Mato Grosso
MTI é parceiro do TCE na implantação de novo sistema Radar de Controle Público
Em uma parceria com a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da informação (MTI), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) lançou nesta sexta-feira (27.09) a nova versão do sistema Radar de Controle Público. Nesta versão, já disponível para acesso, o Radar apresenta um módulo de compras públicas com o maior banco de preços públicos de Mato Grosso.
A entrega da nova versão do sistema foi possível graças à parceria com a MTI, que designou profissionais de TI para o desenvolvimento do sistema, que existe desde 2017 e foi aperfeiçoado com a nova tecnologia que é a plataforma Qlik Sense, de análise de dados.
Para o vice-presidente da MTI, Cleberson Gomes, contribuir com o desenvolvimento de tão importante projeto para o TCE, por meio de sua equipe técnica capacitada e com expertise tecnológica, faz parte uma das metas que a MTI tem tentado alcançar – que é se tornar o principal provedor de tecnologia dos órgãos da administração pública de Mato Grosso.
“Nosso principal intuito é ser esse novo provedor de tecnologia para resolver os negócios de diversos órgãos dentro do Estado. Tentamos enxergar quais os problemas que os órgãos têm em suas várias áreas e levar tecnologia para resolver estes problemas. E aqui no TCE não é diferente. Ficamos muito satisfeitos em contribuir para que o tribunal possa fazer um melhor controle externo e oferte essa melhoria ao cidadão“, disse.
A nova versão do sistema Radar de Controle Público reúne todas as licitações encaminhadas ao TCE em um único banco de dados, que permite ao usuário navegar e realizar diversas consultas, além de ter acesso a estáticas e análises acerca das compras públicas efetuadas por todos órgãos municipais e estaduais de Mato Grosso.
Vice-presidente Cleberson Gomes participa de lançamento da nova versão do sistema Radar
O sistema pode ser acessado por qualquer cidadão e tem como objetivo promover a cidadania, transparência e contribuir com a fiscalização. Além disso, busca auxiliar os gestores públicos nas aquisições, uma vez que oferece especificações e um banco de preços públicos que potencializará a realização de compras mais econômicas e eficientes por parte dos órgãos públicos, de acordo com o presidente do TCE, conselheiro Domingos Campos Neto.
O conselheiro também reconheceu a importância do apoio da MTI e afirmou que investimento em tecnologia é uma lição básica para gestor público moderno, que é comprometido com resultados e que busca ter mais eficiência.
“Essa ferramenta é fruto da dedicação de uma equipe técnica competente. Gostaria também de destacar que esse projeto contou com a importante parceria da MTI, que se disponibilizou para nos ajudar nesse projeto e que está produzindo excelentes resultados ao TCE”, afirmou.
A previsão é de que outros módulos do sistema, criados por meio de áreas temáticas, sejam entregues à população até o próximo mês de novembro. Entre eles, os módulos com informações de saúde, educação, receita, despesa, pessoal e obras, informou o secretário-geral de Controle Externo do TCE, Volmar Bucco Júnior.
“A parceria com a MTI, para nós, é fundamental. Nós temos programado novos módulos até o final do ano. Estamos muitos satisfeitos, os resultados já começaram a vir. É uma ferramenta que toda sociedade utiliza, os gestores públicos e serve para o controle social, o controle interno e para a fiscalização do TCE”, afirmou.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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