Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Artigos

Infectologista recomenda cuidados redobrados para evitar flurona

Publicado

Fernando Chagas

Em meio à pandemia da Covid-19 e com surto da gripe H3N2, redobrar os cuidados é fundamental para evitar casos de Flurona – a dupla infecção causada pela contaminação da Sars-CoV-2 e da Influenza A ao mesmo tempo.

O infectologista do Sistema Hapvida em João Pessoa, Fernando Chagas, relata um aumento das síndromes gripais e afirma que a população deve redobrar os cuidados.

“O caminho para prevenção é um só: uso de máscara, higienização das mãos e superfícies, evitar grandes aglomerações e evitar toque e abraço em que os indivíduos se coloquem em situações de risco de contato de transmissão de doenças respiratórias”, orientou.

No pacote de síndromes gripais encontra-se a gripe – causada pela H3N2 (Influenza A) e a covid-19 – causada pelo Sars-CoV-2 –, em que já foi identificado a prevalência da Delta em alguns estados, incluindo a Paraíba, e agora a circulação da Ômicron.

“Então, primeiro identificamos como síndrome gripal e após histórico de cada indivíduo é que vamos buscar saber se pode ser a covid-19, a H3N2 ou ambas”, explica.

O infectologista esclarece que inicialmente descarta-se os casos de Covid-19 e quando as pessoas necessitem de internação, é então iniciado o processo de investigação da H3N2. Lembra ainda que o Sistema Hapvida, tem feito teste duplo, que permite diagnosticar a covid ou a gripe pela gripe H3N2 ao mesmo tempo.

Veja Mais:  Não proteger o Pantanal e a Amazônia  é ignorar a Constituição Federal de 1988

Chagas aponta que encontrar infecção com duplo vírus não é algo incomum. “Durante o ápice da pandemia no País, foi identificado pessoas com infecção por vírus da dengue e da Covid ao mesmo tempo; pessoas com chikungunya e covid, bem como com dengue e chikungunya”, afirma.

O médico destaca que agora o risco é encontrar na população os dois vírus que atacam o sistema respiratório ao mesmo tempo. Isso, segundo ele, torna a situação séria por serem dois vírus que podem levar o indivíduo a sofrer do que chamamos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é um acometimento grave dos pulmões.

Presença do vírus X Doença – Fernando Chagas ressalta que apresentar o vírus no organismo humano não representa necessariamente manifestar a doença.

“Se a pessoa é vacinada com todas as doses da vacina contra covid-19 há uma menor chance de contrair o vírus e, contraindo, existe uma possibilidade maior de passar pela presença do vírus no corpo de forma assintomática ou com poucos sintomas. O que, obviamente, diminui os riscos de uma forma grave até mesmo para dupla infecção”, assegura.

O especialista afirma que é imprevisível poder “desenhar” a evolução da doença quando a pessoa tem os dois vírus e reforça que o que se sabe é que são dois vírus que atuam no sistema respiratório-pulmonar.

“Em jovens adultos sem comorbidades, há uma tendência de apresentar uma gripe comum. Porém, em populações com maior vulnerabilidade – no caso, idosos, crianças, pessoas com diabetes descontrolada, doença renal, pulmonar, gestantes e puérperas –, a presença dos dois vírus pode se tornar um quadro grave”, alerta.

Veja Mais:  As mulheres no mercado de trabalho

Testagem – No que diz respeito a testagem dos possíveis casos, Chagas sugere que o ideal é testar as pessoas que estão com quadro clínico de SRAG, já que não é possível testar toda população doente. Já as pessoas com Síndromes Gripais Leves, a orientação é fazer inicialmente o teste da covid-19, que está disponível em maior quantidade em todo país.

“Sendo assim, o teste rápido de antígeno para covid-19, pode ser feito em toda população e o teste duplo em pacientes com quadros de SRAG”, orienta.

Tratamento – “As pessoas que estão com critérios de gravidade, precisam ficar internadas, algumas precisam de oxigênio, por vezes é necessário o uso de corticóides e até mesmo antibiótico, caso venha a desenvolver uma pneumonia”, aponta.

