Mato Grosso
Veja a evolução de obras do Governo de MT em imagens de satélite
Imagens de arquivo disponibilizadas pelo Google Earth mostram a evolução de algumas das obras realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) em Mato Grosso nos últimos quatro anos.
Originalmente prevista para a Copa do Mundo de 2014, a obra da Avenida Parque do Barbado ficou paralisada por cinco anos e foi retomada pelo Governo do Estado em abril de 2019.

A nova via, que liga a Avenida Fernando Corrêa até a Avenida Archimedes Pereira Lima, foi entregue em janeiro de 2020 e atualmente o Governo trabalha na sua ampliação até a Avenida das Torres.

Ainda em Cuiabá, o Governo do Estado começou efetivamente a construção de uma nova ponte sobre o Rio Cuiabá, ligando os bairros Parque Atalaia, na Capital, e Parque do Lago, em Várzea Grande.

No momento, a Sinfra-MT trabalha na execução dos acessos à ponte, uma vez que a estrutura foi lançada em gestões passadas sem nenhum projeto de como seria possível chegar até ela.

Nos últimos quatro anos, o Governo também trabalhou para finalizar obras em estradas da capital. As imagens mostram como estava a MT-010, a Estrada da Guia, em janeiro de 2019 e como ela está atualmente.


Nas imagens também é possível ver a evolução das obras de duplicação da ponte sobre o Ribeirão do Lipa nesta rodovia.


Após anos de anúncios e espera, o Governo de Mato Grosso entregou a pavimentação da MT-402, a estrada para o Coxipó do Ouro. Desde novembro de 2020 a localidade onde Cuiabá foi fundada passou a ter acesso por asfalto.


O Governo também realiza obras em parceria com as prefeituras. Em Várzea Grande, com o objetivo de solucionar o problema da falta de água, o Estado repassou R$ 26,9 milhões para a construção de uma Estação de Tratamento de Água, a ETA do Pari.

De acordo com a prefeitura de Várzea Grande, que executa a obra, mais de 50% da ETA já foi construída e a previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2023.

Em Rondonópolis, o Governo também finalizou as obras da construção de uma nova ponte sobre o Rio Vermelho e da Avenida W11.

As imagens mostram como a ponte estava em janeiro de 2019, com apenas as vigas lançadas e 40% de execução, e depois em agosto de 2020, quando a estrutura da ponte já estava pronta, mas ainda era necessário realizar o acesso – não previsto pelas gestões anteriores.

A última imagem mostra como está a obra já pronta, após o governo investir R$ 23,1 milhões na pavimentação das Avenidas W11 e W14.

Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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