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Mato Grosso

“MT mostrou resultados de excelência com competições de grande porte e está pronto para eventos ainda maiores”, afirma secretário de Cultura, Esporte e Lazer

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O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Jefferson Neves, destacou que Mato Grosso está preparado para receber grandes eventos esportivos de diversos segmentos, como o jogo da Seleção Brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, e que já mostrou resultados de excelência nas competições realizadas nos últimos anos.

“Nós estamos entre os melhores, com certeza, e o que a gente consegue entregar hoje, em termos de estrutura, é coisa de excelência”, afirmou.

Conforme o gestor, a experiência com os eventos anteriores, como Copa América (futebol) e o prêmio Troféu Brasil (atletismo) renderam ao Estado não apenas a expertise para a realização de grandes eventos, mas projeções importantes, uma vez que a estrutura esportiva mato-grossense foi bastante elogiada.

Além das competições de fora, Jefferson também destacou que a Secel está atenta aos atletas mato-grossenses, e, por meio do projeto Olimpus, tem incentivado a prática esportiva com o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico.

Confira a entrevista na íntegra:

Secom – Essa semana tivemos uma novidade para Mato Grosso com a Arena Pantanal sendo escolhida para sediar o jogo da Seleção Brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo. O que garantiu que a Arena fosse escolhida como sede?

Jefferson Neves – Primeiro, o dever de casa. Há quatro anos, desde que nós assumimos o governo, com apoio do governador Mauro Mendes e todo o nosso grupo de secretários e servidores lá na Secretaria, fizemos um trabalho de restauração da Arena Pantanal. A Arena estava num estado muito ruim, era um elefante branco, e, prevendo essas oportunidades que poderiam aparecer, nós trabalhamos bastante para que ela tivesse condições estruturais e documentais para receber grandes eventos. Graças a Deus esse trabalho de quatro anos rendeu frutos. Nós já tivemos a Copa América, a Supercopa do Brasil, o Cuiabá está há três anos seguidos na Série A, e a cerejinha do bolo é esse anúncio de termos a Seleção Brasileira masculina principal pela primeira vez em Mato Grosso, fazendo um jogo oficial.

Então, hoje a Arena é um exemplo de boa gestão, deixando de ser motivo de vergonha e passando a ser motivo de orgulho para o Estado. Isso foi possível porque o nosso comandante, governador Mauro Mendes, além de dar autonomia, dá condições de fazermos um bom trabalho. Nós estamos entre os melhores, com certeza, e o que a gente consegue entregar hoje, em termos de estrutura, é coisa de excelência.

Secom – Eventos desse porte em Mato Grosso, além de serem uma opção de lazer diferente para a população, abrem portas para que novas disputas internacionais sejam realizadas no Estado? E já há outros eventos em vista?

Jefferson Neves – Com toda certeza. Há menos de dois meses nós tivemos uma das competições esportivas mais importantes do país, de uma maneira geral, que foi a 42ª edição do Troféu Brasil, uma tradição gigante. A partir disso, abrimos uma janela muito grande, porque nós conseguimos mostrar resultados com a organização, os atletas deram resultados, os treinadores gostaram do que tiveram de estrutura aqui, e isso nos oportunizou a pleitear o Campeonato Ibero-Americano de Atletismo no ano que vem, ou seja, a mais importante competição de atletismo das Américas vai acontecer aqui em Mato Grosso, em março do ano que vem, na nossa pista, com as seleções de toda a América do Sul, América Central e ainda os times de Espanha e Portugal.

Então, esses eventos são oportunidades para sempre trazermos eventos correlatos ainda maiores, porque, a partir do momento que a gente tem estrutura hoteleira e espaços esportivos que permitem que os atletas desempenhem melhores resultados, é só a gente ter boa vontade política e trabalhar para trazer esses eventos.
Secom – Ainda falando em esporte, a gestão atual do Governo do Estado ampliou o projeto Olimpus, incluindo novas categorias e aumentando valores. Atualmente, quais são os benefícios oferecidos pelo projeto?

Jefferson Neves – O projeto Olimpus conta, hoje, com cinco categorias do Bolsa Atleta e três de Bolsa Técnico. A primeira categoria, que é para atletas de 9 a 12 anos que estão começando a se destacar no esporte, ainda não participam de campeonato brasileiro, mas participam dos estaduais e regionais, é o Bolsa Atleta Infantil, que paga 12 parcelas de R$ 200; o Bolsa Atleta Base, que são os atletas a partir de 12 anos de idade que já têm nível técnico comprovado, alguns são campeões do Centro-Oeste, se destacam e ficam entre os 10 no campeonato brasileiro, sendo que eles recebem 12 parcelas de R$ 400; depois vem o Bolsa Atleta Estudantil, para atletas a partir de 12 anos de idade que têm até a sexta colocação dos campeonatos brasileiros estudantis, com auxílio de 12 parcelas de R$ 800; tem o Bolsa Atleta Nacional, com os atletas que já venceram essa etapa do Estudantil e estão entre os 6 melhores atletas dos campeonatos brasileiros, das modalidades, que recebem uma bolsa de R$ 1.200,00; tem ainda o Bolsa Atleta Internacional, que são os nossos atletas que já se destacam nas competições sul-americanas, pan-americanas, campeonatos mundiais, que recebem 12 parcelas de R$ 2.000,00.

