Mato Grosso
“Obras e investimentos são históricos para a população de Tangará e toda região; um grande legado deste Governo”, destaca prefeito
O governador Mauro Mendes autorizou, nesta sexta-feira (24.06), investimentos na ordem de R$ 251,9 milhões para oito municípios da Região Médio-Norte de Mato Grosso. O montante envolve a construção do Hospital Regional de Tangará da Serra e de 500 apartamentos populares, novos convênios, entrega de equipamentos, títulos de regularização fundiária e autorizações para licitações.
As assinaturas para os repasses ocorreram durante agenda no município de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Na ocasião, Mauro também fez vistorias às obras de asfaltamento da MT-339 e da MT -240, que recebem investimentos de R$ 27,1 milhões e R$ 21,3 milhões, respectivamente. Ainda, inspecionou o local onde o Governo do Estado irá construir 500 apartamentos populares, em parceria com a prefeitura e o terreno do Hospital Regional.
“É um momento histórico, em que estamos conquistando tantos sonhos que a nossa população tinha há muito tempo: hospital, rodovia, apartamentos populares, títulos de propriedade. Isso é o mais importante: além de infraestrutura para desenvolver as nossas cidades, o Governo cuida do ser humano. Este é um grande legado da atual gestão, por isso somos muito gratos ao nosso governador Mauro Mendes”, afirma o prefeito de Tangará, Vander Masson.
Durante a solenidade, o governador Mauro Mendes assinou a ordem de serviço do Hospital Regional, que contará com 151 leitos, sendo 111 de enfermaria e 40 de UTI, 10 consultórios médicos, outros dois para atendimento às gestantes, seis salas de centro cirúrgico e espaços para bancos de sangue, de leite materno e espaço para a realização de exames como tomografia e colonoscopia.

Governador Mauro Mendes vistoria local de construção do novo Hospital Regional de Tangará | Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Mauro lembrou que investimentos como este são possíveis porque hoje o Estado vivencia um momento muito diferente do que foi encontrado no início da gestão, quando não havia dinheiro sequer para arcar com encargos dos servidores públicos. Destacou ainda que o hospital de Tangará, a exemplo dos outros três regionais que foram anunciados pela gestão, representam uma virada de página para Mato Grosso.
“É muito bom chegar aqui hoje, num fim de mandato, depois de três anos e meio, depois de muito trabalho e de ter levado até vaias no início do mandato, assinando tantos convênios com prefeitos da região. Já autorizamos investimentos em todos os 141 municípios e posso garantir que, para cada um dos convênios assinados, temos dinheiro 100% em conta para honrar com nossos compromissos. É uma virada de página para Mato Grosso”, afirmou.
Além da ordem de serviço para o hospital, Tangará da Serra também foi contemplada com três convênios, sendo dois para manutenção de asfalto do Setor W e um para a construção de 500 apartamentos populares.
Ainda, foi autorizado investimento para desenvolvimento de projetos de etnoturismo em cinco aldeias indígenas na Terra Indígena Pareci, fruto de parceria com o deputado estadual Gilberto Cattani. O município também recebeu uma patrulha mecanizada, para ser entregue à Associação Comunitária Vale do Sol II, e uma motoniveladora. Somados, os investimentos são de R$ 126.726.896,01.
O governador Mauro Mendes também entregou 1.030 escrituras para moradores de bairros como o 13 de Maio, Tarumã, Bela Vista, Jardim dos Ipês, Jardim Morada do Sol, São Diego 2 e Vila Goiás.

Durante solenidade, foram entregues 1.030 títulos de regularização fundiária com escritura das casas | Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
O deputado federal Neri Geller lembrou que os investimentos do Governo do Estado também contam com parcerias da bancada federal e de deputados estaduais, que foram essenciais para que a gestão fiscal do Estado pudesse ser recuperada.
“Nós temos muito orgulho de termos participado disso, de, desde o início, termos ajudado a gestão em tudo que era necessário. Nos dá orgulho ver recursos sendo aplicados, tantas obras inauguradas e outras sendo lançadas para melhorar a qualidade de vida. E, muito além disso, hospital é importante, mas receber a escritura da sua casa não tem nada melhor. É o sonho de todos”, discursou.