Clique AQUI e entre no grupo de WhatsApp do Portal MT e receba notícias em tempo real

Artigos

O caso Voepass e os riscos que a cultura aprende a tolerar

Publicado

*Fernando Wosgrau

O relatório final do CENIPA sobre o acidente com o voo 2283 da Voepass chama atenção pelo espaço dedicado à cultura organizacional. Entre os fatores contribuintes, a investigação inclui cultura do grupo de trabalho, cultura organizacional, processos organizacionais e supervisão gerencial. Esse conjunto revela como práticas repetidas podem se afastar silenciosamente dos procedimentos formais.

No discurso empresarial, cultura costuma aparecer associada a valores declarados. No relatório, porém, ela surge como o resultado concreto das rotinas que a organização aceita, reproduz e deixa de corrigir. A investigação tem caráter preventivo e não atribui culpa, mas evidencia como o cotidiano pode se descolar das normas estabelecidas.

No setor de manutenção, o CENIPA registrou jornadas extenuantes, fadiga, escassez de mão de obra qualificada, falta de recursos básicos e pressão para agilizar a liberação das aeronaves. Também identificou atividades críticas delegadas a auxiliares sem acompanhamento adequado, falhas de documentação e práticas informais de reporte ou de não registro de panes. Os procedimentos formais existiam. A rotina havia criado atalhos.

A repetição dessas práticas ajuda a explicar a normalização do desvio. Quando uma conduta inadequada não produz consequência negativa imediata, tende a se repetir. Com o tempo, aquilo que contrariava o procedimento passa a ser aceito como regra informal. A ausência de consequências negativas imediatas pode transformar a repetição da irregularidade em um sinal enganoso de segurança.

Essa leitura interessa ao debate sobre a NR-1. O relatório do CENIPA não é uma investigação trabalhista, e seria incorreto transportar suas conclusões automaticamente para a gestão dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A aproximação está em outro ponto. Ambos os campos mostram como a organização do trabalho pode sustentar riscos que se acumulam e se tornam parte da rotina.

Veja Mais:  Ano Novo: Hábitos Novos?

Na integração entre a NR-1 e a NR-17, a análise alcança fatores como carga, ritmo, jornada, autonomia, recursos, comunicação e relações de trabalho. Esses elementos podem parecer adequados nos documentos e funcionar de outra maneira na prática. Uma equipe formalmente suficiente pode operar sobrecarregada. Um canal de comunicação pode existir, mas relatar um problema capaz de atrasar uma entrega pode ser interpretado como falta de comprometimento.

Muitas empresas iniciam a adequação com questionários, relatórios, Avaliação Ergonômica Preliminar e atualização do Programa de Gerenciamento de Riscos. Esses instrumentos serão insuficientes se registrarem apenas a organização formal e ignorarem como o trabalho realmente acontece quando faltam recursos, o prazo aperta ou a meta entra em conflito com o procedimento.

O relatório sobre o voo 2283 oferece um exemplo eloquente. A empresa possuía manual e infraestrutura para o Programa de Acompanhamento e Análise de Dados de Voo, conhecido pela sigla PAADV, e armazenava dados extraídos das aeronaves. Entretanto, não foram apresentadas análises que demonstrassem a aplicação contínua e abrangente do programa. Os dados existiam, mas não foram apresentadas evidências de que fossem analisados sistematicamente e convertidos em ações preventivas.

Na implementação da NR-1, identificar riscos também será insuficiente se os resultados não chegarem a quem pode rever metas, redistribuir carga, ampliar equipes, ajustar prazos ou interromper atividades. O RH e a área de segurança e saúde podem coordenar o processo, mas não substituem a responsabilidade institucional da organização nem a autoridade decisória da direção e dos gestores da operação.

Veja Mais:  Do ouro ao desenvolvimento: a riqueza que moldou Mato Grosso e suas cidades históricas

A participação dos trabalhadores segue a mesma lógica. Questionários e entrevistas terão pouco valor se a experiência cotidiana ensinou que determinados problemas não devem ser registrados. A cultura se forma no que a liderança cobra, no que a supervisão tolera e na reação da empresa quando alguém aponta um limite.

