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Na CNI, Presidente Bolsonaro ouve apelo para rever restrição ao biodiesel

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Foto: Assessoria

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Gustavo Pinto Coelho de Oliveira, usou o palco de um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta 3ª feira (7/12), para chamar a atenção do Presidente da República, Jair Bolsonaro e dos ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Carlos França (Relações Exteriores), ali presentes, para a necessidade de o Brasil voltar a apoiar a expansão do mercado de biodiesel.

Em 29/11, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu por manter em apenas 10% a mistura de biodiesel limpo ao diesel fóssil para todo o ano de 2022, como uma tentativa de economizar centavos no preço final do diesel vendido aos usuários. A política pública de biocombustíveis previa percentual de mistura em 13% com elevação para 14% a partir de março. “Obviamente, não é o biodiesel o responsável principal pelo aumento no preço para os consumidores, e a redução da mistura não vai solucionar esse aumento no preço”, diz o deputado federal Pedro Lupion (DEM-PR), presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), do Congresso Nacional, que tem cerca de 200 deputados e senadores signatários.

Desemprego – Segundo a FPBio, a retomada da progressividade da mistura de biodiesel é urgente. O impacto da redução a apenas 10% já provoca desemprego: 38% da mão de obra foram dispensadas, conforme os dados apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP) no terceiro trimestre, em relação a igual período do ano passado. As seguidas intervenções do CNPE no percentual de mistura em 2021 também elevaram a ociosidade das usinas de biodiesel à casa dos 50% e deixaram em alerta investidores que anunciaram a implantação de mais usinas desse biocombustível no país.

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A FPBio ressalta que a partir da decisão pelos 10% para 2022 as usinas calculam que deixarão de vender 2,4 milhões de m³ de biodiesel no ano que vem. Isso fará com que a demanda diminua de 8,6 milhões para 6,2 milhões de m³. Esse volume, estima-se, será substituído por diesel de origem fóssil, poluente, e provavelmente, importado pelo país. O balanço da FPBio é que a economia pretendida no preço do diesel está custando muito mais caro ao país. Assista ao pronunciamento do presidente da FIEMT no Youtube . – a partir de 1:01:13.

Aumentar mistura do biodiesel atende exigências de mercados internacionais

De acordo com o líder empresarial Gustavo de Oliveira, os produtores de biodiesel têm expectativa de expandir a mistura para 15% e também a 20% e isso está adequado às expectativas dos mercados internacionais. Ele fez referência aos países que passam a exigir do Brasil e de outras nações o cumprimento de uma agenda voltada a temas como mudanças climáticas e ao apoio ao uso de biocombustíveis, caso do biodiesel do Brasil.

O presidente da FIEMT ressaltou que o setor produtivo brasileiro foca nesta agenda internacional para abrir espaços de negócios “nos mercados mais exigentes”. O empresário lembrou que “o Brasil desenvolveu o maior programa mundial de biocombustíveis, o Renovabio,”e é líder mundial em energias renováveis.

O biodiesel é um dos instrumentos para o país descarbonizar sua economia e a indústria. Segundo Oliveira, “a indústria é um dos maiores aliados para cumprir as metas estabelecidas na COP 26”, como a redução das emissões de gases poluentes. No evento desta 3ª feira, em Brasília, a CNI apresentou um conjunto de propostas para a retomada da indústria e a geração e empregos. Jair Bolsonaro e ministros de estado participaram.

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Ganham força as manifestações para ampliar a mistura de biodiesel ao diesel fóssil

A manifestação do industrial Gustavo de Oliveira junta-se a de diversas organizações no mesmo sentido de sensibilizar o governo federal a reverter a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Entre as entidades que mais têm se manifestado a favor dessa pauta estaõ a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), a Frente Parlamentar da Agropecuária, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Outras organizações, integrantes do recém-criado Fórum ProBrasil, também estão envolvidas com a retomada do percentual de biodiesel ao diesel fóssil: Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Sindicato da Indústria de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES), além da Ubrabio.
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Nacional

Entenda os próximos passos do projeto para reduzir a maioridade penal

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Brasília (DF) 29/05/2024 Sessão do Congresso Nacional que apreciou e votou vetos presidenciais e projetos de lei de abertura de créditos suplementares para ministérios e outros órgãos públicos. Foto Lula Marques/ Agência Brasil
                                                                                                  © Lula Marques/ Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram registrados 44 votos favoráveis e 18 contrários à matéria.

No entanto, a medida ainda passará por um longo processo, até que possa de fato se tornar lei. O projeto não segue de forma imediata para votação em plenário da Casa.

O próximo passo é a criação de uma Comissão Especial temporária por ato da Mesa Diretora da Câmara, que analisará o mérito da proposta. Nessa comissão, os parlamentares poderão realizar audiências públicas, sugerir modificações adicionais ao texto e votar o relatório final.

