Mato Grosso
Mulheres que atuam na segurança pública relatam desafios e superação
“Estou realizada, mas ainda tenho objetivos para cumprir e alcançar na carreira. Já alcancei muitos, a corporação me abriu muitas portas e sou profundamente grata. A especialização em salvamento em altura, acredito que é uma forma de retribuir tudo aquilo que recebi. Quando a gente se desprende do próprio tempo para fazer um aperfeiçoamento, como fiz, estamos trabalhando para atender melhor a sociedade”, avalia a bombeira que está lotada no 1º Batalhão Bombeiro Militar (BBM), em Cuiabá.
Mato Grosso conta hoje com 4.100 mulheres em postos até há pouco tempo eram predominantemente masculinos. Destas, 550 mulheres são da Polícia Militar; 446 na Polícia Civil; 88 no Corpo de Bombeiros Militar; 370 na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec); 317 no Sistema Socioeducativo; 1.162 no Sistema Penitenciário; 446 no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e 341 em funções administrativas e estratégicas na sede da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT).![]()
Outras mulheres da segurança pública relatam como é trabalhar na área. Veja:
Valéria Rodrigues Fonseca, 51 anos, papiloscopista: Foi o trabalho técnico-científico que motivou Valéria a seguir carreira há 22 anos na Politec, onde para ela, as mulheres têm a mesma habilidade e competência dos homens para desempenhar nas várias áreas de atuação e um grande diferencial na qualidade dos serviços ofertados à população. “Sou uma pessoa muito curiosa e a Identificação para mim é sempre uma novidade. Você levanta informações e descobre a identificação de pessoas e eu gosto muito”, afirma.
Gislene Santos Oliveira de Abreu, 51 anos: Contadora de formação e doutora em Ciência Política, Gislene atua na Superintendência de Transporte (Sutran) da Sesp-MT. É servidora há 28 anos e garante que se sente valorizada. “Eu entrei para o Estado e não parei no tempo. Sempre procurei me capacitar, fiz especializações e cursos fora. Então, eu sou muito agradecida ao Estado de Mato Grosso porque não é qualquer lugar que você tem a oportunidade de fazer um mestrado e doutorado tendo todo o respaldo necessário. A minha carreira ao longo desses 28 anos tem o pessoal obviamente, mas também tem a oportunidade que o Estado de Mato Grosso me deu”, relata.
Ana Paula Montes de Novais, 45 anos, agente socioeducativa: Agente do Centro de Atendimento Socieducativo Feminino de Cuiabá, Ana Paula conta que, a princípio, foi a profissão que a escolheu. “Quando teve o concurso eu fiz achando que era para o Lar da Criança, mas me falaram que era para a Fazendinha, como era chamado antigamente e lá você vai trabalhar com menores infratores. Hoje, todos sabem que gosto muito do trabalho, faço com muita responsabilidade e me sinto valorizada”, conta.
Thalyta Pimenta Jara, 38 anos, cabo da PM: A policial sabe que a missão de ser policial traz consigo grandes desafios e riscos. Segundo ela, ser policial não é um trabalho fácil nem para os homens nem para as mulheres e exige muito da parte psicológica, intelectual e física. Porém, a determinação e coragem a levaram a entrar para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar (PM). “O Bope, que tem o esquadrão de bomba, com o qual eu me identifiquei e comecei a me preparar para o curso. Passei todas as fases da capacitação, que teve 23 inscritos. Apenas, cinco se formaram”, conta. De mulher, somente ela passou. “Os desafios existem, têm os próprios equipamentos que são bastante pesados e exaustivos, como próprio traje que pesa cerca de 30 quilos e com o capacete uns 40 quilos, mas esses são desafios que fui vencendo e aprendendo a lidar a cada dia. Agora, pretendo estar sempre me especializando nessa área. A criminalidade sempre se especializa e a gente tem que estar sempre tentando estar um passo à frente”, frisou.
Rayane Araújo Queiroz, 31 anos, policial penal: A segurança e estabilidade profissional, foram alguns dos fatores que inspiraram a policial penal a buscar uma carreira no Sistema Penitenciário. Hoje, ela atua na Penitenciária Central do Estado (PCE) e destaca o trabalho realizado com eficiência e qualidade. “Ainda tenho muita coisa para ser conquistada, mas me sinto feliz de ter alcançado esse objetivo. Não é fácil, não é simples estudar para concurso, ainda mais para quem como eu é mãe e tem que abrir mão, em alguns momentos, de estar com o filho. Mas, nós mulheres conseguimos unir a maternidade, a profissão e até mesmo a própria existência e ainda assim desempenhar com eficiência e qualidade o trabalho”, comentou.
Adriana Teresa Nunes da Cunha Carnevale, 56 anos, analista de serviços de trânsito: Atualmente, ela ocupa o cargo de diretora de Conformidade Legal e Educação para o Trânsito do Detran-MT, e fala com orgulho da carreira que resolveu seguir. Após 13 anos na área administrativa, há dois anos ela atua no setor operacional com ações voltadas para a fiscalização e educação. “É um desafio muito grande assumir a diretoria, mas estou gostando muito, me sinto capaz e competente para exercer a função”, destaca.
Judá Maali Pinheiro Marcondes, 36 anos, delegada: Ela é delegada há 11 anos e busca exercer a função com competência e determinação. Um dos grandes desafios assumidos foi estar à frente da Delegacia da Mulher em Cáceres, onde procurou encorajar as mulheres a buscarem os seus direitos, além ser a responsável por punir os agressores com agilidade e responsabilidade nas investigações. Atualmente, ela atua na Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá. “É uma carreira desafiadora, mas pela qual me apaixonei. O que mais me encanta na profissão é o dinamismo de poder atuar no operacional, de aplicar projetos sociais, de atender a vítima de forma humanizada e tentar resolver o conflito da maneira mais imediata possível”, afirma Judá Marcondes.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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