Mato Grosso
Sabores, cultura e artesanato de MT ganham destaque no 9º Salão Nacional do Turismo

Mato Grosso está em exposição no 9º Salão Nacional do Turismo, realizado de 21 até o próximo sábado (23), em São Paulo (SP). O público das cinco regiões brasileiras tem a oportunidade de experimentar doces, farinhas, temperos e bebidas típicas, conhecer o artesanato, as artes e a cultura do Estado tanto no estande oficial quanto em outros espaços da feira, que conta com participação de expositores mato-grossenses. A expectativa é receber cerca de 90 mil visitantes nos três dias do evento.
No estande coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o artesão Alcides Ribeiro chama atenção ao esculpir, ao vivo, uma viola de cocho, instrumento tradicional de cinco cordas, despertando a curiosidade dos visitantes. Além disso, representantes de Chapada dos Guimarães, Várzea Grande, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop divulgam seus atrativos turísticos.
O primeiro café indígena de Mato Grosso, Massepô, que passou a ser produzido em 2021 também está em exposição no estande. O cacique Felisberto de Souza Cupudunepá, da etnia Balatiponé-Umutina, em Barra do Bugres explicou como passaram a investir em cafeicultura e como tem associado a atividade ao turismo.
A programação inclui degustações comandadas pelo chef Marcelo Cotrim, que prepara drinks com cachaça e caramelo de pequi, além de aperitivos à base de paçoca de pilão, banana chips e o premiado queijo Diamante da Cartucheira, de Nossa Senhora do Livramento. Todos os dias, o grupo Flor Ribeirinha apresenta o siriri, enchendo o espaço com cores e ritmos da cultura pantaneira.
Nesta sexta-feira (22), haverá o lançamento da FIT Pantanal 2026, às 17h, e, antes, às 16h, do livro “Como desenvolver o turismo no seu município”, de Nelson Eduardo Pereira da Costa.
Para a secretária-adjunta de Turismo, Maria Letícia Arruda, o evento é uma oportunidade estratégica de projeção nacional.
“O Salão Nacional do Turismo é uma vitrine fundamental para mostrar o que Mato Grosso tem de melhor: nossa cultura, nossa gastronomia e a hospitalidade do nosso povo. Estar presente em um evento desse porte significa abrir novas oportunidades de negócios, fortalecer nossos destinos e colocar o Estado no radar de turistas de todas as regiões do Brasil”, destacou.
O empresário Ademar Gomes Laurindo, da Eva Tour, foi selecionado pelo Ministério do Turismo para representar Mato Grosso no Feirão do Turismo, uma espécie de “Black Friday” com descontos de até 30% em pacotes e passeios turísticos. O feirão começou nesta quinta-feira (28) de forma presencial e segue virtualmente até 27 de agosto, reunindo cerca de 100 empresas.
Representantes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal também participam do feirão, oferecendo condições diferenciadas para aquisição de passagens aéreas, hospedagens e outros serviços.
No pavilhão do Artesanato, duas artesãs representam Mato Grosso com peças indígenas, colares e acessórios de sementes, selecionados pela Coordenação de Artesanato da Sedec. Já no Mercadão da Agricultura Familiar, Jacira Sarate, de Nossa Senhora do Livramento, foi a única selecionada para representar Mato Grosso no espaço, que reúne 69 expositores de todo o Brasil, com mais de 300 produtos típicos. Ela comercializa licores, doces, farofas e temperos a base de cumbaru.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
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