Mato Grosso
Investimento do Governo em câmeras de alta tecnologia aumenta em 175% recuperação de veículos roubados em MT
As câmeras OCR têm imagem em alta definição e tecnologia que facilita a identificação de veículos roubados, furtados ou clonados. De 2019 a 2021, o número de equipamentos saltou de 22 para 261, contribuindo com o trabalho da das forças de segurança no Estado
O investimento do Governo de Mato Grosso em tecnologia de ponta tem refletido nos bons índices criminais. Em três anos, o Estado passou de 22 câmeras de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR) para 261. Este reforço contribuiu para o aumento de 175% na recuperação de veículos roubados nos últimos três anos. A previsão é de que mais mil unidades deste modelo sejam instaladas ainda neste ano.
As câmeras OCR possuem imagem em alta definição e uma tecnologia que facilita a identificação de veículos roubados, furtados e até mesmo clonados. Por se tratar de uma “câmera inteligente”, ela consegue captar o número da placa e o sistema automaticamente analisa o perfil do veículo. No caso dos veículos roubados que já tiveram registro de Boletim de Ocorrência, a Central de Monitoramento é informada, acionando uma equipe policial mais próxima para abordagem do veículo.
Em Mato Grosso, as 261 câmeras estão instaladas em pontos estratégicos: ruas, avenidas e rodovias que apresentam maior fluxo de veículos pesados ou de passeio, em mais de 20 municípios. Esse sistema de monitoramento atende as regiões da Baixada Cuiabana, regiões Sul, Leste e Médio Norte, além da faixa de fronteira com a Bolívia. Porém, a partir do programa Vigia Mais MT, essa cobertura chegará em todos os municípios do estado.
O programa prevê a instalação de mais de 15 mil câmeras, sendo mil delas com a tecnologia OCR. “Todos os municípios serão contemplados conforme o número de habitantes e índices de criminalidade. Essas câmeras OCR, permitem que os veículos roubados e furtados sejam recuperados com maior rapidez”, destacou o secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Juliano Chiroli.

Com esse investimento do Governo de Mato Grosso, a tendência é uma redução ainda maior em todos os índices criminais, além disso, vai facilitar as investigações e as decisões do Poder Judiciário. “Essas câmeras poderão flagrar várias situações de crimes e essas imagens serão utilizadas pela Polícia Judiciária Civil e a Justiça Criminal como meio de prova, facilitando as investigações e dando mais sustentação aos inquéritos e as decisões judiciais” disse Chiroli.
Com mais câmeras, será possível criar um cerco virtual entre as cidades do Estado e a expectativa do coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), tenente-coronel BM Rogério Quinteiro Barcelos, é reduzir em até 80% os casos de roubos e furtos de veículos. “Quando ocorrer o roubo de um veículo, ao sair da cidade, ele já vai ser identificado, quando chegar em outro município, também será localizado, facilitando recuperação”.
Recuperações
Conforme dados do Ciosp, no ano de 2019 apenas 33 veículos foram recuperados a partir do sistema de identificação de câmeras OCR. No ano seguinte, o número de recuperações saltou para 91 e em 2021 chegou a 89 veículos, que significa um aumento de quase 175%.
Isso significa que a partir dos novos investimentos da atual gestão, iniciados em 2020, 180 veículos foram recuperados em Mato Grosso. O número se refere a queixas de roubos ocorridos em Mato Grosso e em outros estados. Nos últimos dois anos, o valor de patrimônio recuperado e devolvido ao cidadão chegou a R$ 7.434.332,00.
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MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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