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Mulheres rurais participam de encontro sobre quintais produtivos agroecológicos

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A importância de quintais produtivos para mulheres rurais na agricultura familiar e para a formação das chamadas cadernetas agroecológicas foi tema de encontro técnico realizado pela Secretaria de Desenvolvimento rural de Palmas (Seder) em parceria com representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O evento ocorreu nesta terça-feira (20) na Escola de Tempo Integral Fidêncio Bogo, em Taquaruçu Grande (TO) e contou com a presença de agricultoras familiares, principalmente mães de alunos da escola, mulheres da comunidade, e servidoras da escola, que é considerada exemplo de boas práticas na produção agropecuária com a participação da comunidade.

“Dentro da escola faz toda diferença porque começamos a trabalhar desde cedo com as crianças a importância do Agosto Verde o ano todo”, destacou Cleizenir Santos, secretária municipal de Educação. Ela acrescentou que os alunos levam essas experiências para dentro de casa, o que contribui para gerar uma segurança alimentar e nutricional com geração de emprego e melhoria de renda.

É o caso da produtora rural de Taquaruçu Grande, Louracy Pereira da Silva, que colocou em prática no quintal de casa as técnicas aprendidas na escola . “Lá eu tenho a produção de couve, alfaces, uma pequena produção de codorna e criação de porcos, que é para o consumo familiar, mas o excedente eu vendo para a comunidade”, disse.

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Na abertura do encontro, a diretora de Agricultura Familiar da Seagro, Patricia Rezende, apresentou as ações da Campanha ‘#Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, no Tocantins, em 2019’ e incentivou a organização de quintais produtivos e o controle de produção e renda por meio de cadernetas agroecológicas.

Ela destacou a participação da mulher na agricultura familiar no Estado, como o caso das mulheres de Caseara que trabalham com sociobiodiversidade, e as mulheres do babaçu da região do Bico do Papagaio com extrativismo sustentável.

Durante o encontro, os representantes das secretarias visitaram diversos projetos de canteiros produtivos como a Horta Agroecológica, a meliponicultura, o canteiro de plantas aromáticas e medicinais, o projeto da piscicultura com a produção de peixes em tanque circular de alvenaria, dentre outros.

O superintendente substituto do Ministério da Agricultura no Tocantins, Eustáquio Ferreira dos Santos, elogiou os projetos apresentados na escola e ressaltou que a integração das secretarias demonstra que é possível unir forças para fazer aquilo que a comunidade precisa. “Eu fiquei emocionado ao chegar aqui, principalmente com essa escola rural dando dignidade à população rural, desde o projeto arquitetônico até esta área de agricultura experimental tão bem cuidada”, afirmou Santos.

Agosto Verde

O encontro técnico com as mulheres rurais faz parte do “Agosto Verde”, ação promovida pela Seder em Tocantins com o objetivo de expandir o acesso às tecnologias em prol da sustentabilidade e desenvolvimento da agricultura familiar. “Essas tecnologias visam isso minimizar o impacto da seca e melhorar a produção e produtividade neste período”, disse Fernando Garcia, diretor de Agrotecnologia e Tecnologias Sociais da Seagro.

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A edição deste ano tem como tema ‘As Boas Práticas na Produção Agropecuária’, e traz em sua programação diferentes dias técnicos temáticos com a participação de produtores rurais, técnicos e estudantes.

Para a assistente terapêutica e acadêmica, Tatiana Fernandes Machado Nascimento, que integrou o grupo de alunos do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a participação das mulheres é muito importante neste tipo de política pública.

“O Agosto Verde traz propostas de mudanças no nosso cenário do campo a exemplo das crescentes queimadas provocadas pelo homem, ademais este espaço de discussão dentro de uma Escola de Educação Infantil do campo leva um olhar diferente para a conscientização das crianças sobre a preservação do meio ambiente”.

Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Palmas (Seder)

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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