Policial
Nova unidade da Draco em Sinop fortalece estratégia de enfrentamento às facções criminosas em MT

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, inspecionou nesta quinta-feira (12.3) as instalações da nova unidade da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), em Sinop. A agenda institucional contou com a presença da primeira-dama Virginia Mendes, do secretário de Segurança Pública César Roveri e da delegada-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel, e marcou a inauguração da nova estrutura destinada ao fortalecimento das ações de enfrentamento ao crime organizado na região norte do estado.
A nova unidade foi estruturada para fortalecer o enfrentamento às facções criminosas que atuam na região norte do estado.A instalação da Draco, em Sinop, atende ao compromisso assumido pelo governador Mauro Mendes no final de 2024, na criação do Programa Tolerância Zero às Facções Criminosas.
Na sede da especializada, o governador destacou que ampliação das Dracos no estado faz parte da estratégia do Governo de Mato Grosso junto a Secretaria de Segurança para intensificar ainda mais o combate às facções criminosas no estado.
“A Draco é uma unidade que trabalha com inteligência, com estratégia, mão-de-obra especializada e a partir desta delegacia nós teremos muitas operações de repressão à atuação de facções criminosas, demonstrando a tolerância zero ao crime organizado aqui na região norte e em todo estado”, disse o governador.
Para o secretário de segurança pública, coronel César Roveri, a delegacia chega como reforço às ações que já vêm sendo desenvolvidas com grande conhecimento e empenho das forças de segurança.
“Sabemos que essa é uma região forte no agronegócio, que se desenvolveu e continua se desenvolvendo econômica e socialmente acima da média nacional. Então, é fundamental que receba investimentos do Governo do Estado em todas as áreas. Na Segurança Pública, o governador Mauro Mendes tem feito grandes investimentos e, com mais esse, da delegacia, acreditamos que aumentaremos a eficiência dos serviços da segurança na repressão às facções”, diz Roveri.
Estrutura
A instalação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado em Sinop resulta de uma articulação entre o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Polícia Civil, em parceria com a Prefeitura Municipal.
Localizada no bairro Setor Comercial, a delegacia funciona em um prédio locado pelo Governo do Estado, com aproximadamente 600 metros quadrados de área construída. O espaço passou por reforma completa para adequação às atividades policiais, contando com identidade visual da Polícia Civil, ambientes climatizados e estrutura planejada para garantir melhores condições de trabalho aos policiais civis e atendimento à população.
A unidade foi projetada para atender às demandas investigativas relacionadas ao crime organizado, com equipes especializadas e preparadas para atuar em investigações complexas, contribuindo para o fortalecimento das ações de repressão às facções criminosas no estado.
A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, destacou que a instalação da Draco em Sinop também faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso no combate às facções criminosas, sendo um passou muito no avanço no combate à criminalidade na região norte do estado.
“Nós entendemos que um ambiente adequado, devidamente estruturado e seguro é fundamental para o avanço do trabalho investigativo. Diante disso, além da estrutura física da delegacia, temos investido em equipamentos de tecnologia e inteligência para auxiliar os trabalhos dos policiais e valorizar as equipes que atuam no combate ao crime organizado”, disse a delegada-geral.
O delegado regional de Sinop, Carlos Eduardo Muniz, destacou que Draco foi montada no sentido de coibir e reprimir o crescimento das facções criminosas na região norte do estado, sendo a sua principal função investigar e desarticular os grupos criminosos em todas as suas áreas de atuação.
“A unidade foi montada com a melhor estrutura para atender o cidadão, para oferecer aos policiais que aqui trabalham um ambiente de trabalho digno e com toda estrutura necessária e para provar o valor da Polícia Civil e a força do estado. Toda essa estrutura já vem mostrando resultado, inclusive com a apreensão de 530 quilos de cocaína, realizada na última semana pela equipe da Draco de Sinop”, disse o regional.
Autoridades
Participaram da vistoria técnica a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel; o secretário de Estado de Segurança Pública, César Augusto de Camargo Roveri; o diretor de Interior da Polícia Civil, Walfrido Franklin do Nascimento; o delegado regional de Sinop, Carlos Eduardo Muniz; o delegado titular da Draco de Sinop, Eugênio Rudy Junior; e o prefeito do município, Roberto Dorner, entre outras autoridades.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Policial
Forças de segurança apreendem 550 quilos de cocaína e causam R$ 9,9 milhões de prejuízo às facções
Um carregamento de 550 tabletes de pasta base de cocaína foi apreendido, nesta quinta-feira (8.10), na BR-364, em Jangada, durante ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), da Polícia Rodoviária Federal, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Exército Brasileiro. A ação causou um prejuízo de R$ 9,9 milhões às facções criminosas.
Três pessoas que participavam do transporte da droga foram presas em flagrante, e dois veículos foram apreendidos. Os três investigados, sendo dois homens, de 38 e 22 anos, e uma mulher de 39 anos, foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após diligências investigativas, as equipes conseguiram realizar a abordagem de dois veículos que trafegavam um seguindo o outro, deslocando-se da região de fronteira com destino a Cuiabá.
No primeiro veículo, um VW Gol, estavam um homem de 38 anos e uma mulher. Na ocasião, o condutor do carro informou que estava em Mirassol d’Oeste, passeando com a namorada, porém não soube informar por que havia percorrido um caminho mais longo.
Na sequência, foi parado um caminhão. Segundo o motorista, ele estava transportando diversas mercadorias de compras online. Durante a fiscalização dos produtos, o condutor revelou que havia algumas caixas de entorpecente.
Questionado, o suspeito contou que havia recebido o carregamento na cidade de Pontes e Lacerda, bem como afirmou que o carro VW Gol era usado como “batedor de estrada”.
Diante dos fatos, os três envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) para esclarecimentos, junto com os 550 tabletes de entorpecentes.
Em seguida, os conduzidos foram interrogados pela delegada Bruna Laet e autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Após a confecção dos autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.
Policial
Polícia Civil localiza corpo de professor desaparecido após prisão de suspeito

Foto- Assessoria
A Polícia Civil de Mato Grosso localizou o corpo do professor Breno Antônio Humberto de Moraes no início da noite desta quinta-feira (8.10), na região do bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande.
A localização ocorreu após o cumprimento do mandado de prisão temporária de um homem investigado pela participação no desaparecimento e possível homicídio do professor. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na região do Manso, em Cuiabá.
As diligências integram a investigação conduzida pela DHPP, que intensificou os trabalhos desde quarta-feira (7.10), com a realização de diversas medidas investigativas para esclarecer os fatos, localizar a vítima e identificar possíveis envolvidos.
Breno Antônio Humberto de Moraes estava desaparecido desde o dia 26 de setembro, quando saiu de casa informando que retornaria em breve, mas não voltou. O caso começou a ser investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas e, posteriormente, passou a ser conduzido pela DHPP, sob a presidência do delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu.
A investigação permanece em andamento para apurar as circunstâncias do crime e a possível participação de outros envolvidos.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
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