Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Mauro Mendes cobra do Governo Federal ajuda do Exército no combate aos incêndios

Publicado

O governador Mauro Mendes, que participou na manhã desta segunda-feira (02.09), em Belém (PA), do encontro dos Governadores da Amazônia Legal Oriental, com integrantes do Governo Federal, ratificou o pedido para que o Exército ajude o Estado no combate às queimadas.

Até a manhã desta segunda, a autorização, por parte do Ministério da Defesa, ainda não havia sido encaminhada à 13ª Brigada.

“Nós já encaminhamos a ratificação ao pedido e até agora não recebemos a ajuda que foi acordada durante a reunião em Brasília, na semana passada. E ratifico aqui novamente o pedido para que o Exército entre em Mato Grosso nos ajudando no combate às queimadas”, destacou.

O ministro da Defesa, que também participou da reunião, informou ao governador que “já está autorizado ao Comando ilitar do Norte localizado na região de Belém, comandado pelo general Paulo Sérgio, a apoiar as operações iniciais ao norte de Mato Grosso”.

A reunião também contou com a participação dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), além dos deputados federais Neri Geller e Juarez Costa, dos representantes do Ibama, Funai e Exército e dos governadores do Amapá, Maranhão, Pará e Tocantins.

Na reunião, Mato Grosso apresentou todas as ações que estão em andamento, no que diz respeito ao combate às queimadas, desmatamento ilegal, na conscientização da população e na recuperação da imagem do Estado, tanto dentro Brasil, como no exterior.

Veja Mais:  Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Sinop capacita profissionais da educação

“Nesse curto período realizamos operações em parcerias com vários órgãos, como o Ibama, que já deram resultados positivos, como a aplicação de mais de R$ 100 milhões em multas, prisão de oito pessoas e apreensão de dezenas de equipamentos”, destacou, lembrando que esses números são resultado das operações das duas últimas semanas.

Outro dado apresentado foi o decreto publicado no Estado que suspendeu, temporariamente, as autorizações de desmatamento, mesmo que legal, até o dia 30 de novembro, como também a prorrogação do período proibitivo de queimadas.

Aos governadores e aos representantes do Governo Federal, Mauro Mendes ressaltou que está fazendo tudo que for possível para que a ilegalidade seja combatida no Estado e que não haja impunidade para aqueles que praticaram o crime ambiental.

“Vamos utilizar o Sistema Planet, financiado com dinheiro de organismos internacionais, para acabar com a impunidade. Por esse sistema temos como prevenir que o desmatamento ilegal seja realizado em grandes áreas, por monitorarmos a floresta em tempo real. Não iremos dar vida fácil para quem pratica qualquer dano ao meio ambiente”, frisou.

Outro pedido feito por Mauro Mendes foi relacionado ao custeio das operações realizadas pelo Estado para combater as queimadas.

“Preciso ratificar aqui aquilo que outros governadores já falaram, nós precisamos falar objetivamente sobre recursos para o meio ambiente e para as ações realizadas pelos Estados. Temos algum nível de recurso internacional e aquilo que cada Estado tem aportado. Contudo, neste momento o que nos parece mais claro e objetivo são os valores que podem ser disponibilizados via Lava Jato, já que tem uma pré-disposição do Judiciário. Peço que o Governo Federal entre nesse circuito fazendo um alinhamento rápido e objetivo, para que tenhamos rapidamente esses recursos nos Estados”, defendeu.

Veja Mais:  Novo site da Rota do Oeste traz informações e tira dúvidas sobre o futuro da BR- 163

Desmatamento ilegal

Mauro Mendes também destacou que com o trabalho conjunto e recursos financeiros será possível conter as queimadas nos próximos dias. Contudo, ele ressaltou a importância de se debater o combate ao desmatamento ilegal.

