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Narcisismo, redes sociais e o medo do diferente

Sandra Araujo Hott
Narciso acha feio o que não é espelho, diria Caetano Veloso. Nos consultórios, ouvimos pessoas sofrendo por ter um corpo que transpira, se cansa, tem espinhas e fraqueja, um corpo que perece e parece radicalmente diverso das infinitas cópias. Teremos nos desacostumado aos rostos vivos com ângulos nem sempre belos ou felizes, mas vivos? Podemos pensar que o único filtro do corpo vivo é o da ilusão, da fantasia, recobrindo de desejo como um véu velando nossas fragilidades e medos.
A internet proporciona a disseminação de ideias e imagens em uma velocidade cada vez maior. Embora não esteja disponível para a maior parte da população mundial, a web é uma poderosa ferramenta de comunicação e aprendizagem para a humanidade.
Abra-se uma rede social qualquer e encontraremos um fenômeno curioso de apagamento gradual das peculiaridades, ou seja, dá a impressão de que as pessoas têm buscado parecer milimetricamente iguais. Embora existam excelentes profissionais, alguns processos de harmonização facial se assemelham mais a algum tipo de formatação facial. E nunca basta!
Lembramos do icônico ‘bico de pato’ que fez uma multidão de moças esticar seus lábios ao infinito ajudadas por toda sorte de cosméticos para dar-lhes volume e por exercícios em que usavam copinhos de sucção chineses. Pode-se ir mais além com algum dos inúmeros preenchimentos labiais para um efeito mais duradouro. E, a todo instante, surgem novos desenhos de lábios considerados mais belos.
Por algum tempo houve uma tempestade de fotos nas quais meninas procuravam algo que havia caído no chão – e que nunca aparecia na imagem – ou seguiam alguma trilha de formigas imaginárias. E, nova moda, formando uma infinita repetição de poses iguais em lugares iguais e com pessoas se querendo iguais.
Filtros e tutoriais de imagem seguem rechaçando sempre as diferenças. A busca por um ideal de beleza não é novo, assim como não são novas as rupturas provocadas pelos modismos. A novidade talvez seja o humano, com sua imagem especular, exposto em rede e os múltiplos recursos tecnológicos que possibilitam ter bocas, narizes, rostos parecidos. O que acontece nessa repetição infinita de querer caber naquilo que pensamos que o outro deseja de nós? Aqui, tanto Freud como Lacan teriam muitíssimo a contribuir, mas faremos apenas uma brevíssima reflexão.
A sensação de pertencimento é apaziguadora para o humano! Entretanto, para ser reconhecido por um grupo qualquer, são necessários rituais específicos que exibam as semelhanças e, simultaneamente, ocultem as diferenças. Sob o novo filtro, sob a intervenção estética ou sob a maquiagem, esse é o acordo necessário.
O mercado produz necessidades com o objetivo de vender saciedade, e os corpos viram objetos, assim como roupas, carros e perfumes. Um jovem pode sofrer indefinidamente por conta da imagem corporal que jamais se encaixará nas promessas das fotos retocadas tecnologicamente. A infelicidade ganha nome, é precificada, e recebe uma promessa de fim quando a moça passa a querer ‘fazer a boca’ de determinada celebridade ou se deseja alinhar o nariz. A falta constitutiva, porém, seguirá deslizando numa angústia infinita. Por fim, para nossa alegria ou tristeza, somos únicos. Cabe a cada um viver sua própria diferença do jeito que puder.
(*) Com formação e mestrado em psicologia pela UFRJ, Sandra Araujo Hott é psicanalista, professora e supervisora clínica. Sandra tem 25 anos de experiência clínica e mais de 20 anos como professora e supervisora.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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