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Mato Grosso

Proteção à Criança: Clarice Claudino defende expansão da Justiça Restaurativa nas escolas

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Com a palestra “A prevenção dos conflitos no ambiente escolar: Conciliação, Mediação e Justiça Restaurativa”, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, iniciou as atividades dessa quarta-feira (03 de maio), durante o 2º Encontro Estadual de Enfrentamento a Violência contra Crianças e Adolescentes, realizado na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.
 
Referência na implementação de práticas inovadoras para a resolução de conflitos com base no diálogo e na conciliação, a desembargadora Clarice Claudino, que também preside o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), foi convidada a falar sobre os avanços alcançados pelo Poder Judiciário na disseminação da cultura da pacificação social, e como os métodos podem ser aplicados para a resolução de conflitos no ambiente escolar.
 
“A grande contribuição do Poder Judiciário na construção de uma rede sólida de enfrentamento à violência contra as crianças é justamente trazer a ferramenta da Justiça Restaurativa do ponto de vista prático, onde nós do Poder Judiciário entramos com a perspectiva dos Círculos de Construção de Paz, que é uma forma muito simples, porém muito potente e poderosa, de ensinar as crianças desde pequenas a se defenderem de situações de risco. A proposta é formar uma consciência social mais consistente, por meio de conversas bem conduzidas e capazes de agregar valor à vida, mudando a concepção das pessoas diante das problemáticas sociais vividas, principalmente no ambiente escolar”, defendeu a presidente.
 
O apelo para a expansão das práticas da Justiça Restaurativa no ambiente escolar ganhou ainda mais força, após a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, declarar 2023 como o ‘Ano da Justiça Restaurativa na Educação’.
 
Cada vez mais utilizadas na mediação de conflitos, as práticas restaurativas se tornaram uma das principais ferramentas para o combate à cultura da litigância. Com a Resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário Brasileiro iniciou no ano de 2010 um grande movimento de conscientização sobre o valor do diálogo. A meta era reduzir a judicialização de conflitos, que à época registrava mais de 110 milhões de processos e apenas 14 mil magistrados em todo Brasil.
 
Com o fortalecimento das práticas restaurativas, como a aplicação dos círculos de construção de paz e da conciliação, foi possível reduzir para 75 milhões o número de processos. Números ainda exorbitantes quando comparados aos atuais 18 mil magistrados.
 
“Movimentos constantes de conscientização sobre o valor do diálogo, do consenso, e da introdução da mediação e da conciliação têm levado o Judiciário a um modelo mais sustentável de resolução de conflitos. Diferente do passado, hoje o Poder Judiciário se tornou um grande hospital de relações humanas, que não tem mais apenas um único remédio para oferecer ao cidadão. Hoje temos múltiplas portas em que convidamos as pessoas a adentrarem antes de irmos para o estágio final, que é o da sentença”, afirmou a desembargadora.
 
As soluções aplicadas pelo Judiciário estadual para a expansão da cultura da paz no ambiente escolar também se alinham a agenda de pacificação social preconizada pelo CNJ, no que se refere ao enfrentamento da violência escolar e o combate à evasão.
 
Os projetos “Eu e você na Construção da Paz”, desenvolvido pela juíza e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Maria Lúcia Prati, no município de Campo Verde, e “Retorno Pacificado à Escola”, desenvolvido em Tangará da Serra pela juíza da 2ª Vara Cível e coordenadora da Justiça Restaurativa em cooperação no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Cristhiane Baggio foram citados pela desembargadora Clarice Claudino como modelo de sucesso na pacificação escolar.
 
O procurador de Justiça da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado destacou a parceria do Poder Judiciário no enfrentamento à violência contra a criança e adolescente e os esforços para mobilizar a presença dos magistrados entorno do tema.
 
“Estamos todos irmanados para cumprir o que a Constituição Federal defende, ou seja, que a criança e o adolescente são prioridades absolutas. O evento foi um sucesso do ponto de vista da mobilização social, reunindo mais de 400 pessoas presencialmente, todas mobilizadas no enriquecimento dos debates. Somente juntos teremos condição de mudar a realidade de violência que envolve nossas crianças. E aqui, cada parceiro, dentro de suas atribuições, está pronto e disposto para o enfrentamento necessário”.
 
“Quando temos diferentes atores envolvidos em um tema tão sensível, como a proteção da criança e do adolescente, e esses mesmos atores são capazes de criar um ambiente seguro, onde jovens e adolescentes conseguem se sentir a vontade a ponto de participarem com o uso da fala, com certeza, esse evento foi um sucesso. Uma criança só é capaz de se manifestar, de externar suas angústias quando encontra um ambiente acolhedor e seguro, que a deixa a vontade para se expressar. E nós conseguimos reproduzir esse ambiente. Temos no Poder Judiciário uma instituição que vai até as pessoas, que quer se sentar e ouvir essas pessoas. E quando o tribunal entra nesse processo capacitando facilitadores e ampliando a rede de apoio, o Judiciário diz para a população: Nós estamos com vocês”, destacou a assessora Especial da Presidência do Tribunal de Justiça, Katiane Bosquetti da Silveira, participante dos debates.
 
Para a professora de Língua Portuguesa Maria José de Oliveira Arruda, a “Mazé”, das Escolas Estaduais Alcebíades Calhao e Dom Pedro II, em Cuiabá, a proposta dos círculos de paz, com diálogo dirigido sobre temas sensíveis, relacionados a vivência de crianças e adolescentes, também deve ser estendida aos pais. “Nós professores estamos bastante preocupados. Precisamos falar de círculos de paz com os pais. Nossos alunos perderam a referência, eles não sabem de onde vêm e nem para onde vão, eles não sabem se quer o nome do professor. Professor hoje não é mais inspiração. Os valores se perderam ao longo do caminho e com eles, nossos alunos”, frisou a professora.
 
Também participaram das discussões, o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Educação, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior; o secretário de Estado de Educação, Allan Resende Porto; o diretor de Gestão Educacional da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, Marco Antônio Alves Braga, além do juiz auxiliar da presidência do TJMT e coordenador do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Túlio Duailibi Alves de Souza, da diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, entre juízes, juízas, promotores e promotoras de justiça, operadores(as) do Direito, professores(as) das redes estadual e municipal de educação, entre outros representantes.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal colorida da mesa de debates onde estão sentados os participantes. A desembargadora Clarice Claudino está ao centro. Segunda imagem: Foto horizontal em ângulo fechado da presidente do TJMT. Ela usa camiseta laranjada do evento e um blaser verde escuro. Terceira Imagem: Procurador de Justiça Paulo Prado em entrevista para TV.Jus. Ele usa uma camiseta laranjada. Quarta Imagem: Asessora da Presidência sentada durante o painel. Ela fala ao microfone, é loira, usa blusa de manga comprida branca. Quinta imagem: Professora Maria José de Oliveira Arruda durante debate do Painel 1. Ela segura microfone com mão direita, tem cabelos longos cacheados pretos. Usa uma blusa branca e por cima uma blusa presta de botão aberta.
 
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Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

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Foto-Assessoria

Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.

Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.

Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.

Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.

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O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.

Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.

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