O deputado estadual Dr. João, representante de Tangará da Serra na Assembleia Legislativa, afirmou que o município ficou mais de 20 anos “fora do mapa” do Governo do Estado, sem investimentos relevantes, mas, agora, na gestão atual, foi amplamente contemplado.
“Temos lutado há muitos anos pela MT-339, MT-240 e agora estamos felizes com essas conquistas. A população merece. E a nossa cereja do bolo, hoje, é o tão sonhado Hospital Regional. A maior graça que podemos ter é saúde, e somos muito gratos ao governador Mauro Mendes”, disse.
Além de Tangará, outros sete municípios também receberam investimentos, sendo eles: Arenápolis (R$ 12.036.256,39), Denise (R$ 3.139.085,55), Diamantino (R$ 55.735.878,77), Nortelândia (R$ 39.846.276,57), Nova Marilândia (R$ 4.693.517,72), Nova Olímpia (R$ 6.673.667,89) e Santo Afonso (R$ 4.112.615,90).
O senador Fábio Garcia ressaltou que, assim, o Governo do Estado tem feito o maior pacote de investimentos de toda a sua história, que contempla diversos setores, como infraestrutura, educação, saúde e segurança pública.
“Todo esse trabalho é fruto, na verdade, de um trabalho em conjunto, sério, honesto, liderado pelo governador Mauro Mendes, que mostra que a política, quando feita de forma séria, honesta, com fé em Deus e muito trabalho, ajuda a mudar a vida das pessoas, e é isso que está acontecendo no Estado de Mato Grosso hoje. O compromisso do governador Mauro Mendes e todos nós, parceiros, é construir um Estado muito melhor para cada mato-grossense”, manifestou.

Prefeito de Tangará da Serra ressaltou que Governo de MT realiza sonhos da população que se arrastavam há décadas | Foto: Mayke Toscano/Secom
Acompanham o governador os senadores Fábio Garcia, Wellington Fagundes e Margareth Buzzetti, o ex-senador Cidinho Santos, os deputados federais Neri Geller, Carlos Bezerra e Dr. Leonardo, os deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco, Dr. Gimenez, Dr. João, Max Russi, Xuxu Dal Molin, Valmir Moretto, Elizeu Nascimento, Gilberto Cattani, João Batista e Paulo Araújo.
Também, os secretários de Estado Rogério Gallo (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Kelluby de Oliveira (Saúde), César Miranda (Desenvolvimento Econômico), Teté Bezerra (Agricultura Familiar), e Jordan Espíndola (Gabinete de Governo), e os presidentes da MT Par, Wener Santos, do Intermat, Francisco Serafim, e da Sanemat, Luiz Caldart.
Ainda, os prefeitos Éderson Figueiredo (Arenápolis), Aldecir Oliveira (Denise), Manoel Loureiro Neto (Diamantino), Jossimar Fernandes (Nortelândia), Jefferson Nogueira (Nova Marilândia), Luiz Sorvos (Nova Olímpia), e Luiz Fernando Falcão (Santo Afonso), além de Vander Masson (Tangará da Serra).
