Mato Grosso
Ipem MT busca liberação de recursos com Inmetro para sede própria
Uma sede própria para o Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) começou a ser construída no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá, mas ainda não foi concluída.
Para finalizar a obra e melhorar o ambiente de trabalhos dos servidores do órgão, o presidente do Ipem-MT, Bento Bezerra, visitou o local nesta sexta-feira (13.12) com o Coordenador Geral da Rede Nacional de Metrologia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Márcio Paiva, que veio à capital para uma reunião do Conselho Administrativo do Ipem-MT.
“Para que o Ipem-MT continue crescendo a obra precisa ser retomada. Temos os mesmos objetivos do governador Mauro Mendes e retornar essa obra. Por isso, me sinto na obrigação de provocar o Inmetro para a conclusão deste prédio. Desta forma, trouxemos o coordenador do Instituto para conhecer e solicitamos uma Dotação Orçamentária na LDO de pelo menos R$ 2 milhões para sua retomada em 2020”, afirmou Bezerra.
Paiva reforçou que a parceria entre Inmetro e Ipem-MT é de muitos anos e que ambos estão imbuídos para a proteção da sociedade, garantindo relações harmônicas de consumo e incentivo à indústria. “Em relação à verba para a conclusão da obra, apesar de alguns entraves, a presidência do Instituto irá se empenhar para que seja finalizada e os servidores tenham um local adequado para realizar seus trabalhos”, disse.
A finalização da construção depende desta verba do Inmetro e o espaço irá abrigar os 110 funcionários do Ipem-MT, além dos laboratórios. Como houve a paralisação, é necessária a realização de uma nova licitação que deverá ser feita pelo Governo de Mato Grosso.
Atualmente, os trabalhos do Ipem-MT ocorrem em um prédio cedido pela Junta Comercial de Mato Grosso há 20 anos, no Centro da capital.
Participaram da reunião ainda o chefe de Gabinete do Ipem, Renê Rodrigues, o assessor da presidência, Antônio Daltro, a diretora administrativa financeira, Priscila Gimenez, a diretora de Legislação e Auto, Elaine Barros, e a assessora da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Eulália Souza de Oliveira.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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