Mato Grosso
Hospital Central do Estado é inaugurado com estrutura de excelência e sob a gestão do Einstein

O Hospital Central do Estado de Mato Grosso, inaugurado nesta sexta-feira (19.12), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, representa um momento histórico para a Saúde Pública de Mato Grosso. A unidade será administrada pelo Einstein Hospital Israelita e vai realizar 5.400 cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano.
A construção ficou 34 anos inacabada e foi retomada de forma definitiva em 2020, pela atual gestão do Governo do Estado, sendo concluída com tudo que existe de mais moderno em tecnologia para atender a população gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Hoje estamos celebrando uma nova história na Saúde Pública de Mato Grosso. Nós estamos entregando aqui não só um grande hospital, e ele é grande não só no tamanho, mas na qualidade, no cuidado, na tecnologia, mas principalmente no cuidado. Para tocar essa grande obra, esse grande hospital, nós buscamos o que tem de melhor no Brasil. O Einstein é reconhecido como o melhor hospital da América Latina, um dos melhores do mundo”, destacou o governador Mauro Mendes.
A estrutura antiga tinha 9 mil m² de área construída, mas foi mais do que triplicada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), sendo entregue com 32 mil m² para atender as demandas de alta complexidade de Mato Grosso.
“Estamos reunidos para inaugurar não apenas um hospital, mas um marco histórico da Saúde Pública de Mato Grosso: um símbolo de persistência, de coragem, de superação e, acima de tudo, um símbolo de compromisso com a vida. Hoje não é apenas a inauguração do hospital, hoje é o renascimento de um sonho que teimou em sobreviver por 40 anos. O sonho que resistiu ao tempo, resistiu ao abandono e resistiu ao esquecimento”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
O Einstein vai trazer para Mato Grosso todo o conhecimento que o consolidou como referência mundial em alta complexidade, somado à experiência de quase 25 anos no SUS. A previsão é de que a unidade conte com cerca de 2.000 colaboradores em sua capacidade total.
“A inauguração do Hospital Central de Mato Grosso representa um importante marco para a saúde pública do estado, um acontecimento que tem potencial de transformar muitas vidas daqui para frente. A unidade nasce como fruto da atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e o Einstein, com um propósito extremamente claro, oferecer à população mato-grossense acesso a cuidados avançados de saúde com elevados padrões de qualidade e segurança”, afirmou o presidente do Einstein Hospital Israelita, Sidney Klajner.
O Governo de Mato Grosso investiu R$ 295 milhões em obras e R$ 246 milhões em equipamentos na estrutura do hospital. Para a contratação do Einstein, o Estado investe R$ 34,9 milhões por mês.
“Trazer uma instituição, como o Einstein, é ao invés de pegar o avião para ir a São Paulo em busca de segurança em hospital, é trazer São Paulo para Cuiabá para atender o nosso povo todo. Aí está o grande símbolo que esse hospital representa. Nós estamos trazendo o que tem de melhor no Brasil para Cuiabá”, disse o vice-governador Otaviano Pivetta.
“Essa obra representa o que há de melhor na política, na boa política, que é poder entregar o melhor para cada cidadão de forma gratuita, para que o cidadão possa receber o melhor atendimento à saúde possível de forma gratuita”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.
Dezenas de autoridades prestigiam a inauguração
“Esse trabalho que não é feito por uma pessoa, mas por uma grande equipe. Para mim é uma honra, enquanto promotor da saúde, estar aqui, neste momento histórico, um hospital belíssimo e, com certeza, o Ministério Público vai ser um grande parceiro”, discursou o promotor de Justiça Milton Mattos.
“Eu gostaria de dizer que o Poder Judiciário sempre estará ao lado de iniciativas que realmente visam à população em toda a sua integridade, como essa. Hoje aumenta ainda mais o meu respeito, porque eu vi, além da dedicação e trabalho, eu vi muita emoção e muito coração, e é isso que esse local comporta e precisa”, disse o desembargador Mario Kono,
representando o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ-MT).
“Não é só para ter lugar para todo mundo se internar, é para ter lugar para todo mundo se salvar, é diferente. E o detalhe, todo mundo que for atendido aqui não vai pagar nada, vai ser atendido no Einstein e não vai pagar nada”, destacou o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo.
“Isso sobe o nível do atendimento do nosso Estado. Quando chegou o projeto para aprovar na Assembleia, todos os nossos deputados aqui, a Comissão de Saúde aqui representada pelo Eugênio e pelo Paulo, na hora já foi validado isso, porque a gente sabia que tinha coisa boa para Mato Grosso”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, direcionado para a equipe do Einstein.
Também participaram da cerimônia de inauguração os deputados federais Gisela Simona e José Medeiros, os deputados estaduais Doutor João, Paulo Araújo, Chico Guarnieri, Beto Dois a Um, Valmir Moretto, Juca do Guaraná Filho, Fábio Tardin, Doutor Eugênio, Julio Campos, Eliseu Nascimento.
Estiveram presentes o senador Wellington Fagundes, os suplentes do Senado Federal, Margareth Buzetti e Mauro Carvalho Júnior, a defensora pública geral Maria Luziane Castro, os desembargadores José Lindote e Anglizey Solivan, e o Procurador-geral de Contas Alisson Alencar.
Participaram ainda os secretários de Estado coronel César Roveri (Segurança Pública), Vitor Hugo (Justiça), Alan Porto (Educação), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Klebson Gomes Haagsma (Assistência Social), Laice Souza (Comunicação), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e Rogério Gallo (Fazenda), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.
Hospital poderá ser visitado pela população
O Hospital Central do Estado estará aberto a visitas guiadas, às segundas, terças e sextas, até o dia 2 de janeiro. Quem tiver interesse em conhecer a unidade antes da abertura poderá fazer o agendamento pelo site.
Depois, a unidade passará por uma desinfecção para entrar em operação no dia 19 de janeiro de 2026, com os serviços de cirurgia geral pediátrica, cirurgia ortopédica pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia oncológica e hemodinâmica (cateterismo cardíaco e angioplastia). Os pacientes serão regulados por meio da Central de Regulação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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