Mato Grosso
Ministério dos Transportes e ANTT realizam leilão na B3 para concessão da Rota Agro (BR-060/364/GO/MT)
Consórcio Rota Agro Brasil foi o vencedor e será responsável pelo lote rodoviário, que tem extensão de mais de 490 km, ao longo de 30 anos

Renan Filho, Ministro dos Transportes, e Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura e Pecuária, batem o martelo para celebrar o resultado do leilão
São Paulo, 14 de agosto de 2025 – Foi realizado hoje, na B3, o leilão promovido pelo Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para concessão do lote rodoviário Rota Agro (BR-060/364/GO/MT), inserido nos estados de Mato Grosso e Goiás.
O Consórcio Rota Agro Brasil, composto por Camaçari Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia; Azevedo & Travassos Infraestrutura I Fundo de Investimento em Participações; Sobrado Construção LTDA; GAE Construção & Comércio LTDA foi o vencedor ao apresentar apresentou proposta de desconto de 19,70% sobre a tarifa básica de pedágio.
O trecho concedido possui extensão total de 490,07 km. Ao longo de 30 anos, o contrato estima investimentos de R$ 4,42 bilhões em Capex e R$ 2,84 bilhões em Opex.
Das obras previstas, destacam-se a duplicação de pistas, implementação de faixas adicionais, vias marginais, travessias, acessos, pontos de parada para ônibus, passarelas, passagens de fauna e caixas para contenção de materiais perigosos.
Entre os municípios que integram essa malha rodoviária está a cidade de Rondonópolis, localizada na região Sudeste do Mato Grosso, cujo trecho compreende as rodovias BR-163 e BR-364, responsáveis por transportar a produção agrícola e industrial para os grandes centros metropolitanos e portos do Brasil. Os trechos completos da Rota Agro são:
- BR-060/GO: Início no entroncamento com o Contorno de Rio Verde/GO, até a entrada da BR364 (Contorno de Jataí/GO);
- Contorno de Jataí: Início no entroncamento com a da BR-158 com a GO-184 até o entroncamento entre a BR-364 e a GO-158;
- BR-364/GO: Início na BR060/GO até a Divisa GO/MT (Santa Rita do Araguaia);
- BR-364/MT: Início na Divisa GO/MT (Alto do Araguaia) até a entrada da BR163 (Rondonopólis);
- Contorno do Araguaia: Início entre a BR364/GO, até a entrada a BR364/MT (contorno das cidades de Santa Rita do Araguaia e Alto Araguaia).
“Do campo ao prato, passamos pelas estradas em diversos momentos: desde a produção, na hora de colher e adubar, até o transporte para o processamento dos alimentos. E, por fim, o trajeto do alimento industrializado até as casas das pessoas. Isso evidencia a importância das rodovias”, disse Renan Filho, ministro dos Transportes.
“Ao realizarmos uma infraestrutura de qualidade, onde se tem uma rodovia duplicada, onde se tem serviços operacionais, e sobretudo pontos de parada e descanso de caminhoneiros, nós poderemos e vamos propiciar um projeto bem-estruturado e condições de trabalho dignas para quem realmente transforma as mercadorias e também as riquezas desse país” afirmou, em discurso no certame, o diretor-geral da ANTT Guilherme Theo Sampaio.
“Nós, da B3, temos muito orgulho em contribuir para o encontro de bons projetos públicos com investidores privados. Agradecemos a confiança e parceria do Ministério dos Transportes e ANTT para a realização de mais este projeto. Contem sempre conosco no esforço de promover a melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos para o desenvolvimento do nosso país”, falou André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores.
Clique aqui e assista ao vídeo do leilão.
Fotos para a imprensa: Mídia kit
Sobre a B3
A B3 S.A. (B3SA3) é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e uma das maiores em valor de mercado, entre as líderes globais do setor de bolsas. Conecta, desenvolve e viabiliza o mercado financeiro e de capitais e, junto com os clientes e a sociedade, potencializa o crescimento do Brasil.
Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Chicago, Londres, Singapura e Xangai, desempenha funções importantes no mercado pela promoção de melhores práticas em governança corporativa, gestão de riscos e sustentabilidade.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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