Importante destacar que, conforme o atleta vai avançando, ele vai pleiteando os auxílios, então aquele atleta que no infantil continua avançando e tendo resultado, ele vai mudando de categoria, vai melhorando seus resultados e, com isso, ele segue treinando e sendo financiado pelo Estado.

Além dos atletas, o Governo também apoia os treinadores, por meio do Bolsa Técnico que é dividido assim: o Bolsa Atleta Base, que é R$ 1 mil por mês, durante 12 meses; Bolsa Atleta Nacional, que é R$ 1.500 por mês durante 12 meses; e o Bolsa Técnico Internacional, que é R$ 2.000 por mês durante esses dois meses.

Secom – Com apoio do Olimpus, muitos técnicos e atletas estão tendo conquistas importantes em campeonatos nacionais e internacionais. Quantos atletas e técnicos estão recebendo a bolsa e como essa iniciativa contribui com o desenvolvimento do esporte em Mato Grosso?
Jefferson Neves – O projeto Olimpus é interessante porque, quando nós iniciamos a gestão, trouxemos toda a experiência que tínhamos – eu mesmo fui treinador por 20 anos -, trouxemos técnicos para perto da Secretaria, pegamos todas as angústias, os problemas que enfrentamos na carreira e pensamos em solucionar um por um, para oferecermos para nossos treinadores e atletas o melhor possível e não deixarmos de desenvolver o nosso esporte, e assim a gente fez. Uma das situações é que o atleta precisa de financiamento contínuo. Ele não pode receber um mês e não receber outro. Graças a Deus há três anos a gente não tem atrasos.

Também graças ao governador Mauro Mendes e ao deputado estadual e ex-secretário da Secel, Beto Dois a Um, conseguimos implantar também o Bolsa Técnico, porque entendemos que quem formava nossos atletas precisam ter apoio e ser premiados também. Isso estimula e gera reconhecimento.

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E a gente fica muito feliz, porque os números não mentem. Quando começamos a gestão, a Secretaria trabalhava com 151 atletas, que era o limite que nós tínhamos em bolsa naquele momento. Já no ano passado foram 361 atletas sendo contemplados em todas as categorias, e 68 treinadores.

Nós já conseguimos um incremento importante para o projeto neste ano, e por isso a gente quer agradecer demais o governador Mauro Mendes pela sensibilidade e por entender o quanto o esporte é importante e pode transformar as vidas.

Para este ano, no Bolsa Atleta que lançamos recentemente, podemos atender até 615 atletas e até 95 treinadores, e já temos orçamento previsto para isso. É quase o dobro do que atendemos ano passado e o preenchimento dessas vagas depende exclusivamente do desempenho dos atletas.

Secom – Outro ponto em que a Secel se destaca são as ações realizadas na Cultura, com apoio aos mais variados projetos e áreas. Quais são os setores da cultura que estão recebendo investimentos por meio dos editais lançados pela Secretaria?

Jefferson Neves – Isso é muito legal de a gente dizer, porque, assim como nós trabalhamos no esporte, na cultura nós também buscamos trabalhar todos os segmentos culturais, desde artes plásticas, cinema, teatro, música, as manifestações culturais todas.

Nós tivemos editais específicos, por exemplo o Estevão de Mendonça, nosso edital de literatura que premiou livros lançados em Mato Grosso, mas, em geral, nossos editais são bem diversificados.

Temos uma ação muito forte também na economia criativa, um trabalho incrível que a Secretaria faz, estimulando investidores da economia criativa; temos estúdios de música sendo desenvolvidos, startups de games e várias outras situações que os nossos empreendedores criativos estão desenvolvendo. Temos, por exemplo, uma moça que é estilista indígena e cria várias peças de roupas lindas, incríveis; temos artes em peças de bijuteria feitas com coletas de castanha, essas coisas todas. Então, muita coisa acontecendo sendo apoiada pelo governo.

Secom – Em anos anteriores, antes de 2019, falava-se muito sobre as panelinhas que existiam na área da cultura em Mato Grosso, e agora vemos projetos realizados em todos os cantos do Estado, por diferentes grupos. O senhor acredita que a Secel tem conseguido desburocratizar os editais e democratizar a cultura em Mato Grosso?
Jefferson Neves – Com certeza. Isso também é muito importante para a gente dizer, porque, já no nosso primeiro edital, quando lançamos um edital mais amplo, que foi durante a pandemia, o Lei Aldir Blanc, descobrimos que 69% dos proponentes nunca tinham recebido um recurso público para fazer os seus projetos. Isso mostra que a gente fez um edital que permitia que novos projetos fossem contemplados. A partir daí a gente vem com um olhar de atenção e trabalhando bastante por essa democratização de acesso aos editais.

