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Não desperdice canhão com chumbinhos

Quem me acompanha pelos diversos meios de comunicação de massa ou por redes sociais sabe, minimamente, da minha compreensão de que o verdadeiro sinônimo de democracia é a participação. Inclusive, conhece a respeito da minha atuação pelo fortalecimento das ouvidorias enquanto canais autônomos de manifestações dos cidadãos, no entendimento de que elas se constituem potentes instrumentos de democracia direta. Por meio das ouvidorias, com um telefonema, e-mail ou manifestação pela web, o cidadão ativa, aciona, movimenta a instituição em questão, especialmente os órgãos públicos. Por isso, participar é a essência, o básico. Mas quero agora propor um avanço: qualificar essa participação.
Esta conversa inicial foi motivada pelo relatório de manifestações de cidadãos do primeiro semestre deste ano da Ouvidoria-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso, na qual ocupo o cargo de ouvidor-geral. Antes de tratar do relatório, porém, é importante explicar que a Ouvidoria do TCE-MT é diferenciada, híbrida, pois recebe denúncias e outros tipos de manifestações tanto para questões internas quanto para questões envolvendo os órgãos públicos fiscalizados. Seria assim como uma ouvidoria processual, pela qual o cidadão impulsiona o TCE a abrir processos de fiscalização contra ato de uma Prefeitura, uma Câmara Municipal ou um órgão qualquer do Estado, bem como dos respectivos gestores e servidores.
Nestes seis primeiros meses de 2021, a Ouvidoria-geral do TCE-MT recebeu pouco mais de 1200 manifestações, dos quais 879 denúncias e 132 requerimentos com pedidos de acesso à informação, conhecidos como SIC. Vou me prender ao caso das denúncias, que motiva este artigo. Para cada manifestação recebida pela Ouvidoria, seja ela identificada ou anônima, a equipe de triagem primeiro verifica se a denúncia cumpre todos os requisitos, como linguagem clara e compreensível, matéria de competência do TCE, identificação e descrição dos fatos irregulares, quando possível o nome dos prováveis responsáveis, o ano ou data que os fatos ocorreram e os indícios de que os fatos constituam irregularidades.
Pois bem: das 879 denúncias, já na triagem foram arquivadas 481 manifestações por não cumprirem todos os requisitos. E não é por falta de ajuda da equipe da Ouvidoria, que obrigatoriamente solicita aos interessados a complementação das informações que porventura estejam faltando – com a preocupação de preservação dos dados pessoais daqueles que pediram anonimato (recebem apenas um número de protocolo para acompanhar o andamento da manifestação) ou se identificaram na hora do chamado (nome dado às manifestações recebidas na Ouvidoria).
Foram efetivamente protocoladas cerca de 400 denúncias no primeiro semestre. Porém, boa quantidade destas acabam arquivadas na apuração feita pelas equipes de fiscalização das Secretarias de Controle Externo, quando não confirmam os indícios apontados pelo denunciante. Em caso positivo, as denúncias são convertidas em representações de natureza interna e o TCE assume a “paternidade” do caso. Em boa parte das denúncias, o TCE aciona o controle interno dos órgãos públicos em questão determinando providências, o que já equivale a uma consequência direta.
Dito isto, ingresso no tema da participação qualificada. O exercício do controle social, potencializado com o uso de recursos técnicos, da autoridade e da legitimidade dos órgãos que realizam o controle externo (TCE, Ministério Público etc) será cada vez mais eficaz se o cidadão tiver essa compreensão, de que precisa reunir o máximo possível de elementos para agregar na sua denúncia.
Essa participação qualificada ajuda tanto na solução e correção dos problemas e desvios apresentados quanto fortalece os próprios canais de manifestação. Assim, as pessoas perceberão que as Ouvidorias funcionam, correspondem, entregam respostas consistentes. Ainda que a resposta seja “foi apurada a denúncia e verificada a sua improcedência”. Em síntese, a credibilidade das Ouvidorias depende bastante desse componente que está nas mãos do denunciante: a boa informação.
Eu não estou desestimulando a procura pelas Ouvidorias, nem dificultando o seu uso. Apenas mostrando que quando o cidadão percebe a sua responsabilidade na formulação da denúncia, ele tem condições de usar de maneira ainda mais eficiente os canais de manifestação disponíveis. Tratar denúncias sem muito zelo, sem preocupação com os requisitos, guardada as devidas proporções, é como querer disparar um canhão com chumbinhos.
Para encerrar, à propósito do relatório da Ouvidoria-geral do TCE-MT, neste semestre passado tivemos muitas denúncias sobre licitações, contratação irregular, indícios de irregularidades envolvendo área da saúde, obras públicas, nepotismo, falta de transparência, enfim, o canal está à disposição. Que venha cada vez mais a participação qualificada do cidadão.
Antonio Joaquim é conselheiro e ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT)
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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