Mato Grosso
Museu de História Natural promove oficinas culturais e prática de ioga
Além de oferecer exposições permanentes de arqueologia e paleontologia, o Museu promove atividades gratuitas rotineiramente ao público, com o objetivo de aproximar a população do equipamento cultural. Além de ser um centro de divulgação científica, o Museu também vem se consolidando como um espaço de convivência e lazer para famílias de Cuiabá.
As vagas para a oficina de desenho, que ocorre neste sábado (06.12), já estão preenchidas. As atividades dos próximos fins de semana de janeiro ainda terão inscrições online abertas. Entre elas estão colagem criativa, pintura em aquarela, desenho e brincadeiras, ioga, desenhos e cenários pré-históricos.
As inscrições são feitas via link disponibilizado na biografia do Instagram do Museu (@museuhistorianaturalmt – https://linktr.ee/mhnmt). As vagas são concorridas, então é preciso ficar atento ao horário de abertura das inscrições, que começam às 17h das quartas-feiras que antecedem as atividades. As inscrições terminam assim que as vagas são preenchidas.
O Museu de História Natural de Mato Grosso é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), que funciona em gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Instituto Ecoss).
Com uma extensa área verde cercada por árvores nativas e pequenos animais silvestres, o passeio ao espaço cultural inclui conhecer duas réplicas de dinossauro em tamanho real, trilha sensorial e, para as crianças, brincar no parquinho.![]()
Programação de janeiro
13/01 – Oficina de Colagem Criativa – Maira Telles
Esta oficina é um convite para explorar o mundo das texturas. As crianças terão a oportunidade de criar uma colagem única com elementos da natureza coletados no jardim do Museu de História Natural de Mato Grosso, como galhos, folhas secas e verdes. A ideia é desvendar suas propriedades de forma lúdica, criativa e sustentável.
Horário: 9h às 11h
Abertura das inscrições dia 10/01 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
20/01 – As Cores do Museu – Kadinne Strobel
Nesta oficina, serão explorados os fundamentos básicos da aquarela: o uso das cores. Os participantes terão a chance de explorar a teoria das cores e coletar elementos do Museu, como flores e pedras, para criar suas próprias paletas.
Horário: 9h às 11h
Abertura das inscrições dia 17/01 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
21/01 – Oficina de desenho, formas e brincadeiras – Danilo Barreto
Com técnicas de desenho simples e brincadeiras lúdicas, a proposta é mostrar que qualquer pessoa pode criar desenhos usando formas geométricas básicas e materiais do dia a dia.
Horário: 9h às 11h
Abertura das inscrições dia 10/01 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
27/01 – Ioga no Jardim do Museu – Amanda Cristhie
A prática de ioga na área verde do Museu oferece benefícios físicos, mentais e emocionais. Além das vantagens tradicionais do Hatha Yoga, a conexão com a natureza proporciona serenidade, equilíbrio e revitalização. O ambiente ao ar livre contribui para uma experiência mais ampla e confortável, criando uma oportunidade única para quem busca bem-estar.
Horário: 8h às 9h
Abertura das inscrições dia 24/01 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
27/01 – Oficina de Desenho de Cenários Pré-Históricos – Fernanda Fidellis
Nesta oficina, aprenda a desenhar cenários inspirados na fauna e flora jurássica. Fernanda compartilhará seu processo criativo com o passo a passo, mostrando como criar ilustrações imaginárias incríveis.
Horário: 9h às 11h
Abertura das inscrições dia 24/01 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
Serviço
Museu de História Natural de Mato Grosso
Endereço: Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio), nº 2000, bairro Jardim Europa, Cuiabá.
Funcionamento: Quarta a domingo, das 8h às 18h.
Entrada: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Entrada gratuita aos domingos e feriados.
Mais informações: telefone (65) 99686-7701 e Instagram @museuhistorianaturalmt
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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