Política MT
Lei da Feconseg de Mato Grosso pode se tornar referência nacional
A lei estadual de autoria do deputado Delegado Claudinei foi apresentada no Ministério de Justiça e Segurança Pública

Claudinei conta que já foram 64 Consegs regularizados com a lei estadual vigente- Foto: Assessoria
Com os resultados expressivos da lei estadual de n.º 10.931/2019 que reconhece o interesse coletivo e a importância social dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e de sua Federação (Feconseg) no âmbito de Mato Grosso e seus filiados, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na última quinta-feira (3), para abordar a importância destas instituições no fortalecimento das forças de segurança pública com a interlocução junto à sociedade civil organizada.
Os Consegs são de caráter privado, independente e com suas particularidades. A legislação vigente garantiu a regularização de 64 instituições de Mato Grosso com as suas atas registradas em cartório e suas personalidades jurídicas, explica o parlamentar. “Realmente foi preciso fazer algo diferente para o fortalecimento da segurança pública em nosso Estado. Essa pauta é importantíssima, um exemplo em Mato Grosso que está dando certo. Não podemos ficar esperando só a liberação de emendas parlamentares estaduais ou federais, a sociedade não pode esperar. São alternativas buscadas por meio dos Consegs”, ressalva.
Claudinei que atuou por quase 18 anos como delegado da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) conta que no período em exercício na segurança pública, buscou participar de reuniões mensais dos conselhos nos municípios que prestava serviço e somar com os conselheiros voluntários para encontrar soluções e melhorias na segurança pública, como, também, aplicação de ações preventivas para minimizar crimes na sociedade.
Feconseg

Deputado Claudinei apresenta a lei da Feconseg no MJSP- Foto: Assessoria
A lei do deputado Claudinei é a segunda sancionada no país, sendo que a primeira ocorreu no Amapá. O presidente da Feconseg de Mato Grosso, Danillo Mato Grosso, salienta que só tem gratidão ao parlamentar que acreditou na bandeira da importância dos Consegs. “Praticamente, estávamos sofrendo calados por quase 17 anos no estado de Mato Grosso. Através do trabalho que ele (Claudinei) desenvolveu como delegado de polícia, em parceria com os Consegs, conseguiu transferir a realidade dele em um projeto de lei que foi aprovado e sancionado pelo governo estadual”, comenta Moraes.
Também marcou presença na reunião, a deputada federal, Paula Belmonte (Cidadania/DF), que por reconhecer a importância desta lei, realizou uma indicação para o MJSP com base de ofício do deputado Claudinei, para que ocorra a alteração na portaria de n.° 43 de 12 de maio de 2019 que institui diretrizes de polícia comunitária no Sistema Nacional de Segurança Pública (Senasp). “A gente trouxe nossa lei, como exemplo, para ter um parâmetro, alterando essa portaria vai ajudar muito. Queremos fortalecer nossos Consegs no Brasil”, destaca o parlamentar estadual.
“É pauta do governo atual que é o empoderamento da sociedade. Os Consegs são entidades independentes e fiscalizadoras. O senhor (Claudinei) que é nossa referência, é importante dizer que as pessoas estão interessadas para que o dinheiro chegue na ponta, que seja fiscalizado e contabilizado. Essa demanda é mais do que justa. Estamos entrando na Câmara Federal com uma frente parlamentar mista para a defesa dos Consegs com o apoio de deputados e senadores para que possamos auxiliar e apoiar o poder da sociedade para sociedade”, explana a parlamentar.
Referência
Danillo expõe que a lei do deputado Claudinei seguiu um norte que foi o Manual de Promotor de Polícia Comunitária, em que vários operadores da segurança do Brasil tiveram acesso a este material. “É um livro de mais de 300 páginas que trata sobre polícia comunitária. Nestes manuais existe a formação jurídica dos conselhos feito pela Senasp. Conseg nos moldes de uma associação, conforme a Constituição Federal, não podendo ter interferência estatal, vedada de caráter paramilitar. Nós, como terceiro setor, não pedimos nada, estamos oferecendo para trabalhar. Simplesmente isso”, esclarece o presidente da Feconseg.
No Brasil, há 2.500 conselhos, cerca de 10 mil conselheiros – podendo chegar a 25 mil se for considerado toda a estrutura junto aos conselhos fiscais e consultivos, explica a presidente da Feconseg do Distrito Federal, Flávia Portela, que acrescenta que são 30 mil reuniões promovidas por todo o Brasil e um universo de um milhão de pessoas diretamente ligadas.
“A razão desta reunião é trazer um diagnóstico de como trabalha os conselhos, nas várias unidades da federação e ao final fazermos os encaminhamentos necessários. Eu acho que estamos em um momento propício de se deixar um legado para toda a sociedade, sempre falando no contexto da segurança pública, de se estruturar, normatizar e fortalecer os conselhos e as suas federações”, enfatiza Portela.
O secretário-executivo adjunto do MJSP, Washington Guanaes Bonin, comentou que a segurança pública é o ponto mais importante para a construção de políticas “Reafirmo o nosso compromisso em considerar a proposta que vocês estão apresentando e melhorar no possível no marco regulamentário na polícia comunitária, trabalhar arduamente na melhoria do cenário da segurança pública”, posiciona.
Participaram da reunião, o ouvidor-geral de Polícia do Estado de Mato Grosso, Lúcio Andrade Hilário do Nascimento, cerca de 20 integrantes da Confederação Brasileira das Federações dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (CBCSP) por videoconferência que não puderam comparecer devido a pandemia da Covid-19.
O Conseg existe há cerca de 20 anos em Mato Grosso, e envolve a parceria com as comunidades de forma voluntária e com autonomia, não sendo preciso ter vínculos com o Poder Executivo e interferência estatal. A formação é feita pela sociedade civil organizada por meio de eleições e baseada no Código Civil Brasileiro.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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