Mato Grosso
Obras do novo Pronto-Socorro entram na reta final
O novo Hospital Pronto-Socorro de Cuiabá deve ser entregue à população mato-grossense em dezembro deste ano. O governador Pedro Taques e o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro, visitaram a unidade nesta sexta-feira (23.11) para conferir o andamento das obras. Com cerca de 90% já concluído, os trabalhos agora estão focados no acabamento e no início da instalação de equipamentos e mobiliário.
“Iniciamos essa obra ainda no primeiro ano de minha gestão, em 2015, e teremos a felicidade de entregá-la, junto com a Prefeitura, ainda em 2018. Este hospital vai mudar a realidade da saúde no estado de Mato Grosso, o que tem sido nosso objetivo desde o primeiro dia de governo”, afirmou Taques.
O governador destacou ainda outras ações de valorização da saúde pública. Só entre 2015 e 2018, por exemplo, o número de leitos de UTI ofertados em todo o estado saltou de 329 para 529, um aumento de 73%. Com o novo hospital serão mais 315 leitos, com 40 leitos destinados à Unidade de Terapia Intensiva e 64 para a ala pediátrica.

Segundo o secretário municipal de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, além da estrutura mais moderna, a nova unidade vai representar uma mudança no conceito de atendimento. “Nossa intenção é que tenhamos um atendimento mais humanizado e focado no cidadão, para que ele seja bem acolhido, bem atendido e tenha seu problema resolvido no menor tempo possível”, afirmou.
O secretário destacou também a importância dos investimentos do Governo do Estado para a efetivação do projeto, orçado em R$ 80 milhões. O Governo do Estado é responsável por mais de 60% do investimento total da obra, com repasses na casa dos R$ 50 milhões.
“Sem o Governo do Estado essa obra tão importante não seria possível. Graças a essa parceria teremos um hospital seguro, bem equipado e moderno, pronto para atender bem a nossa população”, avaliou o secretário.
A nova unidade possui 21 mil metros quadrados de área construída em um terreno com 7,5 hectares, que suporta ampliação do prédio e a futura instalação de um heliporto para transporte rápido de pacientes.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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