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Natasha palestra no presídio feminino e se preocupa com o abandono familiar

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Foto: Assessoria

Na manhã de segunda-feira (30.05) mulheres que estão encarceradas no presídio Ana Maria do Couto May, localizado no bairro Jardim Industriário, em Cuiabá, receberam um ciclo de palestras promovido pela Associação Mais Liberdade, formada por egressos e familiares do Sistema Penitenciário. Uma das palestrantes foi a médica Natasha Slhessarenko, que também é pré-candidata ao Senado Federal pelo PSB.

Natasha ficou comovida com algumas realidades apresentadas na unidade prisional, dentre elas o fato do presídio ter 240 mulheres encarceradas e apenas 10 receberem algum tipo de visita. “Só vindo a uma unidade prisional feminina pra gente saber dessa triste realidade. É uma enorme vulnerabilidade que recai sobre as mulheres internas, que convivem com a dor do esquecimento e da invisibilidade, muitas vezes distantes das condições inerentes a uma vida digna”, falou  Natasha durante a palestra.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) assegura às mães presas o direito de cuidar de seus filhos e que em muitos casos, há exceções – ficam fora crimes praticados com violência e tráfico de drogas – a prisão preventiva pode ser revertida em prisão domiciliar para mulheres gestantes ou com filhos até 12 anos. Na prática, a legislação favorece a permanência das crianças no cárcere durante os primeiros meses de vida ou até anos, visando garantir o estreitamento da relação mãe e filho, quando a mãe não consegue o benefício da prisão domiciliar.

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Mas nos presídios de forma geral, as mulheres convivem com irregularidades relacionadas à superlotação, ausência de privacidade, falta de iluminação e excesso de umidade, escassez de materiais de higiene, precariedade no atendimento médico e até alimentação inadequada.

Quando a mãe não consegue o benefício da prisão domiciliar, ela tem o direito de ficar com o filho recém nascido pelo período de seis meses na unidade prisional. Depois desse prazo, a criança será entregue para familiares. Quando não é possível, o bebê será enviado para um abrigo, sob a tutela do Estado.

Um estudo recente, realizado no estado do Paraná,  mostra que 91% das mulheres em situação de privação de liberdade eram mães de filhos menores de 12 anos, mas esta informação não aparecia em 70% dos processos. Na maioria dos casos não havia sequer pedido de liberdade provisória/prisão domiciliar realizado pela defesa, citando que essa mulher era mãe.

“A realidade do Paraná é comum nos outros estados e inclusive aqui em Mato Grosso. Precisamos de políticas públicas que as vejam com um olhar humanizado, como mulheres, mães, filhas e cidadãs, que têm seus direitos”, ressaltou a médica.

Um momento emocionante do encontro foi o depoimento de Ivana Gurgel, que já esteve presa no presídio Ana Maria do Couto May, cumpriu sua pena e atualmente trabalha para na manutenção da unidade e também faz trabalhos voluntários. Ivana foi uma das responsáveis pela elaboração do almoço servido às reeducandas após as palestras. “Eu não poderia sair daqui sem dizer a vocês que vale muito sair daqui e se abrir pra vida. É muito bom viver com dignidade e quando vocês saírem, vocês terão a oportunidade de serem felizes novamente, com seus filhos e família”, disse a cozinheira.

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O ciclo de palestras foi em comemoração aos mês das Mães com o tema: Mães no Cárcere. O evento foi feito com apoio institucional do Concep – Conselho da Comunidade, Vara de Execução Penal de Cuiabá e Várzea Grande e da Secretaria Estadual de Justiça.

Também participaram do evento Maria Rosi de Meira Borba – Juíza Criminal e Vice-presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados; Winklee de Freitas Teles – Presidente da Associação Nova Chance; Elis Regina Prates – Secretária Adjunta da Secretaria da Mulher de Cuiabá; Fabiana Thiem – Superintendente de Políticas Penitenciárias; Ana Cláudia Pereira e Silva – Coordenadora da Pastoral Carcerária Mato Grosso.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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