Mato Grosso
Manual de Boas Práticas para Governos em Redes Sociais é lançado no 7º Fórum Nacional de Secretarias Estaduais de Comunicação

Secretários de Estado de Comunicação de todo o país lançaram, nesta quinta-feira (3.4), uma cartilha de boas práticas em redes sociais para governos, durante o 7º Fórum Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação, que está ocorrendo em Fortaleza, no Ceará. A equipe de Comunicação do Governo de Mato Grosso participa do evento e no período da tarde desta quinta-feira apresentará um case de sucesso da Secretaria de Comunicação de Mato Grosso (Secom-MT).
A cartilha, elaborada por especialistas da área, traz orientações para planejamento estratégico, diversidade e representatividade na hora de comunicar, monitoramento e gestão de crise, ética, transparência, métricas e dados.
“Esse documento foi elaborado por especialistas, com contribuições de todos os secretários. A cartilha é um grande passo para o Conselho Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação que, embora recém-criado, tem alcançado importantes resultados. Esse documento é uma indicação para os secretários de Comunicação, para os governos estaduais, de um código de conduta da nossa presença digital”, explicou Igor Marques, secretário de Comunicação do Rio de Janeiro e presidente do Fórum.
A cartilha aborda ainda a importância da comunicação digital, para que os feitos dos governos alcancem a maior parcela da população, e aponta as ferramentas essenciais para um discurso eficiente nas redes sociais.
Coordenador de Imprensa do Governo do Ceará e anfitrião do evento, Thiago Cafardo ressaltou a importância da comunicação digital para aproximar governo e cidadão.
“A comunicação digital é um dos principais pontos discutidos nos nossos fóruns, porque atualmente é o principal ponto da comunicação. As novas plataformas fazem a comunicação chegar de uma forma mais rápida e eficaz para todos” afirmou.
O material é resultado da colaboração entre os 27 estados para aprimorar a comunicação pública por meio das plataformas digitais e pode ser acessado no link https://www.cnsecom.com.br/boas-praticas-para-governos-em-redes-sociais/.
Crédito: Hiani Braun
O 7° Fórum Nacional das Secretarias Estaduais de Comunicação, no Ceará, vai debater gestão de crise, publicidade governamental, credibilidade e novas plataformas digitais. O encontro, que começou nesta quinta-feira (3.4), contou com a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de secretários e representantes de todos os estados do país.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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