Mato Grosso
Empreendedora pega crédito com a Desenvolve MT e dá um toque nordestino em seu restaurante

Uma tragédia deu início a uma história de superação. Após a perda do sogro Sebastião, em 2021, Amarilles Almeida transformou o Restaurante do Tião. Algumas dificuldades financeiras surgiram junto com o período de luto, mas a empreendedora e sua família não se deixaram abalar. Para superar os problemas e recomeçar, o restaurante foi reformado com o crédito da Desenvolve MT.
Reforma, novos utensílios e equipamentos estão entre os itens financiados pela linha de crédito empresarial da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso. Reestruturar o ambiente, assim como dar um “toque nordestino” foram mudanças essenciais que atraíram o público para o local. As pinturas nas paredes foram outro diferencial, elas remetem a cultura da região nordestina e do estado de Pernambuco, local de origem da família.
Além disso, a transformação do parquinho do restaurante foi realizada. Os brinquedos novos deram a oportunidade para os pais almoçarem com mais conforto enquanto seus filhos se divertem com segurança. O processo de solicitação de crédito para realizar essas ações é diferente para cada cliente, no caso de Amarilles demorou menos de um mês.
“Os funcionários da agência me atenderam super bem, o crédito foi liberado em menos de 15 dias. Foi muito rápido, logo começamos a reformar o restaurante”, explica a empreendedora.
Após esse período, a transformação começou e o local foi reaberto acompanhado de uma homenagem. O estabelecimento, localizado em Cuiabá, foi rebatizado como “Restaurante do Tião” e passou a ter seu aniversário comemorado no mesmo dia que Sebastião, sogro da empreendedora.
Apesar das dificuldades, Amarilles não desistiu e incentivou sua família a continuar, servindo como um exemplo de persistência. Com todas as mudanças, ela sugeriu a criação da “Feira do Tião”, movimento que começou a impulsionar o restaurante e atraiu mais clientes. Essas mudanças não apenas valorizaram o ambiente, mas também atraíram um público maior, fortalecendo o crescimento e a competitividade do empreendimento.
Crédito
A linha Desenvolve Empresarial opera as modalidades Invest e Invest Mix, a segunda oferece até 30% de capital de giro. Com financiamento de até R$1,5 milhão, taxas de juros de até 1,2% ao mês, prazos de até 120 meses e carência de 12 meses, o crédito foi criado pensando nos empreendedores. O processo de solicitação é 100% online e pode ser feito por Microempreendedores Individuais (MEI), MicroEmpresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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