Para vocês terem uma noção, se eu não me engano,72% dos proponentes que recebiam o curso público eram homens, 38% de mulheres. A proporção agora está em 51% de mulheres, 49% homens, porque fizemos um formato mais simples e, menos burocrático, que democratizasse esse acesso.

Secom – No fim de semana passado ocorreu a segunda edição do festival Baguncinha, no Parque de Exposições, em Cuiabá, que foi um projeto concebido por meio das consultorias do edital Move-MT e selecionado pelo edital Viver Cultura, para valorizar o trabalho autoral de artistas de Mato Grosso. Isso demonstra que a Secel está no caminho certo na promoção da cultura no Estado?

Jefferson Neves – Com certeza. Parcerias como essa nos deixam muito felizes, porque é um dinheiro bem investido, né? Com um evento como esse você movimenta a cadeia da música e a da criação dos eventos de uma maneira geral, e foi incrível. Foi um projeto que começou a ser acelerado pela Secretaria, pelo investimento do Governo e hoje está ganhando aí o Estado e o país.

Assim como eles, temos outros exemplos incríveis também. Tem uma banda de pagode que foi muito conhecida aqui por um tempo, o Sambaxé, e durante um tempo eles não estavam conseguindo alavancar, então fizemos um financiamento, eles gravaram DVD ao vivo e explodiram, estão fazendo shows no país todo, e eu, particularmente, amo a arte deles porque é popular e de acesso a todos, para todo canto. Então é fazer com que isso aconteça.
Outro exemplo que a gente gosta muito de usar é o Flor Ribeirinha, que é um case de sucesso que temos. Assim como o Cuiabá está estimulando o futebol profissional e outras equipes a investirem com qualidade, o Flor Ribeirinha está fazendo com que vários outros grupos, que estavam caminhando ou se perdendo ao longo do tempo, cresçam e tenham apresentações incríveis, como é o caso do Flor do Atalaia e o Flor do Campo, além de várias outras apresentações que estão quase chegando no nível do Flor Ribeirinha, nos representando em muitos festivais ao longo do país.

O intuito da Secel é, justamente, que nós tenhamos mais opções de entretenimento e lazer favorecendo o desenvolvimento econômico da arte de maneira geral. Então, com esse trabalho, a gente acredita que a Secretaria impulsiona e faz com que aqueles empreendedores e artistas que estavam desestimulados, que não conseguiam viver mais da sua arte, possam ter o seu trabalho reconhecido.

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Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência

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Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta que Mato Grosso registra 29% de mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.

A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.

A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.

“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação

O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 33% das mato-grossenses já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre o total de mulheres entrevistadas em Mato Grosso, 14% relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 88% relataram violência psicológica, 84% violência física e 70% violência moral. Em 59% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 10% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 79% moram com o agressor.

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Nas situações de violência mais grave, 59% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava com ciúmes, 52% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento e 43% relataram que ele estava bêbado. Já para 82% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 72% das vítimas, enquanto 68% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 45% disseram que seus estudos foram impactados e 43% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado.

“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.

A pesquisa aponta que em Mato Grosso o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 97% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Defensoria Pública e 93% da Delegacia da Mulher, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 8% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 15% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso (somando 84% com conhecimento superficial ou inexistente).

A Defensoria Pública é o serviço de proteção mais conhecido pelas mato-grossenses, citado por 97% das entrevistadas, seguida pela Delegacia da Mulher, com 93%, pelo CRAS ou CREAS, com 85%, e pelo Ligue 180, com 79%. Ao mesmo tempo, 73% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 82% das mato-grossenses perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 69% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.

No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial

Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.

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Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.

“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.

De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.

“Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.

Acesse o Mapa e a Pesquisa.

SOBRE O DATASENADO

O Instituto de Pesquisa DataSenado tem mais de 20 anos de história e foi criado pelo Senado Federal para reforçar a representação parlamentar federativa do Senado Federal. Este levantamento tem o método, a responsabilidade técnica estatística e a produção de resultados realizada pelo instituto e integra série histórica iniciada em 2005 e tem por objetivo ouvir cidadãs brasileiras acerca de aspectos relacionados à desigualdade de gênero e a agressões contra mulheres no país. (senado.leg.br/datasenado)

SOBRE O OBSERVATÓRIO DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA

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Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres. (senado.leg.br/omv)

SOBRE O MAPA NACIONAL DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO

O recorte estadual da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estará disponível, a partir de 25/8*, na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero. O Mapa é resultado da união de esforços de muitas mãos e corações. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil. (senado.leg.br/mapadaviolencia)

SOBRE O INSTITUTO NATURA

Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino ‘Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.

SOBRE A GÊNERO E NÚMERO

A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e comunicação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.

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Mato Grosso

Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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