Mato Grosso
Indea Mato Grosso ganha nova sede em Cuiabá

Foto: Assessoria
Na manhã desta quarta-feira (07/07), ocorreu em Cuiabá, a inauguração da nova sede do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado Mato Grosso (Indea-MT), localizado no Centro Político Administrativo do Estado. A solenidade de entrega contou com a presença do governador Mauro Mendes, do presidente do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT), Antônio Carlos Carvalho de Sousa e o presidente do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase- MT), Gutemberg Carvalho Silveira.
A nova sede do Indea-MT ocupa agora o antigo prédio da Secretaria Estadual de Educação. A obra durou sete meses e contou com recursos do Fase-MT, na ordem de R$ 1,5 milhões, e foi realizada pela Expectra Engenharia. Além deste montante utilizado na estrutura, mais R$ 500 mil também do Fase-MT foram empregados na aquisição de mobiliário e para o sistema de ar condicionado, o que totaliza R$ 2 milhões. Já o Fesa-MT entrou com mais R$ 2 milhões para a aquisição de equipamentos de informática para a autarquia.
O presidente do Fase-MT, Gutemberg Carvalho Silveira, destaca a parceria público-privada que chega ao segundo ano com 70 unidades reformadas e equipadas com mobiliário de escritório. “Nós entendemos que a segurança fitossanitária do estado é muito importante, tanto a vegetal, como a animal. Então este projeto visa dar uma melhor condição aos funcionários para desenvolver seus trabalhos e desta forma prestar um atendimento de qualidade para aqueles que buscam o serviço”, disse.
Para o governador Mauro Mendes, o investimento na estruturação do Indea por meio das parcerias público-privadas é um ganho para a sociedade e para aqueles que utilizam deste serviço público. “A interação com a iniciativa privada é benéfica, porque afinal de contas nós estamos aqui para trabalhar para o cidadão, então a participação da iniciativa privada e do cidadão dentro do governo é fundamental e necessária, pois a nossa existência aqui só tem sentido para prestar o serviço ao cidadão nas diversas áreas”, comentou.
A presidente do Indea-MT, Emanuelle Almeida, vê de forma positiva o auxílio dos fundos na estruturação dos escritórios da autarquia em todo o estado. “A parceria formada entre o Indea e os demais fundos da iniciativa privada é fundamental para o desenvolvimento das atividades, porque junto da estruturação é importante destacar a integração, pois o papel do Indea hoje é realizar a conscientização sanitária dos produtores, aonde com parceria com os fundos nós temos êxito junto aos nossos públicos alvos”, finalizou.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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