Mato Grosso
Mônica Salmaso e Nelson Ayres encerram Temporada 2019 da Orquestra Sinfônica CirandaMundo
Em grande estilo, este mês chega ao fim a 7ª Temporada Artística do Instituto Ciranda – Música e Cidadania. Dia 21 de dezembro, às 20h, o Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros abre as portas para a Orquestra Sinfônica CirandaMundo, sob regência de Murilo Alves, que recebe a cantora Mônica Salmaso para o concerto de encerramento da Temporada 2019.
Mas Mônica Salmaso não vem sozinha. Junta-se ao time um dos mais respeitados pianistas do Brasil, o aclamado Nelson Ayres, além da cantora e multi-instrumentista mato-grossense Estela Ceregatti. Como sempre, o ingresso são 2kg de alimento.
“Recomendamos que o público chegue mais cedo para garantir o ingresso que será bem disputado. O Concerto Especial de Natal CirandaMundo já é uma tradição. Nos anos anteriores já recebemos Ivan Lins, Lorena Ly e Tiê. Desta vez, uma das mais importantes cantoras da atualidade, acompanhada do incrível Nelson Ayres, com participação especial da Estela Ceregatti em algumas canções”, explica o maestro Murilo Alves.
No repertório, clássicos da Música Popular Brasileira totalmente rearranjados para orquestra sinfônica com destaque para “Ciranda da Bailarina” (de Edu Lobo e Chico Buarque), O Circo Místico (Edu Lobo e Chico Buarque), Noite (canção de Nelson Ayres), Anos Dourados (Tom Jobim), Odeon (Ernesto Nazareth) e Camisa Amarela (Ary Barroso).
“Algumas dessas canções marcaram a trajetória de Mônica Salmaso, por isso decidimos inserir no repertório de dezembro. Um repertório popular, mas de muito bom gosto e sofisticado. Tenho certeza que vai agradar muito”, adianta Murilo.
O arranjador, pianista, regente e compósito Nelson Ayres se apresentou ao lado de Mônica Salmaso pela primeira vez em 1995, com a Orquestra Jazz Sinfônica. Desde então, apresentam-se juntos com orquestras pelo mundo em concertos especiais, consolidando essa importante parceria.
“É realmente um privilégio muito grande para os amantes da música tê-los juntos no mesmo palco e uma honra para a Orquestra CirandaMundo poder encerrar a temporada com dois dos mais influentes artistas da atualidade. Ah, não podemos esquecer da querida Estela Ceregatti, que tem muito a contribuir com esse timaço. Estamos muito felizes, realmente”, conclui Murilo.
Instituto Ciranda
Há 16 anos ininterruptos, o Instituto Ciranda desenvolve um programa de educação musical dedicado a crianças e adolescentes em idade escolar. Em 2019, aproximadamente 800 jovens atendidos em sete polos de ensino distribuídos pelo Estado. São eles: Cuiabá (bairros Boa Esperança e Dr. Fábio), Rondonópolis, Chapada dos Guimarães, além dos polos de João Carro e Água Fria, zona rural de Chapada e Poconé, este último em parceria com o Sesc Pantanal.
Parte das primeiras gerações de instrumentistas formada pelo Instituto Ciranda, hoje, ensina para novas gerações de músicos, teoria e técnicas, leitura de partituras e prática em conjunto. “Desde sua criação, em 2003, a instituição vem transformando vidas ao tempo em que forma novas plateias, novos instrumentistas, professores e cidadãos”, comemora o maestro Murilo Alves, presidente do Instituto.
O Instituto Ciranda – Música e Cidadania é um dos 32 Pontos de Cultura apoiados pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer.
Serviço
Mônica Salmaso e Nelson Ayres encerram a Temporada 2019 da Orquestra CirandaMundo
Data e hora: Sábado (21.12), às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Entrada: 1kg de alimento
Livre para todas as idades
Informações: 65 3623-1239
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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