Mato Grosso
“Governo tem feito muito por nosso município e por todas as regiões de MT”, afirma prefeito de Tangará da Serra

O Governo de Mato Grosso anunciou nesta sexta-feira (14.2), em seu terceiro e último dia de agenda pelo Médio-Norte e Sudoeste do Estado, um amplo pacote de investimentos para Tangará da Serra que ultrapassa R$ 171,06 milhões em obras e ações nas áreas de infraestrutura, educação, habitação, assistência social e agricultura familiar.
“É um momento de muita felicidade, um momento importante para Tangará da Serra. O governo tem feito tanto por nosso município e se dedicado não só à nossa região, mas a todas as regiões do Estado, desde o menor município até o maior. São diversas ações que o Estado trabalhou para colocar Mato Grosso em outro patamar e entre os melhores do Brasil”, afirmou o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson.
O governador Mauro Mendes afirmou que os convênios firmados com a prefeitura têm o objetivo de melhorar a vida dos moradores do município. Desde 2019, o Estado já aportou mais de R$ 995,48 milhões em Tangará da Serra.
“O governo assinou convênios para construir escolas, casas e asfalto novo. Tudo isso só foi possível porque o Estado, ao longo dos últimos anos, conseguiu fazer a sua lição de casa, organizar as suas contas, pagar corretamente as suas obrigações e fazer sobrar dinheiro para importantes investimentos nos 142 municípios. Não existe uma área sequer em que o governo não tenha entregado importantes avanços em todas as regiões. É assim que começou essa gestão e é assim que vamos terminá-la”, declarou.
O vice-presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Rubens João, também destacou a atuação do governo.
“Tangará da Serra foi emancipada em 1976 e nunca recebeu tantos investimentos como os que estão sendo vistos hoje aqui. Foi a partir de 2019 que Tangará passou a ser visível aos olhos do Estado. O governo tem o nosso reconhecimento de que é uma boa gestão, honesta e faz tudo acontecer”, avaliou.
Já o deputado estadual Dr. João ressaltou a abrangência das ações do governo. “É difícil definir o atual governo em uma área, porque fez muito em educação, saúde, habitação e infraestrutura. O Estado ensinou os prefeitos dos 142 municípios como administrar. Esse governo faz política de resultados, que traz qualidade de vida para todos os mato-grossenses”, apontou.
Agenda em Tangará da Serra
Liderada pelo governador Mauro Mendes, a agenda da comitiva do Governo de Mato Grosso em Tangará da Serra começou com a vistoria das obras do Hospital Regional no município, que vai atender os moradores da região Médio-Norte e Sudoeste. É uma unidade nova, que recebe mais de R$ 139 milhões em recursos do Estado. A construção chegou a 53% de execução.
Em seguida, Mauro Mendes anunciou novos investimentos que somam mais de R$ 171,06 milhões para Tangará da Serra.
O Governo do Estado assinou convênio com a Prefeitura de Tangará da Serra para a construção de asfalto novo em estrada vicinal no Distrito de Progresso. O investimento estadual nessa ação é de R$ 2,3 milhões. Também foi firmado convênio para a pavimentação de 7,43 quilômetros nas Estradas Canta Galo e Água Branca, no valor de R$ 4,2 milhões.
Na área urbana, o governo assinou convênio para construção de asfalto novo na avenida Devanir Barbato e na estrada municipal TS-24, com investimento de R$ 1,2 milhão, além de R$ 1,9 milhão para pavimentação da estrada municipal TS-42. Também foi autorizada a recuperação do asfalto de ruas e avenidas do bairro Alto Boa Vista, com aporte de R$ 2,9 milhões, e a assinatura de convênio para recuperar vias urbanas no bairro Setor E – Etapa 1, no valor de R$ 5 milhões.
Ainda em infraestrutura, foi lançada a obra de recuperação das pistas do Aeroporto de Tangará da Serra, com investimento de R$ 9,3 milhões. O governo também autorizou a licitação para a duplicação de 89,5 metros da ponte sobre o rio Sepotuba, na MT-426, com investimento de R$ 5,7 milhões.
Na educação, o Estado firmou termo de compromisso para a construção da nova sede do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Cecília Maria de Barcellos, com investimento de R$ 8,8 milhões. Também foi autorizada a construção do Colégio Estadual Integrado (CEI), no valor de R$ 19,4 milhões, que vai se chamar Escola Estadual Militar Tiradentes 1º Tenente PM Salomão Fernandes Ferreira. Além disso, foi autorizada a construção de outra unidade do CEI, com investimento de R$ 22,4 milhões, que receberá o nome de Escola Estadual Jada Torres.
Na área socioeducativa, o governo autorizou a construção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), com investimento de R$ 19,9 milhões, que terá capacidade de atender 60 menores em conflito com a lei.
O setor habitacional de Tangará da Serra também foi contemplado com recursos para construção de 384 casas nos residenciais Solaris I e II, por meio do programa SER Família Habitação, com investimento de R$ 7,6 milhões. Além disso, 2.304 famílias foram beneficiadas com subsídio para aquisição da casa própria nos residenciais Morada da Conquista, Viver, Morada da Primavera, Recanto das Colinas e outros, totalizando R$ 57,6 milhões em investimentos.
Para fortalecer o campo, foram entregues máquinas para a agricultura familiar, com aporte de R$ 2,5 milhões. Também houve entregas de ações de assistência social por meio do programa SER Família.
Dispositivo
Participaram da solenidade em Tangará da Serra a deputada federal Gisela Simona; os deputados estaduais Valmir Moretto, Dilmar Dal Bosco e Chico Guarnieri; o secretário estadual de Segurança Pública, coronel PM César Roveri; o presidente da MT Par, Wener Santos; o presidente do Conselho da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; o representante do Governo Federal, Valtenir Pereira; o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso, João Henrique; além de políticos e autoridades do município e da região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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