Mato Grosso
Lacen promove webinar sobre vigilância laboratorial para arbovírus

O Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), vai realizar um webinar sobre vigilância laboratorial para arbovírus, como dengue, zika e chikungunya, na próxima quarta-feira (30.4), das 9h às 12h.
As inscrições podem ser feitas no endereço (https://forms.gle/HUTykmsboSbeFqhMA) e a ação será transmitida pelo Google Meet no link (https://meet.google.com/yfm-mnaz-pft).
Segundo a diretora do Lacen,, Elaine de Oliveira, a capacitação vai proporcionar aos profissionais de saúde um melhor conhecimento das atividades realizadas pelo Lacen e pela rede laboratorial.
“Vamos apresentar todo o processo desenvolvido dentro do laboratório, desde a entrada da amostra até a liberação do resultado no sistema, oportunizando a eles uma compreensão sobre o que fazemos e da importância do pré analítico, bem como seu impacto diretamente no diagnóstico, na resposta rápida e, consequentemente, na atuação frente às emergências em saúde pública”, explicou Elaine.
Durante o webinar, será exibido um vídeo sobre o processo de vigilância laboratorial para arbovírus e, logo após, os palestrantes da equipe do Lacen-MT vão fazer esclarecimentos e tirar dúvidas. Esse material será disponibilizado no canal do laboratório para consultas posteriores.
“Hoje fazemos inúmeras análises com a utilização de metodologias para sorologia [que analisa a presença de anticorpos], biologia molecular [que verifica a presença do vírus e identifica o sorotipo como no caso da dengue] e o sequenciamento genético que usa as amostras da biologia molecular e nos dá a possibilidade de identificar os genótipos e de fazer vigilância genômica”, acrescentou.
O Lacen publicou uma nota técnica a respeito do diagnóstico laboratorial para infecção por arbovírus que reforça a importância de a instituição receber as amostras para realizar exame RT-PCR, especialmente nos casos de síndrome febril aguda, com suspeita clínica de arbovirose.
A partir dos dados coletados, o Lacen realiza a construção de árvores filogenéticas que revelam por onde o vírus entrou no Estado, quando isso ocorreu e como tem se dispersado entre os municípios. Essas informações são estratégicas para as equipes de vigilância em saúde, permitindo o direcionamento de ações específicas de prevenção e controle, com foco nas áreas mais vulneráveis ou de maior risco de disseminação viral.
Estreia da série Conexão LAB
Esse é o primeiro webinar do Conexão LAB, uma série composta por oito episódios que serão realizados uma vez ao mês para tratar de temas de relevância para a vigilância laboratorial. Os assuntos serão definidos de acordo com a logística de diagnóstico e a demanda de encaminhamentos das amostras. Em maio, o tema serão os vírus respiratórios.
“A série Conexão LAB fortalece a integração entre a vigilância laboratorial e os demais serviços de saúde, promovendo uma atuação mais eficaz no enfrentamento das emergências de saúde pública”, complementou Elaine.
O Lacen presta serviços desde 1975, sendo referência em análises de vigilância em saúde no Estado de Mato Grosso. O laboratório atende aos municípios do Estado via Sistema Único de Saúde (SUS) com oferta de exames de sorologia, biologia molecular, micro bacteriologia, microbiologia clínica, entre outros.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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