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Não proteger o Pantanal e a Amazônia é ignorar a Constituição Federal de 1988

*Por Deputado estadual Júlio Campos
O ano mal começou e o Pantanal já sofreu grandes incêndios. Mesmo no período das chuvas, o fogo castigou regiões sul-matogrossenses, como a Serra do Amolar, e áreas protegidas em Cáceres e Poconé, em Mato Grosso. Frente às ameaças e para evitar tragédias como os incêndios de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou no dia 20 que o Executivo apresente em 90 dias um plano de proteção ao Pantanal e à Amazônia contra queimadas.
A ação é bem-vinda, uma vez que o Pantanal é um Patrimônio Nacional e pertence à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Unesco. E, apesar das ameaças, este é inquestionavelmente o bioma mais preservado do Brasil, resistindo com 83% de suas áreas naturais.
Como Deputado Federal Constituinte, uma das grandes missões a qual contribui no Congresso Nacional foi a construção do Parágrafo 4 do Artigo 225, onde está determinado que a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.
Infelizmente, passado 36 anos da promulgação de nossa Carta Magna, a regulamentação legislativa de proteção abrange ainda apenas a Mata Atlântica, que tem sua Legislação específica para ocupação. Não conseguimos fazer o mesmo pela maior floresta tropical do mundo e pela maior área úmida continental do planeta.
Priorizar ações de prevenção tornou-se uma urgência. Um dos principais pontos da decisão do STF é que o governo federal recupere a capacidade operacional do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. Sem isso, é impossível a real integração das entidades que combatem os incêndios no Brasil, o que reduz o tempo de resposta e aumenta os custos das operações tanto de combate às queimadas quanto a outros incidentes de extremos climáticos, como as cheias que assolam muitas regiões da Amazônia.
Os alertas climáticos apontam que podemos ter uma seca intensa em 2024. Com o retorno do fenômeno La Niña, previsto pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos Estados Unidos – NOOA, para junho deste ano, cresce a preocupação, principalmente no Pantanal, que teve um ano de águas muito baixas e um clima geral seco, um cenário muito similar a 2020, quando os incêndios atingiram quase 30% do bioma.
As medições feitas pela Marinha na Régua de Ladário podem comprovar que tanto o governo federal quanto os estaduais devem agir com urgência pela prevenção. Nesta quarta-feira, 27 de março, apesar das chuvas dos últimos dias, o nível do rio Paraguai apresentou apenas 91 centímetros, contra 1,73 metros marcados no mesmo dia de 2020, quando o Pantanal enfrentou a maior seca de 60 anos.
Para Mato Grosso, seguir as recomendações do STF e proteger a Amazônia dos incêndios vai além da preservação da floresta. O estado que ocupa a posição de campeão nacional no ranking oficial das emissões de gases que agravam a crise climática, deve encarar esse desafio para a proteger a sua economia, que tem no agronegócio sua base. Setor que pode ser fortemente impactado caso os extremos climáticos previstos para um futuro com 2 graus de temperatura média do planeta se concretize. Para evitar isso, ainda precisamos reduzir globalmente 43% das emissões mundiais em seis anos. Proteger o Pantanal e a Amazônia é tarefa de todos.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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