Política MT
Lançamento de livro na ALMT retrata a cultura mato-grossense
As imagens mostram um contraste com os antigos prédios e igrejas, a tradicional cavalhada de Poconé, o siriri e cururu entre outras manifestações culturais. As belas fotos retratam a cultura mato-grossense de norte a sul, leste a oeste estão impressas no livro Mato Grosso, do fotógrafo Rai Reis e com textos do jornalista e escritor Protásio de Moraes. O lançamento do livro e a exposição das obras aconteceram no saguão principal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (24). Durante a abertura da exposição, Rai e Protásio de Moraes foram homenageados com moções de aplauso,
O propositor da homenagem deputado Beto Dois a Um (PSB) destacou que o fotógrafo Rai Reis lança nos registros momentos singulares e aspectos originais das manifestações culturais de Mato Grosso.
“O projeto do livro começou quando eu era secretário de Estado de Cultura e Lazer e hoje me sinto feliz por esse material estar sendo lançado aqui na Assembleia Legislativa que mudou seu olhar em relação à cultura e está casa vez mais atenciosa, entendendo a sua importância. Rai Reis é um fotógrafo reconhecido internacionalmente, uma pérola da nossa cultura”, destacou o deputado Beto Dois a Um.
Rai Reis é cacerense e há mais de três décadas trabalha como fotógrafo em Mato Grosso. Com atuação também em fotojornalismo e publicidade, ele diz que “a cultura nos define e é ela que dá a sustentação para personalidade e característica do povo de Mato Grosso. As belezas de nosso estado são celebradas por uma diversidade cultural sem igual e eu busquei mostrar isso em fotos pelos diversos municípios por onde passei”, contou Rai.
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
“As tradições, as raízes e as belezas naturais de Mato Grosso nos encantam. Rai é um fotógrafo muito experiente, 30 anos que fotografa as belezas do estado com o mesmo entusiasmo, com o mesmo olhar. É um compêndio muito completo, vai da cavalhada à farofa de banana. Para quem ainda não conhece os costumes da nossa cultura essa é uma grande oportunidade”, explicou o autor dos textos que acompanham as foto, Protásio de Moraes.
“Eu escrevi os textos da cultura do nosso estado que é uma especialidade minha, acho riquíssima, inclusive uma das mais ricas do país. Temos a viola de coxo, o siriri, o cururu, o lambadão. O livro é separado conforme a manifestação cultural”, disse o jornalista que salientou que desde 2021 o livro estava pronto, mas que só agora foi publicado e lançado com o apoio da ALMT.
O secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, Jefferson Neves, disse que Mato Grosso tem uma história que se destaca no mundo inteiro e esse trabalho do Rai Reis, conta com o apoio do governo do estado e enriquece ainda mais a cultura mato-grossense. “O Rai é um dos gênios da fotografia que nós temos aqui no nosso estado. Ficamos muito felizes em estar apoiando. Ele não é só um fotógrafo, ele é um artista, um craque”, enalteceu Jefferson.
De acordo com a superintendente do Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL), Mara Visnardi, o saguão da ALMT se tornou um ponto cultural de belíssimas exposições. “Hoje abrimos espaço para essas 24 fotos maravilhosas, de Rai Reis. Elas retratam a cultura mato-grossense, do congo, cavalhada, danças, enfim imagens bem variadas. A Assembleia Legislativa dá total apoio a todos esses artistas. Mara aproveita para convidar os servidores e público em geral para prestigiarem a exposição que fica aberta ao público até amanhã (25).
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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