Caso seja aprovado pela Comissão Especial, o texto será encaminhado para deliberação no Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513 parlamentares), em dois turnos de votação. Se aprovada nessas etapas, a matéria segue para o Senado Federal, onde passará por rito semelhante.

Histórico

Apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, a PEC 32/2015 visava estabelecer a “plena maioridade civil e penal aos 16 anos de idade”. Desde a sua apresentação, a proposta permaneceu sob análise na CCJ para a verificação de sua constitucionalidade.

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A PEC teve, pelo menos, três relatores diferentes nestes 11 anos e chegou a ser arquivada pela mesa diretora em 2019. O debate do texto foi intensificado nos últimos meses. No final de maio, o relator atual da proposta na comissão, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria. A votação final na CCJ ocorreu após a rejeição de requerimentos de adiamento apresentados por parlamentares da oposição.

Mudanças no texto

Embora o projeto original propusesse uma maioridade plena (civil e penal), o relator apresentou um substitutivo que preserva as regras cíveis atuais.

Com isso, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens não são afetados. O alistamento eleitoral e o exercício do voto continuam facultativos aos 16 anos e obrigatórios somente a partir dos 18 anos de idade.

Durante a tramitação na CCJ, deputados favoráveis ao projeto argumentaram que a medida atende a demandas sociais por segurança pública e responsabilização penal. Por outro lado, parlamentares contrários sustentaram que a redução da maioridade penal viola direitos fundamentais previstos na Constituição e defenderam o foco em políticas públicas educacionais.

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O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

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Plano Nacional de Mobilidade Urbana está sendo elaborado por meio de uma consulta pública; sugestões podem ser enviadas até 3 de julho
O que é o PlanMob-Brasil e como ele pretende transformar a mobilidade urbana

                                                                                                                                                                   Rovena Rosa/Agência Brasil
O deslocamento nas cidades brasileiras vai muito além de carros e vias. Mobilidade urbana significa garantir que as pessoas consigam acessar trabalho, escola, saúde, lazer e serviços essenciais com segurança, eficiência e qualidade de vida. É nesse contexto que o Ministério das Cidades vem construindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, o PlanMob-Brasil.

Clique aqui para participar da consulta pública do  PlanMob-Brasil.

Coordenado pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano será um instrumento estratégico para orientar ações e investimentos públicos e privados voltados à mobilidade urbana em todo o País, com foco em cidades mais acessíveis, sustentáveis, seguras e integradas.

A construção do PlanMob-Brasil está alinhada à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012, que estabeleceu diretrizes para integrar os diferentes modos de transporte e melhorar a acessibilidade nos municípios brasileiros. A política também reforçou a importância do planejamento urbano, priorização do transporte público coletivo e da mobilidade ativa, como caminhadas e bicicletas.

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O plano evidencia os desafios enfrentados diariamente pela população brasileira, como congestionamentos, longos tempos de deslocamento, perda de qualidade do transporte público, desigualdades territoriais e aumento dos sinistros de trânsito e impactos ambientais causados pelo excesso de veículos individuais motorizados.

Segundo o secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, o PlanMob Brasil é um instrumento essencial para o planejamento estratégico da mobilidade no país.

“O PlanMob Brasil é um importante instrumento de planejamento de longo prazo, que vai orientar as ações dos municípios, dos estados e, especialmente, do governo federal. Queremos avançar ainda mais, mas para isso precisamos ouvir a sociedade e construir soluções cada vez melhores. A mobilidade é um tema fundamental para o desenvolvimento do Brasil e exige uma visão integrada e de longo prazo. Precisamos nos organizar como país e não perder de vista o horizonte de investimentos que já vem sendo construído. É necessário consolidar a mobilidade e o transporte como prioridades na agenda nacional”, destacou.

Com um enfoque de equidade e acesso às oportunidades das cidades, e de sustentabilidade ambiental, PlanMob-Brasil também pretende abordar temas como mobilidade ativa e micromobilidade, transporte público coletivo, gestão do território, e desenvolvimento institucional e governança, considerando as diferentes realidades urbanas do país.

A proposta é fortalecer a atuação da União, de forma coordenada com estados e municípios, promovendo maior integração entre políticas públicas, planejamento urbano e ações e investimentos em mobilidade. O plano também dialoga com iniciativas já desenvolvidas e em desenvolvimento pelo Governo Federal, como o Novo PAC, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Programa Bicicleta Brasil, a Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta (Enabici), o Plano Clima, o Pnatrans e a plataforma Viabiliza.

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Com perspectiva de longo prazo e ampla participação social, o PlanMob-Brasil busca consolidar uma visão de futuro para a mobilidade.

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Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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