentes apenas o secretário Cesar Miranda e o secretário-adjunto de Turismo de MT, Jefferson Moreno.
Pantanal
Na primeira reunião da atual gestão com a Embratur, a presidente da autarquia disse que pesquisas mostram que o turista internacional tem interesse no Pantanal e que a região é sempre apontada como a principal vocação de Mato Grosso.
Ela também argumentou que existe um grande interesse por parte dos chineses, que demonstram interesse nas belezas naturais e na possibilidade de ter contato com diferentes experiências.
O titular da Sedec acrescentou que no quesito novas experiências, existe peculiaridades da cultura e gastronomia que agregam a este roteiro e certamente chamarão a atenção de quem busca algo novo.
Para Moreno, um dos principais resultados do encontro foi a possibilidade de se ampliar as parcerias com o governo Federal para participação de eventos nacionais e internacionais e ainda a formatação de fun tur e fun press com objetivo de conseguir novos divulgadores e operadores para a região.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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