Mato Grosso
Luto: Detran suspende atendimento em MT nesta quarta-feira (5) pela morte de funcionário

Foto: Assessoria
O Departamento de Trânsito (Detran) informou, nesta terça-feira (4), que todas as unidades no estado estarão fechadas na quarta-feira (5) e não haverá atendimento por causa da morte do funcionário Alfredo Krause, que também era vereador em Vera, a 486 km de Cuiabá.
Ele foi baleado na tarde desta terça-feira (4) dentro do departamento onde trabalhava após um motorista ter discordado de uma reprovação na vistoria do carro dele.
Ao ser informado da recusa da aprovação, o suspeito saiu da unidade enquanto xingava o funcionário. Pouco depois, ele voltou armado e atirou contra Alfredo, que ficou ferido no abdômen e foi socorrido, mas não resistiu. Alfredo era servidor no Detran há oito anos.
Todos os atendimentos pré-agendados serão marcados para outro dia, conforme comunicado do Detran. O órgão ainda disse que está tomando todas as providências sobre o caso.
Nota do Detran na íntegra
É com profundo pesar que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) informa a morte do servidor Alfredo Krause, de 58 anos, na tarde desta terça-feira (04.10), no município de Vera.
O servidor faleceu após ter sido alvejado no abdômen, por arma de fogo, durante expediente de serviço na 55ª Ciretran. Alfredo recebeu atendimento emergencial ainda no local e, posteriormente, foi encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso, mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito durante o trajeto para a unidade de saúde.
Em condolência pelo ocorrido, o Detran-MT informa que todas as unidades da Autarquia no Estado estarão fechadas nesta quarta-feira (05.10), não havendo atendimento ao público. Os cidadãos que estão com atendimento agendado para o dia 05 de outubro serão reagendados.
O servidor Alfredo Krause, de 58 anos, era servidor do Detran há 08 anos e, atualmente, trabalhava na vistoria veicular da 55ª Ciretran de Vera.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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