“Temos no nosso Estado um problema sério a ser combatido que é também o desmatamento ilegal. Isso não é originário do grande produtor rural e do médio, pois eles já adquiriram a consciência da importância do meio ambiente preservado e do respeito às leis, para o comércio dos próprios produtos. Muitos dos desmatamentos já identificados estão em pequenas propriedades rurais na região da fronteira agrícola, nas regiões de assentamentos e também em locais em que não foi realizada a regularização fundiária”, destacou, acrescentando que é necessária uma ação para regularizar essas áreas, e, assim, poder identificar culpados.

Posição do Governo Federal

O ministro Onyx destacou que o Governo Federal tem dado uma resposta rápida a essa questão e de forma equilibrada, tanto no Brasil, como no exterior. Ele ponderou que em todas as regiões em que for necessária a atuação conjunta entre Governo Federal e Estadual será feita. “Tanto nas questões climáticas, como também nas estruturais”, assegurou.

Ainda segundo o ministro, o atual governo é o único das Américas a aliar a preservação ambiental à produção agrícola.

“O Brasil é um país que protege o meio ambiente e a Amazônia brasileira é a mais conservada. Têm questões que precisam ser respondidas ao mundo e a reunião de hoje teve esse intuito”, destacou.

Mato Grosso

Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

Publicado

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.

Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.

Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.

Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.

No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.

Veja Mais:  Investimentos do Governo de MT melhoram a logística e segurança pública em Sinop

Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.

Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.

Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.

Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.

Continue lendo

Mato Grosso

MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

Publicado

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.

A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.

“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.

O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.

Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.

Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.

Veja Mais:  Polícia Civil forma 45 novos delegados que irão atuar no interior de Mato Grosso

A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.

Continue lendo

Mato Grosso

Justiça Eleitoral cassa mandato de vereador condenado por racismo em MT

Publicado

O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 8ª Zona Eleitoral, garantiu a extinção do mandato do vereador Michel Lucas Rocha Souza, de Alto Taquari, após o trânsito em julgado de condenação por injúria eleitoral qualificada e racismo. Condenado a um ano, dois meses e 25 dias de reclusão, em regime aberto, e ao pagamento de 12 dias-multa, o parlamentar teve a decisão tornada definitiva em 14 de maio de 2026, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não conheceu o recurso especial interposto pela defesa.

Após ser comunicada oficialmente sobre o trânsito em julgado da condenação, a Câmara Municipal de Alto Taquari instaurou procedimento administrativo interno e concedeu prazo para manifestação do vereador. O Ministério Público Eleitoral, contudo, sustentou que a suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal definitiva produz efeitos automáticos, conforme previsto no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal.

Diante da situação, o promotor de Justiça Eleitoral Elton Oliveira Amaral manifestou-se nos autos e requereu ao Juízo da 8ª Zona Eleitoral a adoção das medidas necessárias para o cumprimento imediato da determinação legal. O MPE argumentou que a extinção do mandato ocorreu automaticamente com o trânsito em julgado da condenação, cabendo à Presidência da Câmara apenas formalizar esse reconhecimento.

Na manifestação, o Ministério Público Eleitoral também destacou que a regra constitucional que exige deliberação da respectiva Casa Legislativa para perda de mandato aplica-se exclusivamente aos membros do Congresso Nacional, não alcançando vereadores. Além disso, alertou para a possibilidade de configuração do crime de desobediência eleitoral em caso de descumprimento da determinação judicial.

Veja Mais:  Força Tática localiza e fecha abate clandestino após denúncia de roubo em Rondonópolis

Com base nos fundamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e na decisão da Justiça Eleitoral, o presidente da Câmara Municipal de Alto Taquari declarou a extinção do mandato de Michel Lucas Rocha Souza em 19 de junho de 2026. O ato foi publicado no Diário Oficial nº 29.257, de 22 de junho de 2026, e determinou a convocação imediata do suplente para assumir a vaga.

Foto: Câmara Municipal de Alto Taquari. 

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana