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Missão técnica vai à Argentina conhecer Selo do Comércio Justo

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Uma missão técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) embarcou para a Argentina, nesta terça-feira (30), para conhecer o selo de certificação do Comércio Justo e aprofundar os conhecimentos nas técnicas de produção orgânica e nos processos de produção e elaboração biodinâmica de vinhos nas províncias de Mendoza e La Rioja.

O grupo, liderado pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, irá visitar a La Riojana Cooperativa Vitinícola, que desde 2006 implementou o certificado Fair Trade, conhecido como Comércio Justo, modelo para o setor cooperativo latino-americano. La Riojana, instalada na província de La Rioja, é uma das dez principais empresas exportadoras de vinhos da Argentina, integrada por 350 pequenos e médios produtores.

A Federação Internacional de Comércio Alternativo (International Federation of Alternative Trade) define o Comércio Justo (Fair Trade, em inglês) como uma parceria comercial, baseada em diálogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comércio internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável por meio de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores à margem do mercado, principalmente no Hemisfério Sul.

De acordo com o Sebrae, o Fair Trade é uma alternativa concreta e viável frente ao sistema tradicional de comércio e tem como objetivo principal estabelecer contato direto entre o produtor e o comprador, desburocratizando o comércio e poupando-os da dependência de atravessadores e das instabilidades do mercado global de commodities.

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O grupo segue na Argentina até sexta-feira (2). A programação prevê ainda uma visita à Federação das Cooperativas Vitivinícolas Argentinas (Fecovita), uma organização de segundo grau, formada por 29 cooperativas associadas e por mais de 5 mil produtores e elaboradores vitivinícolas, e também à Confederação Intercooperativa Agropecuária da Argentina (Coniagro) para intercâmbio de experiências.

RECM

Realizada em parceria  com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e com o Instituto Nacional de Associativismo e Economia Social da Argentina (Inaes), as atividades ocorrerão no âmbito da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), que está sob a presidência pró-tempore do Brasil.

Atual coordenador temporário da RECM, o secretário Fernando Schwanke destaca que o foco da participação do Brasil na reunião é a busca por mercados qualificados para as cooperativas do Mercosul e na preparação para atingi-los.

“Esta é uma determinação da ministra Tereza Cristina e o Mapa tem focado seus esforços neste sentido. A missão com as cooperativas brasileiras tem como principal objetivo alinhar ações técnicas com o país vizinho para a busca do equilíbrio de nossa competitividade frente aos mercados mundiais. Precisamos nos diferenciar e algumas certificações podem ser este diferencial, principalmente no mercado europeu”, ressalta.

A delegação é formada pela equipe técnica do Mapa, representantes de cooperativas da Federação das Cooperativas de Vinho do Brasil (Fecovinho), acompanhados pelo diretor executivo, Hélio Marchioro, e uma equipe da OCB, comandada pelo superintendente da organização, Renato Nobile.

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A agenda estabelecida pelo Brasil na RECM prevê  uma missão comercial das cooperativas do Mercosul a Israel, que deverá ocorrer entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro. O intuito é conhecer tecnologias utilizadas no país e participar da feira de alimentos Israfood.

Criada em 2001, no Grupo Mercado Comum do Mercosul, a RECM é um fórum de trabalho voltado para a integração dos movimentos cooperativistas dos países membros do bloco e para a harmonização das legislações nacionais voltadas para o cooperativismo. São membros da RECM os organismos governamentais responsáveis pelo fomento e apoio ao cooperativismo, assim como as organizações nacionais representativas dos movimentos cooperativistas.

Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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