Mato Grosso
Jogos dos Estudantes Militares encerram com premiação de ouro, prata e bronze em Sinop

A 5ª edição dos Jogos dos Estudantes Militares de Mato Grosso foi encerrada neste domingo (29.3), em Sinop, com cerimônia de premiação que reconheceu os melhores colocados com medalhas de ouro, prata e bronze, além da entrega de troféus às escolas destaque da competição.
O trófeu de Campeão Geral ficou a Escola Estadual Militar Tiradentes, de Rondonópolis, com 38 pontos. A Escola Estadual Militar Dom Pedro II alcançou 26 pontos e ficou com a segunda colocação. Já o terceiro lugar foi conquistado pela Escola Estadual Militar Tiradentes de Cáceres, com 25 pontos.
O evento reuniu estudantes de diversas regiões do Estado em disputas esportivas e intelectuais. Entre eles, Alessandro Joel, de 16 anos, aluno do 2º ano da Escola Estadual Militar Tiradentes Prof. Natalino Ferreira Mendes, em Cáceres. Participando pela segunda vez dos jogos, ele conquistou o 1º lugar na corrida intelectual.
“Foi uma experiência emocionante e muito gratificante. A prova exige preparo físico e conhecimento, então o esforço e o treinamento fizeram toda a diferença”, afirmou. No ano passado, Alessandro havia ficado em segundo lugar na corrida guiada.
Também da mesma unidade escolar, Vitória Ferreira, de 17 anos, estudante do 3º ano, participou pela quinta vez dos jogos e conquistou o segundo lugar no xadrez. “Fico muito feliz com esse resultado, ainda mais por ser meu último ano. O xadrez exige concentração e estratégia, então é uma conquista muito especial”, destacou. Ela também competiu no cubo mágico, mas priorizou o xadrez nesta edição.
Representando a Escola Dom Pedro II, de Cuiabá, os estudantes Lucas Sabota, de 16 anos, e Caio Ferreira, de 16 anos, garantiram o terceiro lugar na competição de cubo mágico em equipe. Para Lucas, a experiência foi inédita.
Os campeões: Alan Caio , Alessandro, Vitória e Lucas
“Foi algo novo para mim e eu gostei bastante. Meu melhor tempo foi 35 segundos”, contou. Já Caio destacou o desempenho individual: “Meu melhor tempo foi 19 segundos e meio. Foi muito legal participar”.
Ainda pela Dom Pedro II, o estudante Alan Zander, de 17 anos, avaliou o desempenho da equipe, que ficou com o segundo lugar em ordem unida na classificação geral. “A gente já tinha sido campeão há dois anos, mas desta vez tivemos pouco tempo de treino. Mesmo assim, a equipe se dedicou bastante”, explicou. Ele ressaltou que a participação reforça valores como disciplina e organização.
Ao longo dos três dias de competição, os alunos participaram de modalidades como ordem unida, cabo de guerra, cubo mágico, xadrez, corrida intelectual e pega-ladrão. As provas exigiram não apenas preparo físico, mas também raciocínio lógico, trabalho em equipe e controle emocional.
Além das disputas, os jogos também promoveram momentos de integração entre os estudantes, fortalecendo o companheirismo e o espírito coletivo, características marcantes das escolas militares do Estado.
A programação incluiu ainda uma palestra com o ex-jogador de vôlei Roberto Minuzzi, que compartilhou experiências no esporte e destacou a importância da disciplina e da dedicação para alcançar resultados.
Realizado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), o evento reuniu 29 escolas da Rede Estadual de Ensino, com delegações formadas por 28 alunos cada. As competições aconteceram entre os dias 27 e 29 de março, em diferentes espaços de Sinop, como ginásios, estádio municipal e unidades escolares, consolidando os jogos como uma das principais iniciativas de integração e desenvolvimento dos estudantes militares no Estado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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