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Ministério da Agricultura avalia critérios para declarar RS livre de mormo
As etapas que o Rio Grande do Sul terá que vencer para ser considerado zona livre de mormo serão discutidas nesta terça-feira (27), na Expointer, em Esteio (RS), a partir das 9h, durante a reunião técnica do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com a Divisão de Defesa Agropecuária do Estado. Os responsáveis pelo Programa Estadual de Sanidade Equídea analisarão os critérios a serem atendidos para obtenção do status sanitário de livre da doença.
O RS solicitou o reconhecimento de zona livre de mormo em março. O mormo é uma infecção transmitida, inclusive ao ser humano, pela bactéria Burkholderia mallei por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados. É encontrada na América Latina, África e Ásia.
Ainda na Expointer, no dia 28, será feita a apresentação do Programa Nacional de Sanidade Equídea (PNSE), na reunião da Câmara Setorial de Equinos do RS e no II Congresso Internacional de Bem-Estar para Animais de Provas e Rodeios. O PNSE prevê a realização de estudos epidemiológicos; fiscalização e controle do trânsito de equídeos; cadastramento, fiscalização e certificação sanitária de estabelecimentos e intervenção imediata quando da suspeita ou ocorrência de doença de notificação obrigatória.
Diretrizes
A Instrução Normativa número 6, de 16 de janeiro de 2018, fixou as Diretrizes Gerais para Prevenção, Controle e Erradicação do Mormo no Território Nacional, no âmbito do Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos. Segundo o Programa, para uma zona ser declarada livre do mormo, é preciso que não haja registro de caso confirmado da doença durante os três últimos anos. Também são exigidos testes laboratoriais para a entrada e saída de equídeos no estado
O trânsito de equídeos deve ser controlado pelos órgãos de sanidade agropecuária, incluindo análise de risco de movimentação de animais através das fronteiras internacionais. O cadastro dos estabelecimentos e dos produtores deve estar atualizado com a utilização de imagens de satélite. Outra exigência é um programa de vigilância epidemiológica que inclua a realização de estudo soroepidemiológico na população de equídeos da zona envolvida, que tenha demostrado a ausência de infecção, durante os últimos 12 meses.
Se forem cumpridas todas as exigências, o Ministério, declara e publica a autodeclaração de área livre e encaminha o pleito à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o reconhecimento internacional da ausência da enfermidade.
Em 2018, foram registrados 29 casos de mormo no Brasil, somando 16 focos, a maioria em Pernambuco. Os casos envolvem animais individualmente e os focos representam as propriedades. Neste ano, até maio, foram confirmados 7 focos: 2 em Pernambuco, 2 em São Paulo, e um caso em Alagoas, no Ceará e na Bahia.
Informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Janete Lima
[email protected]
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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