Mato Grosso
Mutirão da Cidadania leva serviços gratuitos e entregas de alimentos no bairro Osmar Cabral

Moradores do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, participaram nesta terça-feira (30.9) de mais uma edição do Mutirão da Cidadania, ação promovida pelo Governo do Estado de Mato Grosso, executada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Programa SER Família Solidário e SER Família Aconhego. O evento disponibilizou gratuitamente serviços de cidadania, além da entrega de cestas de alimentos e outros benefícios às famílias em situação de vulnerabilidade.
Entre os serviços ofertados estavam a emissão da Carteira de Identificação do Autista e da Carteira do Celíaco, atendimento do Procon-MT, orientação do Programa do SER Família, orientações do Programa SER Família Capacita, foto 3×4, plastificação, segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito), serviços do Sine-MT, orientação e atendimentos do Programa SER Família Mulher.
No período da tarde, foram entregues 1.000 cestas alimentícias, 1.000 filtros de água, 500 cobertores, 500 brinquedos, 500 kits de doces e 1.000 kits de limpeza e higiene.
Ao destacar o objetivo da ação, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, ressaltou que o Mutirão da Cidadania simboliza a presença do Estado nos bairros mais vulneráveis.
“Tudo o que fazemos com o Programa SER Família tem um propósito muito claro, que é cuidar das pessoas que mais precisam, levando dignidade, acolhimento e esperança. Cada cesta, cada filtro, cada atendimento que chega às mãos das famílias representa amor e solidariedade. O Mutirão da Cidadania é a prova de que, quando o Estado se faz presente com respeito e carinho, a vida das pessoas melhora”, afirmou.
A moradora Adevanilda, que compareceu pela manhã, destacou a importância do atendimento recebido.
“Achei muito bom. Todo mundo me tratou muito bem. Agradeço a Deus por essa ação e espero que venham mais vezes. Estou sempre orando pela dona Virginia, por sua saúde. Porque ela é uma pessoa especial para a gente do bairro. Que Deus abençoe a ela. Fui abençoada com a cesta e vai me ajudar bastante, porque eu não sou aposentada e todo auxílio é bem-vindo”, afirmou.
Ela contou que procurou o Mutirão da Cidadania, para ter orientações sobre o Programa SER Família.
“Consegui o atendimento pela manhã e agora à tarde também consegui pegar uma cesta, filtro, cobertor e kit de limpeza. Estou muito feliz”, completou.
Outra moradora que aproveitou os atendimentos foi Marielle Aparecida, residente no bairro Liberdade.
“Solicitei a segunda via da minha certidão de nascimento e também aproveitei para plastificar outros documentos. Achei excelente, muito bom, pois representa uma ótima oportunidade para todos nós”, disse.
Marielle reforçou ainda que todos os serviços foram acessíveis de forma gratuita.
“Não paguei nada, o serviço foi totalmente gratuito. Considero que é muito bom para o público, para a comunidade, porque muitas vezes não temos condições de arcar com esses custos”, ressaltou.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Governo em estar próximo da população mais vulnerável.
“Nosso objetivo é facilitar o acesso aos serviços básicos e ampliar a rede de proteção social, garantindo dignidade e cidadania. A presença do Estado nos bairros mostra que estamos atentos às necessidades de cada comunidade e claro, com o olhar sensível da primeira-dama Virginia Mendes, que busca atender todas as famílias que precisam com o Programa SER Família”, afirmou.
O Mutirão da Cidadania segue sendo realizado em diferentes regiões de Mato Grosso, levando serviços gratuitos, inclusão social e mais qualidade de vida para milhares de famílias.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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