Mato Grosso
MTI capacita servidores da Sefaz para operar ferramenta de análise de dados
A Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) está capacitando os servidores da Secretaria de Fazenda (Sefaz) para operar a plataforma de informações gerenciais do Governo (IG), que é utilizada para análise e gerenciamento de dados. A intenção é que, com a ferramenta, haja a centralização de informações relativas à secretaria, de modo a facilitar a análise dos gestores.
A capacitação é ofertada a 20 servidores da Superintendência de Controle e Fiscalização de Trânsito (Sucit), responsáveis pela fiscalização de mercadorias em trânsito nos postos fiscais de Mato Grosso e, por consequência, por assegurar o cumprimento das obrigações tributárias.
Durante a capacitação, os servidores recebem aulas teóricas e práticas sobre os fundamentos dessa ferramenta, que se conecta em várias bases de dados dos sistemas de arrecadação e reúne, em um único painel, todas as informações necessárias para que se possa fazer a análise de dados.
De acordo com o gerente responsável pela ferramenta na MTI, Helder Ramos, a plataforma vai auxiliar na tomada de decisões de forma intuitiva, através da organização, análise e cruzamento de todos os dados relevantes da superintendência.
“Esse painel conecta com vários outros sistemas e traz gráficos, informações importantes e estratégicas para tomada de decisão em tempo hábil. Hoje, por exemplo, são necessários acessos a vários sistemas, a emissão de vários relatórios para ter essas informações, que agora estarão todas centralizadas”, explica.
Ainda segundo Helder, com a capacitação os servidores terão condições de construir seus próprios painéis de informações, transformando os dados vindos de fontes diferentes em conhecimento à Sefaz. “O painel vai criar um grande arquivo com todas as associações de modo fácil. Haverá maior agilidade para o servidor e para a tomada de decisões dos gestores”, disse.
O analista de TI que ministra a capacitação, Reverton Cristaldo, ressaltou que todos os servidores terão que realizar, como atividade de conclusão da capacitação, tudo o que foi aprendido em sala de aula. “O exercício final da capacitação é a construção de um painel real com as informações da própria superintendência, de uso diário. Eles vão encerrar o curso já criando o painel que vai substituir a forma com que trabalham hoje”, afirmou.
Além de promover a capacitação, a MTI oferece toda infraestrutura tecnológica da ferramenta e o licenciamento para seu uso, bem como a garantia da segurança da informação. Essa plataforma de informações gerenciais já é utilizada pela Secretaria de Educação (Seduc), Secretaria de Saúde (SES), entre outros órgãos públicos.
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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