O relatório final do CENIPA deixa uma advertência que ultrapassa o setor aéreo. Documentos descrevem como o trabalho deveria ocorrer. A gestão prevista pela NR-1, articulada à NR-17, perde consistência quando retrata apenas o trabalho prescrito e não alcança o trabalho real. Um PGR pode estar formalmente organizado e ainda assim falhar em capturar o risco existente.

O problema, portanto, não é apenas a ausência de regras. É a distância entre a regra e a decisão. A prevenção começa quando a organização transforma os achados em mudanças na forma de planejar, exigir, supervisionar e corrigir o trabalho.

 

*Fernando Wosgrau é administrador, mestre em Agronegócios, professor de Administração e autor do Guia de Acompanhamento da NR-1. Email: [email protected]
Continue lendo

Artigos

Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?

Publicado

 

Foto- Assessoria

 

Mato Grosso vive um paradoxo. De um lado, pessoas entregando currículos e esperando por uma oportunidade. Do outro, empresários afirmando que não conseguem encontrar profissionais preparados. Há gente querendo trabalhar e empresas precisando contratar. Então, por que essa conta não fecha?

O estado encerrou 2025 com taxa de desemprego de apenas 2,2%, a menor do país, e com o maior nível de ocupação do Brasil, de 66,7%. Ainda assim, milhares de pessoas continuam procurando espaço no mercado de trabalho.

Os dados do Sine ajudam a mostrar esse desencontro. Em 2025, foram ofertadas mais de 36 mil vagas em Mato Grosso, mas pouco mais de 11 mil trabalhadores foram efetivamente colocados. Isso não significa que todas as demais vagas tenham permanecido abertas, mas revela que anunciar uma oportunidade e concretizar uma contratação são coisas diferentes.

No campo, o problema é ainda mais evidente. Levantamento do Sistema Famato, elaborado pelo Imea em parceria com o Senar-MT mostra que 62,6% dos produtores enfrentam grande dificuldade para contratar e 69,2% apontam a falta de qualificação técnica como um dos principais obstáculos. A função mais demandada é a de operador de máquinas agrícolas, que exige domínio de equipamentos com tecnologias cada vez mais avançadas.

Parte do problema está na distância entre aquilo que os cursos oferecem e o que as empresas realmente precisam. Abrem-se turmas, entregam-se certificados, mas pouco se acompanha quantos alunos conseguiram emprego depois da formação. E certificado sem oportunidade não muda a vida de ninguém.

Veja Mais:  Novembro Azul: medo ou vergonha?

Também seria injusto atribuir toda a responsabilidade ao trabalhador. Nem toda vaga difícil de preencher resulta da falta de qualificação. Pesam salários pouco atrativos, falta de transporte, distâncias e jornadas incompatíveis. Da mesma forma, as empresas não podem esperar que todo profissional chegue pronto. Quem contrata também precisa investir em treinamento interno e oferecer a primeira oportunidade.

A solução passa por aproximar empresas, poder público, Sine, Sistema S, institutos federais e escolas técnicas. Antes de abrir um curso, é preciso saber onde estão as vagas, quais habilidades são exigidas e quais empresas estão dispostas a contratar.

O sucesso de uma política de qualificação não deve ser medido apenas pelo número de matrículas ou certificados, mas por quantas pessoas conseguiram emprego e aumentaram a renda.

Mato Grosso não precisa apenas formar mais trabalhadores. Precisa formar melhor e conectar melhor. Quando os cursos responderem às necessidades reais, as vagas chegarem a quem procura trabalho e as empresas participarem da formação, essa conta finalmente começará a fechar.

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

Continue lendo

Artigos

O agro no centro do mundo

Publicado

Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário

Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.

Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.

Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.

Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.

Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.

Veja Mais:  Ano Novo: Hábitos Novos?

Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.

A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.

O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.

Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.

Veja Mais:  As mulheres no mercado de trabalho

O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.

Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana