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Mitos e Fatos na agricultura irrigada

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Lineu Neiva Rodrigues
Pesquisador da Embrapa Cerrados

Foto: Fabiano Bastos

Garantir segurança alimentar para todas as pessoas, em um planeta com grandes diferenças sociais, econômicas e ambientais, continua sendo um dos principais desafios da humanidade. Em um mundo onde cerca de 820 milhões de pessoas não têm acesso a quantidade de alimento suficiente para manter níveis básicos de saúde, os estudos indicam que será necessário aumentar a produção de alimentos em cerca de 70%, para atender o acréscimo na demanda mundial prevista para ocorrer no ano de 2050.

O Brasil é um dos poucos países no mundo capaz de elevar a sua produção agrícola sem comprometer o meio ambiente. O País tem mais de 12% das reservas de água doce e algumas das maiores bacias hidrográficas do mundo, mas, mesmo assim, a água tornou-se um fator limitante para o desenvolvimento econômico e o bem-estar do brasileiro.

Estudos projetam que as retiradas de água para fins de irrigação crescerão cerca de 10% até 2050. A água, direta ou indiretamente, é insumo prioritário para todos os setores da economia. O crescimento da escassez hídrica e da competição entre usuários de água representa um sério desafio para os gestores de recursos hídricos na América Latina e Caribe, sendo fundamental estabelecer estratégias de gerenciamento que favoreçam os usos múltiplos.

No caso específico da agricultura irrigada, que é a principal usuária de recursos hídricos, a comunicação é um dos principais entraves para o seu desenvolvimento. É fundamental melhorar a interlocução do setor agrícola com a sociedade, principalmente no que diz respeito ao uso de recursos hídricos. É preciso divulgar informações corretas com base em dados técnicos e análises consistentes, e é isso que será feito nesta série de artigos. É preciso mostrar de forma clara que é possível crescer de maneira sustentável. A informação incorreta contribui para aumentar a polarização entre os usuários de recursos hídricos, que ao invés de cooperarem entre si, entram em disputas muitas vezes desnecessárias. Água é sinônimo de diálogo, de compartilhamento e de integração. Não deve ser geradora de conflitos, mas sim de oportunidade para o desenvolvimento.

Mitos e Fatos

A irrigação consome 70% da água doce da terra. Trata-se de um mito. Justificativa: Primeiramente, para fins de melhorar o diálogo entre os setores usuários de água, é conveniente substituir a palavra consome, que pode trazer a ideia de “destruir”, por utiliza, que traz a ideia de “fazer uso de alguma coisa”. Consumir dá a entender que a água, quando utilizada para atender algum uso, desaparece definitivamente do sistema hídrico. Isso não é verdade. A água retirada de um manancial ficará indisponível para outros usos por um tempo, mas não definitivamente. A dificuldade é saber quando e onde essa água voltará a ficar novamente disponível. Por exemplo, os estudos indicam que em média 60% do peso de um homem adulto seja devido a água. Isto é, um homem pesando 70kg estará retendo em seu corpo algo em torno de 42 litros de água. Essa água que está retida no corpo dessa pessoa estará indisponível para outro uso por um tempo. A quantidade de tempo depende. Uma molécula de água poderá ficar retida, em média, 10 dias no corpo de um homem que bebe cerca de dois litros de água por dia. Ou seja, depois de 10 dias essa molécula de água voltará a fazer parte do ciclo hidrológico e poderá ser utilizada novamente em algum momento. A água é renovável, mas sua quantidade é finita.

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Com relação a outra parte da informação (70% da água doce da terra), os estudos indicam que aproximadamente 71% da superfície terrestre seja coberta com água, totalizando um volume de água de aproximadamente 1.386.000.000 km³. A magnitude desse número é difícil de ser imaginada, principalmente quando pensamos que 1 km3 é igual a 1.000.000.000.000 litros. Essa quantidade de água é praticamente constante. Ou seja, em escala global, a quantidade de água não é variável com o tempo.

Infelizmente, nem toda essa água está prontamente disponível para uso. Cerca de 97,5% dela está nos oceanos. Dos 2,5% que sobram, 76,8% estão nas calotas polares e geleiras, 22,7% são águas subterrâneas e o 0,5% restante está armazenado em outras fontes hídricas, como os rios, que representam 0,006% dos 2,5% e é a água que está mais prontamente disponível para uso. A quantidade de água (vazão) que passa pelos rios do mundo todos os anos é da ordem de 45.500 km³. A vazão total dos rios brasileiros é algo em torno de 179.000 m3/s. Considerando todos os usos (indústria, irrigação, abastecimento urbano, etc.), a demanda hídrica total é da ordem de 2.083 m3/s. Ou seja, cerca de 1,2% da água disponível, levando em consideração apenas os rios, é outorgada e assume-se que está sendo retirada dos rios. Desse total de água que é retirado, 2.083 m3/s, 52% é para irrigação. Isto é, no Brasil cerca de 0,6% da água disponível nos rios é utilizada pela irrigação.

Resumindo: a irrigação é a principal usuária de recursos hídricos, mas não utiliza 70% da água doce do planeta. No Brasil, a quantidade de água utilizada pela agricultura irrigada representa menos de 0,6% do que existe nos nossos rios.

Sendo a quantidade de água existente na terra constante e muito maior que a quantidade demandada, por que ocorrem os conflitos? Essa pergunta é muito recorrente. O que temos que ter em mente é que a quantidade de água é constante em escala global, mas localmente essa quantidade é muito variável. A água, nas suas diferentes formas, está em constante movimento. A maior parte dessa água se movimenta muito lentamente. Por exemplo, uma gota de água no oceano pode levar mais de 3.000 anos para evaporar, enquanto essa mesma gota ficaria apenas cerca de nove dias na atmosfera antes de se precipitar.

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Por outro lado, aquela água que está mais disponível para o nosso uso, as águas superficiais, tem variações grandes em períodos de tempo curtos – dias, semanas ou meses. Essa água é dependente das chuvas. Assim, em um ano, em um mesmo local, a quantidade de água disponível pode ser suficiente para atender a todas as demandas e, no ano seguinte, ser insuficiente para atendê-las. Outro aspecto importante é que as demandas hídricas são crescentes, variáveis e tendem a ser maiores quando a oferta é menor. Os conflitos podem surgir sempre que a demanda for maior que a oferta e a gestão não for realizada de maneira adequada.

Deve-se atribuir prioridades para o uso da água e a irrigação não é uma prioridade. Essa informação é ao mesmo tempo um fato e um mito. Justificativa: Com exceção do abastecimento humano e da dessedentação animal, nenhum outro uso tem prioridade sobre o outro. Sempre deve-se favorecer os usos múltiplos, possibilitando o desenvolvimento de todos os setores. O que pode acontecer é que em determinadas situações, onde um rio específico já se encontra em estado crítico em termos de disponibilidade hídrica, seja necessário definir usos prioritários para evitar conflitos. A priorização dever ser constantemente acordada pelos usuários nos comitês de bacias, sempre valorizando a aptidão da bacia e sua capacidade de suporte. Existem claramente bacias hidrográficas que tem forte aptidão agrícola, não seria razoável priorizar o desenvolvimento de outra atividade em detrimento da agricultura.

É importante ter em mente que o sistema de irrigação é um instrumento de aplicação de água. O produto gerado pela água da irrigação, em geral, é o alimento. Ou seja, a relevância do produto gerado para a sociedade é que tem que ser considerado no desenvolvimento de políticas públicas e na priorização do uso da água. Sob uma ótica restrita, a irrigação é vista simplesmente como um instrumento para aplicação de água para planta, mas, com um olhar mais abrangente, constata-se que a agricultura irrigada é a base de uma economia e de um modo de vida. A irrigação é uma tecnologia fundamental em qualquer planejamento estratégico que vise segurança alimentar. Não é uma boa estratégia proibir ou limitar de forma aleatória qualquer uso. As prioridades devem ser acordadas pelos usuários, prioritariamente fora de períodos de escassez hídrica.

Toda água utilizada na produção de alimento em áreas irrigadas é retirada de um rio ou de um poço. Dependendo de como é vista essa informação pode ser um mito ou um fato. Justificativa: Se analisada no período seco, sem chuvas, a informação é verdadeira. Mas é um mito se for analisada no período da chuva. Nesse caso, grande parte da demanda hídrica da cultura é suprida via água da chuva. Por exemplo, analisando-se o resultado de 30 anos (1980 a 2011) de demanda hídrica da cultura do milho, com duração de 140 dias, plantado no dia 10 de janeiro, na região do Planalto Central. Nesses 30 anos, a demanda hídrica média ocorrida durante o ciclo da cultura foi estimada em aproximadamente 546 mm. Isto é, uma área irrigada de 100 ha plantada com milho nessa região demanda cerca de 546 mil metros cúbicos de água. Desse total, cerca de 41% das necessidades hídricas da cultura foi suprida pela água da chuva (média de 30 anos). Ou seja, 223.860 m3 da água necessária veio da precipitação e 322.140 m3 foi retirada dos rios ou aquíferos pela irrigação. A quantidade de água utilizada pela irrigação dependerá basicamente da quantidade e da distribuição de chuva, já que a evapotranspiração é pouco variável. É importante também destacar que a água verde (água da chuva armazenada no solo) mantém todo o ecossistema terrestre não agrícola, com estimativas de uso variando entre 49.000 km3/ano e 56.5000 km3/ano.

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Como toda água utilizada volta a fazer parte do ciclo hidrológico, não é necessário fazer gestão de recursos hídricos. A primeira parte da informação é um fato; já a segunda é um mito. Justificativa: A gestão de recursos hídricos consiste em administrar os recursos hídricos, compatibilizando a oferta com as demandas. Não é possível fazer a gestão com base na possibilidade de existência de uma água que está retida (imobilizada) em um determinado uso, pois não se sabe quanto esta água estará disponível novamente para ser utilizada e também não se sabe onde ela estará disponível.

A estimativa da quantidade de água que pode ser outorgada em uma bacia hidrográfica é feita com base em dados históricos de vazão e em procedimentos estatísticos e está sujeita a erros. Para reduzir o risco de falha, a demanda tem que ser muito bem quantificada. Assim, toda água que é retirada do sistema hídrico e fica indisponível para outros usos deve ser computada. Não é possível, por exemplo, contabilizar como parte da oferta hídrica uma água que se encontra na forma de vapor, embora, eventualmente, ela passará para a forma líquida e estará disponível para uso. A gestão de recursos hídricos é uma atividade que traz segurança para os usuários, reduzindo o risco de faltar água.

Para finalizar, gostaria de enfatizar a necessidade de pensar o desenvolvimento de maneira integrada e estratégica, sendo a água e alimento elementos centrais desse debate. Nesse sentido, é importante analisar a capacidade de suporte das bacias hidrográficas e as responsabilidades de cada setor usuário, favorecendo sempre os usos múltiplos e apresentando oportunidade de crescimento para todos. A água não pode ser fator limitante do crescimento, sendo, desta forma, necessário fazer tanto a gestão da demanda como da oferta hídrica.

Comunicando melhor, acredita-se que o diálogo entre os setores irá melhorar e a agricultura irrigada poderá se desenvolver com mais sustentabilidade, contribuindo para a segurança ambiental, hídrica e alimentar, enquanto se produz alimentos em quantidade e qualidade a custos acessíveis para as pessoas.

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O infarto pode começar no intestino?

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A descoberta científica que pode mudar a forma como entendemos o coração:

Durante muitos anos, acreditamos que o infarto começava apenas nas artérias do coração.Mas a ciência acaba de mostrar algo muito mais profundo:O intestino pode influenciar diretamente a gravidade de um infarto. E isso muda completamente a forma como enxergamos prevenção cardiovascular.

O QUE A CIÊNCIA DESCOBRIU?

Um estudo publicado na revista científica Cardiovascular Research mostrou que, após um infarto, ocorre uma comunicação intensa entre coração, intestino, microbiota e sistema imunológico.
Os pesquisadores observaram que:
o infarto altera a microbiota intestinal;
aumenta a permeabilidade do intestino;
bactérias e toxinas intestinais conseguem “vazar” para a circulação;
isso amplifica a inflamação do organismo;
e piora a lesão cardíaca.
Em outras palavras:O coração sofre e o intestino responde. Mas essa resposta pode aumentar ainda mais o dano cardíaco.

O “VAZAMENTO INTESTINAL” PODE AGRAVAR O INFARTO

Os pesquisadores identificaram aumento de uma substância chamada LPS (lipopolissacarídeo),
derivada de bactérias intestinais, no sangue de pacientes que tiveram infarto.
E o mais impressionante quanto maior o nível dessas toxinas:
maior o tamanho do infarto;
maior a inflamação;
pior a função do coração.
Isso reforça algo que a medicina cardiometabólica moderna já suspeitava:
O coração não funciona isolado ele conversa o tempo inteiro com o intestino, metabolismo, cérebro e sistema imunológico.

O QUE ISSO MUDA NA PRÁTICA?
Muda tudo. Porque prevenção cardiovascular não pode mais ser baseada apenas em:
colesterol;
pressão arterial;
remédios.
Hoje sabemos que:
inflamação intestinal,
microbiota desequilibrada,
resistência insulínica,
obesidade visceral,
alimentação ultraprocessada,
privação de sono,
estresse crônico
Também participam do risco cardiovascular. O cardiometabolismo moderno deixou de olhar apenas para “a doença”. Agora olhamos para o terreno biológico que constrói a doença.

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O INTESTINO É UM DOS CENTROS DA INFLAMAÇÃO
O estudo mostrou que, após o infarto, ocorre aumento de bactérias inflamatórias no intestino e piora da barreira intestinal. Isso favorece:
inflamação sistêmica;
ativação exagerada do sistema imunológico;
maior dano ao músculo cardíaco.
É exatamente por isso que:
obesidade,
diabetes,
má alimentação,
sedentarismo,
sono ruim
Estão tão conectados ao risco cardiovascular.

A NOVA ERA DA PREVENÇÃO
A grande mensagem deste estudo é clara: O futuro da cardiologia será cada vez mais
cardiometabólico. Não basta apenas “desentupir artérias”.
Precisamos:
modular inflamação;
melhorar microbiota;
preservar massa muscular;
controlar glicose;
reduzir gordura visceral;
melhorar sono;
aumentar capacidade física;
restaurar metabolismo.
Porque o verdadeiro tratamento começa antes do infarto acontecer.

CONCLUSÃO

Seu intestino pode estar influenciando silenciosamente a saúde do seu coração todos os dias.
E talvez uma das maiores revoluções da prevenção cardiovascular moderna seja entender que:
saúde intestinal e saúde cardíaca estão profundamente conectadas.
Na medicina do futuro, prevenção não será apenas sobre remédios.
Será sobre Estratégia Metabólica.

Dr. Max Wagner de Lima
Cardiologista — CRM 6194 | RQE 2308

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O esvaziamento do Fies e o preço que o Brasil paga

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*Irajá Lacerda

O Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, foi durante anos uma das principais portas de entrada na universidade para jovens e adultos que dependiam do financiamento estudantil para conquistar um diploma. Hoje, o programa apresenta números que acendem um alerta sobre o futuro da qualificação profissional no país.

A retomada da renegociação das dívidas do Fies reacendeu o debate sobre os desafios do financiamento estudantil no Brasil. A medida é importante para aliviar a situação de estudantes endividados, mas também reforça a necessidade de aprimorar o programa, ampliar seu alcance social e garantir que o financiamento chegue de forma efetiva a quem mais precisa.

Para compreendermos a dimensão do desafio, é preciso olhar para os dados. Segundo diagnóstico publicado pelo governo federal, com informações do INEP, SisFies e Caixa, o Fies chegou a 733 mil novos contratos em 2014. Já em 2023, o Ministério da Educação divulgou que pouco mais de 50 mil pessoas foram beneficiadas em todo o Brasil. Na comparação entre o auge de 2014 e o número de beneficiados em 2023, os dados indicam uma redução superior a 90% no alcance do programa.

Esse recuo atinge diretamente um público socialmente sensível, formado por jovens e trabalhadores que dependem do financiamento estudantil para acessar o ensino superior. Em 2023, por exemplo, as mulheres representaram 68,23% dos beneficiados pelo Fies no país. Em Mato Grosso, das 727 pessoas contempladas naquele ano, 68,2% também eram mulheres. Por trás de cada número existe uma realidade: uma mãe que volta a estudar, uma jovem do interior que sonha com o diploma, um trabalhador que busca qualificação para construir uma vida melhor para sua família.

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Em Mato Grosso, esse debate exige atenção redobrada. Somos um estado que cresce, produz e exporta, mas que ainda convive com contrastes sociais profundos. A riqueza gerada no campo precisa se traduzir em oportunidade, educação e dignidade para as pessoas. E para quem nasce longe dos grandes centros, o financiamento estudantil muitas vezes é o caminho mais viável para acessar uma formação superior.

É claro que o Fies precisa de aprimoramentos. Era necessário ter mais controle para enfrentar a inadimplência, garantir responsabilidade com os recursos públicos e aperfeiçoar os critérios de acesso. Muitos estudantes saíram da universidade com uma dívida pesada, difícil de pagar e, em alguns casos, incompatível com a renda que encontraram no mercado de trabalho. Por isso, defender o fortalecimento do programa não é defender o Fies como ele era, mas um Fies mais justo, transparente, sustentável e voltado para quem realmente precisa.

Avanços recentes, como o Fies Social, são importantes porque priorizam estudantes em situação de maior vulnerabilidade. Mas corrigir falhas de gestão e criar mecanismos de inclusão não pode significar aceitar um programa menor do que o Brasil precisa. O equilíbrio necessário é outro: fortalecer a governança e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance social do financiamento.

O Mato Grosso do futuro precisa de mão de obra cada vez mais qualificada. O crescimento do agro, da indústria, da tecnologia e dos serviços depende de gente preparada. Nossas universidades públicas, UFMT e UNEMAT, cumprem papel fundamental, mas não absorvem sozinhas a demanda de um estado em expansão. O ensino público e o privado precisam ser vistos como partes complementares de uma mesma missão.

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Fortalecer o Fies é transformar crescimento econômico em justiça social. Quando um jovem conquista o ensino superior, ele não está apenas preenchendo uma vaga; está reescrevendo o destino de toda a sua família. O Brasil e Mato Grosso só crescerão de verdade quando a oportunidade for um direito real, capaz de gerar desenvolvimento e dar às pessoas a chance de mudar de vida pela educação.

*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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Mãe- primeira pessoa que nos diz sim à vida

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Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar


No próximo domingo é comemorado o Dia das Mães. O ser que nos gera em seu ventre e nos traz a vida. Devemos ser gratos a ela. Independente de como ela foi ou é. Seja presente, ausente, amorosa, distante, dura, jovem ou doente. Respeitar a mãe que te deu a vida. A vida veio através dela.
Quando dizemos “sim” à mãe, dizemos “sim” à vida inteira.
Quando dizemos “não” à mãe dizemos “não” à vida mesmo sem perceber. Aí vem os fracassos, as doenças e as relações difíceis.
Precisamos entender que ela nos deu a vida, não precisa, não importa como ela é.
Você precisa primeiro respeitar e aceitar sua mãe para poder respeitar o pai, o parceiro, os filhos.
Vemos muitas relações conflituosas porque a criança julga a mãe e se coloca acima dela, o que faz você perder força.
A cura vem quando você aceita sua mãe exatamente como ela é, sem juLgamentos.
Quando você aceita quem ela é você está livre para viver sua vida em paz.
Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar
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