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Justiça manda apreender 14 milhões de quilos de soja de ex-deputado de MT
A juíza Vandymara G. R. Paiva Zanolo, da Quarta Vara Cível de Cuiabá, determinou nova busca e apreensão em favor da Amaggi Exportação e Importação Ltda contra o Grupo Zeca Viana, em recuperação judicial e de propriedade do ex-deputado estadual José Antônio Gonçalves Viana (PDT), sua esposa Ivanir Maria Gnoatto Viana e seu filho Mateus Eduardo Gonçalves Viana. A decisão foi proferida no dia 29 de março e publicada no último dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico.
Desta vez, a magistrada mandou proceder à captura de 245.377,97 sacas de 60 quilos de soja que os Viana produziram em regime de compra antecipada da Amaggi, que destinou a commodity a outras três empresas: CHS do Brasil – Grãos e Fertilizantes Ltda; Cargill Agrícola S.A.; e ADM do Brasil do Brasil Ltda.
“Consoante se verifica do documento Id. 18981103, o relator do Agravo de Instrumento nº 1003515-82.2019.811.0000 deferiu o pedido de efeito suspensivo à decisão proferida pelo Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Primavera do Leste/MT – que havia concedido a tutela de urgência para determinar que os credores se abstivessem de proceder à constrição de quaisquer bens e produtos dos agravados, ora requeridos nesta ação –, com fundamento na informação de que, em 26/03/2019, o Ministro Antônio Carlos Ferreira julgou prejudicado o Conflito de Competência nº 163874, cassando as decisões dela decorrentes, inclusive a que deliberou sobre as medidas urgentes. Dessa forma, defiro o pedido de reconsideração, para tornar sem efeito a decisão proferida no Id. 18792160, e determinar o prosseguimento do cumprimento da decisão de tutela de urgência concedida no Id. 18406851, tal como pleiteado no Id. 18981100”, escreveu Zanolo.
Como as empresas de Zeca haviam conseguido uma liminar no Tribunal de Justiça (TJ) que dava seguimento ao processo de recuperação judicial paralisado por força da mesma corte, ele tinha sido arrestado em “somente” 149.362,03 sacas de 60 quilos até que esse embargo o livrou de qualquer novo arresto. Mas como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou como prejudicado o conflito de competência aludido pelos advogados de Zeca para pedir a tutela de urgência que impediu novas determinações de bloqueios, a juíza deu novamente razão à solicitação da Amaggi.
“Outrossim, indefiro o pedido formulado no Id. 19016985, porquanto o arresto cautelar visa à garantia da obrigação objeto da Cédula de Produto Rural – CPR n.º 2019-01-014-1-2847-2699, e eventuais discussões a respeito do direito à totalidade do crédito representado pelo citado título devem ser objeto de discussão em sede de embargos à execução”, continuou.
A juíza Vandymara G.R. Paiva Zanolo havia acatado no dia 1º de março e depois foi obrigada a revogar, por causa do conflito de competência aludido pelos advogados do ex-deputado e demais liminares, no dia 18 do mesmo mês, um pedido de busca e apreensão interposto pela Amaggi contra a decisão da Segunda Vara Cível de Primavera do Leste que suspendia qualquer bloqueio ou arresto de bens do Grupo Zeca Viana devido ao pedido de recuperação judicial aceito.
Em um espaço de 17 dias, a empresa do ex-senador Blairo Maggi recuperou e perdeu novamente mais de 23 mil toneladas de soja.
O pedido de arresto de bens da Amaggi é derivado de uma solicitação de tutela de urgência cautelar requerida em caráter antecedente ajuizada contra as empresas do ex-deputado por ser credora na obrigação de entrega de mais de 23,684 mil toneladas de soja, “equivalentes a 394.740 mil sacas de 60 quilogramas de soja em grãos a granel, da safra 2018/2019, objeto da Cédula de Produto Rural (CPR) emitida pelos réus, vencida em 01 de fevereiro”, segundo consta na ação.
Advogados da Amaggi pediam à justiça a determinação ao Grupo Zeca Viana do cumprimento da obrigação de entrega assumida mediante o penhor agrícola de primeiro grau de preferência e sem concorrência com terceiros das quantidades acima especificadas de soja produzida pelos réus em uma área de 8.772 mil hectares de propriedade da Amaggi.
“Considerando que já foram arrestados o equivalente a 149.362,03 sacas de 60 quilos de soja – conforme Auto de Arresto e Depósito noticiado na petição Id. 19016985 – , expeça-se Carta Precatória para o cumprimento da quantia restante, isto é, 245.377,97 (duzentos e quarenta e cinco mil, trezentos e setenta e sete vírgula noventa e sete) sacas de 60 kg (sessenta quilos) de soja”, encerrou a juíza Vandymara G. R. Paiva Zanolo.
Da redação com Folhamax
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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