Política MT
Incra entrega 48 títulos definitivos para assentados rurais de Nova Lacerda
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em parceria com a prefeitura de Nova Lacerda (550 km de Cuiabá) e o deputado estadual Valmir Moretto (PRB), entregaram, na quinta-feira (7), 48 títulos definitivos de lotes da reforma agrária para famílias do projeto de assentamento Sararé. Cerca de 150 pessoas acompanharam a cerimônia, no assentamento localizado em Nova Lacerda, na região oeste de Mato Grosso.
Com o documento em mãos, o beneficiário da reforma agrária passa a ser o dono da terra. Para tanto, o título deve antes ser registrado em cartório e pago. No caso do pagamento à vista, há um desconto de 20% sobre o valor.
Há também a possibilidade de pagar prestações anuais, amortizáveis em até 17 anos, com período de carência de três anos para o pagamento da primeira parcela.
O presidente da Associação dos Pequenos Produtores do Sararé, Valdecir Pires da Silva, afirmou que a entrega dos títulos é a realização de um sonho para todos os assentados. “É o começo de um sonho que arrastamos há mais de 30 anos. Aqui no Sararé, mais de 200 famílias aguardam esse título e agora 48 comemoram e os outros aguardam aprovação da documentação. Somente os agricultores em dia com toda a documentação receberam os títulos. Isso dá uma esperança para que os outros se atualizem e nossa região fique 100% em dia com o Incra”, disse o presidente.
Já o assentado João Tomaz da Silva lembrou que a entrega de título acontecia na véspera de seu aniversário de 60 anos. “Moro aqui há 20 anos e agora vou comemorar meu aniversário com título na mão. Regularizado, vou viver muitos anos por aqui”.
O superintendente regional do Incra em Mato Grossso, Carlos Eduardo Barbieri, disse que os titulados podem ir a um cartório de registro imobiliário e saírem de lá com as escrituras definitivas de seus terrenos. “Devo ressaltar que contamos com a união de todos e que o instituto vem formando parcerias com prefeituras e órgãos dos governos estadual e federal e, por isso, já estamos resolvendo uma série de problemas nos assentamentos”.
O deputado Valmir Moretto, que desde quando era prefeito de Nova Lacerda, em 2009, buscava regularizar a vida dos moradores do Assentamento Sararé, comemorou o ato de entrega de títulos e garantiu que empenho não vai faltar, enquanto parlamentar, para poder ajudar todas as 200 famílias que residem na região. “Um dos momentos de maior alegria é entregar o título para aqueles que moram em determinado terreno ou imóvel. Melhor presente. Este título significa a liberdade, significa que a terra é sua. Nem a chuva, nem o vento, nem a polícia vai poder entrar, porque esta casa é sua, este imóvel é seu. Esta é a maior alegria. Principalmente pra mim, que trabalho há 10 anos para que as famílias do Sararé sejam beneficiadas com essa documentação”, concluiu o deputado.
O prefeito Wilson Silva (DEM) enfatizou que o motivo é de muita alegria, pois a partir de agora os assentados poderão buscar apoio financeiro junto a instituições bancárias e começar a produzir e engrandecer suas rendas com produtos plantados e produzidos em casa. “Agora é trabalhar com mais alegria e determinação para poder conseguir aporte financeiro. Com o título em mãos, o produtor consegue financiamento e, depois disso, consegue gerar mais renda com produtos da casa. Estamos felizes e agradecemos ao deputado Moretto, ao Incra e toda comunidade de Nova Lacerda, que se empenhou para receber esse presente que é o título definitivo de moradia.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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