Política MT
Novo Fundeb e municipalização do ensino são temas de audiência pública em Alta Floresta
Foto: Helder Faria
A Câmara Municipal de Alta Floresta (790 km de Cuiabá) foi o local da realização, na última quinta-feira (31), da audiência pública com o objetivo de discutir o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a municipalização dos anos iniciais do ensino fundamental de Mato Grosso, decidida sob o Decreto 723/2020.
Requerida pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), após pedidos da comunidade, o início da discussão abordou o impacto que o Fundeb terá no avanço do ensino, pois o fundo passou por uma reformulação que aumenta gradativamente o percentual do orçamento aplicado a cada ano. “O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15, que hoje é a emenda constitucional nº 108/2020, que substitui o antigo Fundeb, é ótimo. O novo fundo incrementa recursos para dentro da educação, de modo que com esse crescimento anual, que será até 2026, nós sairemos dos 10%, que tinha anteriormente, para os 23% até o último ano. Com esse acréscimo, os municípios e os estado poderão trabalhar para construir um planejamento do custo aluno/qualidade”, finalizou.
Outro tema abordado foi a questão da municipalização do ensino fundamental de Mato Grosso, selada através do Decreto 723/2020, que determina, a partir deste ano até 2027, os municípios assumam responsabilidade pelos anos iniciais do Ensino Fundamental e o Estado com alunos dos anos finais. “Essa foi uma decisão resolvida numa sala do governo, sem envolver os principais envolvidos: os profissionais da educação. Os professores não foram ouvidos em nenhum momento. Os profissionais prestaram concurso para o Estado, prestam serviço ao Estado, e quando acontece essa situação eles ficam desamparados”, discorreu.
Um dos palestrantes, o assessor parlamentar e ex-secretário de educação da cidade de Água Boa, Edilson Spenthof, argumentou que da forma como está sendo feita a municipalização, as escolas e os estudantes serão prejudicados.
“Da maneira proposta pelo estado, ela vai trazer mais ônus, mais responsabilidade e dificuldade para os administradores. Isso é ruim porque haverá muitas imposições que causam oneração financeiramente para os municípios, fazendo com que o ensino e aprendizagem fiquem ainda mais precarizados”, disse.
Com dizeres sobre orçamento e responsabilidades deste modelo de municipalização, o prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba (PSDB), fez considerações. “O custo que a gestão está gastando hoje gira em torno R$ 1 mil reais por aluno/mês, cerca de R$ 12 mil reais por ano. Então realmente é um custo muito alto, principalmente para uma cidade como a nossa, que é muito extenso e necessita de transporte escolar para os estudantes, fazendo que encarecimento fique maior”, explicou.
A audiência reforçou, de maneira prática, a necessidade de melhorias nas estruturas, o modelo de ensino, remuneração dos profissionais e ensino dos estudantes. “Um tema importante e de extrema relevância para a comunidade de todo o estado, em especial de Alta Floresta. Trouxemos dados relevantes para contribuir com a gestão municipal na hora de fazer suas escolhas, dos investimentos na educação, do que o novo Fundeb aportará de recurso para o estado e os municípios”, finalizou.
O debate contou com as participações da deputada federal, Professora Rosa Neide (PT); do prefeito Valdemar Gamba (PSDB); da vereadora Ilmarli Teixeira (PT); além de vereadores e profissionais da educação da cidade.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
Política MT
E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.
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