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Novacki visita duas unidades da Embrapa no interior de São Paulo
O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, esteve nesta terça-feira, 2, no estado de São Paulo, onde visitou a Embrapa Informática Agropecuária, em Campinas, e a Embrapa Meio Ambiente que tem sua sede em Jaguariúna, também no interior paulista.
Em Jaguariúna, Novacki e comitiva participaram de uma reunião técnica em que foram apresentadas pesquisas e soluções desenvolvidas na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) aplicada à agricultura. A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, e a equipe técnica do centro de pesquisa da Embrapa, demonstraram tecnologias baseadas em inteligência artificial e visão computacional usadas para a identificação de doenças em plantas, classificação de grãos, detecção automática de frutos e estimativa da biomassa em pastagens.
Também foram apresentados o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, tecnologias associadas à avaliação e gestão de riscos agropecuários e a plataforma WebAgritec – um sistema de suporte a tomada de decisão que vem sendo utilizado por empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural para apoiar em diferentes etapas do planejamento e condução de cultivos agrícolas.
Durante a reunião, foram apresentados ainda o sistema SATVeg, que permite a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro, e o WebGIS desenvolvido pelo projeto TerraClass, com informações sobre a dinâmica do uso e cobertura da terra na região da Amazônica Legal.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Mapa, Alexandre Pontes, conheceu o potencial desenvolvimento de ferramentas para otimizar a fiscalização por meio de novas tecnologias desenvolvidas pela unidade da Embrapa.
O secretário visitou ainda os laboratórios de automação e o data center da Embrapa Informática Agropecuária. A reunião contou com a participação da diretora executiva de Gestão Institucional da Embrapa, Lúcia Gatto.
Embrapa Meio Ambiente
Novacki também esteve na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, onde foi recebido pelo chefe geral, Marcelo Morandi, além de representantes da pesquisa.
O secretário conheceu as rotas de pesquisa na geração de produtos e serviços e como aproximar esses ativos junto à iniciativa privada.
Morandi apresentou a Agenda de Prioridades em Mudanças Climáticas e Agricultura Recursos naturais e Sustentabilidade de sistemas produtivos, Avaliação de impacto e gestão ambiental na agricultura, Bioprospecção e biotecnologia ambiental.
Morandi também apresentou os destaques da pesquisa da Unidade, como a Produção Integrada de Morango – PIMo, processo que oferece alternativas ao sistema convencional de produção com o objetivo principal de racionalizar o uso de agrotóxicos, estimular o equilíbrio do ecossistema e manter a qualidade e a segurança dos produtos, as patentes do Sistema de Pulverização Eletrostática, método de pulverização que aumenta em até 70% a eficiência da aplicação de agrotóxicos reduzindo custo dos tratamentos fitossanitários e diminui o impacto ambiental negativo, além do aplicativo AgroTag para dispositivos Android, e a Plataforma WebGis, usado na qualificação de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).
O aplicativo permite ao usuário tenha oportunidade de acessar em campo as informações cadastradas pelo setor rural do país e disponibilizadas pelo Serviço Florestal Brasileiro.
Ainda foram apresentados à comitiva do Mapa, outras ações que são desenvolvidas na Unidade, prospecção de bioagentes para agricultura e uso farmacológico, o Manejo Integrado de Pragas, controle biológico, controle de pragas Quarentenárias, agrofloresta e agroecologia, novos compostos da biodiversidade, e o Agricultura de Baixo Carbono, dentre outras, como a RenovaCalc, calculadora de C do RenovaBio e o sistema Agridimensões, para gestão ambiental de propriedades rurais.
Mais informações à imprensa
Coordenação geral de Comunicação
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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