Mato Grosso
Hospital Estadual Santa Casa realizou atendimento preventivo em 20 homens com deficiência auditiva

Durante todo o mês de novembro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) realiza ações referentes à campanha Novembro Azul nos hospitais do Estado, com o objetivo de conscientizar, especialmente os homens, sobre o câncer de próstata e incentivar o autocuidado e a realização de exames preventivos.
O Hospital Estadual Santa Casa, juntamente com a Superintendência Estadual das Pessoas com Deficiência do Governo de Mato Grosso e a Central de Intérprete de Libras (CIL), através da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), ofertou 20 consultas para pacientes com deficiência auditiva em Cuiabá.
As consultas foram ofertadas na especialidade de urologia com foco em exames preventivos para o rastreamento de câncer de próstata.
“O Hospital Estadual Santa Casa está sempre em busca de promover a inclusão e a integração desses pacientes na campanha. É de extrema importância para auxiliar na prevenção do câncer de próstata que, se descoberto precocemente, tem até 90% de chance de cura. Incentivar os homens na realização do exame nem sempre é fácil, e detectar e tratar o câncer de próstata precocemente pode salvar vidas”, explicou a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens no Brasil, representando 29% dos casos de câncer. Ele fica atrás apenas dos casos de câncer de pele, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
“A parceria da Santa Casa com a Superintendência Estadual da Pessoa com Deficiência acontece desde 2019 e as consultas foram realizadas para garantir que os homens com deficiência auditiva pudessem ter o acesso a uma consulta com especialista nesse mês”, acrescentou a superintendente de Promoção e Articulação das Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência do Governo de Mato Grosso, Tais Augusta de Paula.
Sobre o câncer de próstata
O Ministério da Saúde orienta que, a partir dos 50 anos, homens realizem exames anuais de toque retal e dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico). Para aqueles com histórico familiar da doença, a recomendação é que inicie o acompanhamento a partir dos 45 anos.
Entre os principais sintomas do câncer de próstata, está a dificuldade para urinar, a sensação de bexiga cheia mesmo depois de ir ao banheiro, a diminuição do jato de urina, dores na região pélvica e presença de sangue na urina ou no sêmen.
Muitos casos são assintomáticos nas fases iniciais, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante. Homens, que apresentarem qualquer um desses sinais, devem procurar um urologista, médico especialista em saúde masculina.
A prevenção para esse tipo de câncer também pode ser feita através de hábitos saudáveis como a uma alimentação rica em fibras e cereais, evitando alimentos gordurosos e de origem animal, e a prática regular de exercícios físicos de no mínimo 30 minutos diários.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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