Mato Grosso
Novo comandante de Regional intensificará ações preventivas e ostensivas na capital
Na manhã desta quinta-feira (26.09), o coronel Esnaldo de Souza Moreira assumiu o 1º Comando Regional de Polícia Militar de Cuiabá, em substituição ao coronel Wankley Corrêa Rodrigues. A solenidade de transmissão de cargo foi realizada no pátio do 1º Batalhão de Polícia Militar, na capital.
O coronel Esnaldo de Souza Moreira ingressou na corporação em 1995 e foi promovido ao atual posto, no último dia 5 de setembro. Especializado em gestão e segurança pública, Esnaldo já desempenhou funções de comandante no 9º e 24º BPM, e mais recentemente, comandou o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), por dois anos e dois meses.
O novo comandante do 1º CR passa a liderar as ações de policiamento da maior unidade operacional da PM, que atende a capital e os municipios de Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger.
O 1º CR conta com 1.300 policiais que desempenham além de ações de policiamento ostensivo, iniciativas sociais preventivas, como Patrulha Maria da Penha e o Projeto Sentinela. O novo comandante destaca que mais ações de cunho preventivo serão elaboradas para fortalecer as ações de policiamento.
“A frente do 1º CR junto com os comandantes de batalhões estaremos ainda mais empenhados em proporcionar segurança à população. Vamos continuar parceiros das comunidades e intensificar o policiamento com diversas operações”, ressalta coronel Esnaldo.
Ao conduzir a solenidade de transmissão de cargo, o comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, agradeceu ao coronel Wankley Correa Rodrigues pelos os serviços desempenhados à frente do 1º CR e deu as boas vindas ao novo comandante da unidade.
“Muito obrigado coronel Rodrigues pelo honroso trabalho desempenhado no 1º CR. Ao meu colega de turma no CFO da PM, coronel Esnaldo desejo que desenvolva o comando da melhor forma possível. Estou orgulhoso da nossa tropa ao poder ver iniciativas espontâneas das nossas ações policiais, agradeço a todos vocês por essas ações desempenhadas por essa regional”, destacou coronel Assis.
A solenidade de troca de comando da Regional de Cuiabá contou com a presença de autoridades militares, civis e familiares dos policiais que fizeram a transmissão de cargo no evento.

Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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