Confira abaixo a destinação dos recursos:
Arenápolis – R$ 12.036.256,39
– Convênio para construção de praça esportiva (parceria com senador Carlos Fávaro) – R$ 1.102.608,43
– Convênio para asfaltar ruas dos bairros Vila Rica São Mateus e Jardim Canaã (parceria com senador Carlos Fávaro e deputado federal Neri Geller) – R$ 3.656.154,26
– Convênio para construção de quiosque, playground e monumento da bíblia na Praça da Bíblia – R$ 404.370,31
– Convênio para drenagem e asfaltamento em diversas ruas do Bairro São Mateus (1ª etapa) – R$ 4.550.551,47
– Convênio para asfalto novo em ruas e avenidas: Rua Pedro Nunes Sarrososo, Rua Gonçalves Ledo, Avenida Daury Ryva, Rua Costa e Silva e Avenida Presidente Dura – R$ 1.502.571,92
– Convênio para construção da praça do bairro da Ponte – R$ 450.000,00
– Convênio para iluminação do Estádio Municipal Moça Bonita – R$ 340.000,00
– Convênio para compra de material esportivo – R$ 30.000,00
Denise – R$ 3.139.085,55
– Convênio para construção de praça – R$ 1.146.212,13
– Convênio para construção de capela mortuária – R$ 447.921,48
– Convênio para construção de quiosques na Praça Brasília – R$ 418.200,00
– Convênio para iluminação do canteiro central da Avenida São Paulo – R$ 417.541,42
– Convênio para reforma do ginásio de esportes municipal José Honorato de Araújo – R$ 250.000,00
– Entrega 1 pá carregadeira – R$ 459.210,52
Diamantino – R$ 55.735.878,77
– Convênio para recuperação da pista do aeródromo – R$ 1.020.000,00
– Convênio para asfaltamento da paralela do aeródromo, ligação entre MT-240 e BR-364, no bairro Bom Jesus (parceria com senador Wellington Fagundes) – R$ 2.177.261,09
– Convênio para construção da praça Altos da Serra – R$ 864.746,16
– Autorização de licitação para asfaltar a MT-240 – R$ 51.673.871,50
Nortelândia – R$ 39.846.276,57
– Convênio para construção de ponte de concreto sobre o Rio Santana, no assentamento São Francisco (parceria com deputado federal Neri Geller) – R$ 2.470.324,03
– Convênio para ciclofaixa na MT-240 – R$ 5.374.295,47
– Convênio para realização do festival de praia – R$ 1.030.000,00
– Autorização de licitação para duplicação e iluminação da MT-240 e Rio Santana – R$ 30.268.091,04
– Entrega 1 motoniveladora – R$ 703.566,03
Nova Marilândia – R$ 4.693.517,72
– Convênio para asfaltar 37 ruas (parceira com deputado federal Neri Geller) – R$ 2.785.653,72
– Convênio para realização da 5º Expomar – Exposição cultural – R$ 1.275.000,00
– Convênio para realização da Copa de Futebol Society, da Associação Cuiabana Belas Artes (parceria com deputado estadual Eduardo Botelho) – R$ 85.000,00
– Convênio para construção de campo de futebol society – R$ 252.380,00
– Entrega 4 resfriadores e 1 caminhonete – R$ 295.484,00
Nova Olímpia – R$ 6.673.667,89
– Convênio para asfaltar ruas no bairro Itamarati – R$ 1.499.158,96
– Convênio para asfaltar 5 ruas e 1 avenida no bairro Itamarati – R$ 2.647.338,77
– Convênio para asfaltar bairro São João – R$ 1.219.642,98
– Convênio para compra de materiais esportivos – Associação Atlética e Cultural Nacional (parceria com deputado estadual Carlos Avallone) – R$ 100.000,00
– Entrega 1 pá carregadeira e 1 rolo compactor – R$ 948.527,18
– Entrega 1 caminhonete para agricultura familiar – R$ 259.000,00
Santo Afonso – R$ 4.112.615,90
– Convênio para obra de manutenção do asfalto de diversas ruas – R$ 892.076,64
– Convênio para obra de manutenção do asfalto em diversas ruas do Distrito de Boa Esperança – R$ 288.934,97
– Convênio para asfalto novo e drenagem em diversas ruas (parceria com deputado federal Neri Geller) – R$ 1.880.334,96
– Convênio para manutenção de asfalto de 14 ruas e 1 avenida (parceria do deputado federal Juarez Costa) – R$ 1.051.269,33
Tangará da Serra – R$ 126.726.896,01
– Convênio para manutenção de asfalto do setor W (etapa 1) – R$ 2.729.385,88
– Convênio para manutenção de asfalto do setor W (etapa 2) – R$ 8.210.963,10
– Convênio para construção de 500 apartamentos populares – R$ 7.500.000,00
– Entrega 1 motoniveladora – R$ 703.566,03
– Entrega 1 patrulha mecanizada para Associação Comunitária Vale do Sol II (agricultura familiar) – R$ 256.731,00
– Investimento para desenvolvimento de projetos de etnoturismo em cinco aldeias indígenas na TI Pareci (parceria com deputado estadual Gilberto Cattani) – R$ 326.250,00
– Assinatura ordem de serviço para construção do Hospital Regional de Tangará – R$ 107.000.000,00
Mais investimentos em Tangará
Desde o início da gestão, o Governo de Mato Grosso já investiu R$ 235 milhões em Tangará da Serra. Os valores foram aplicados para melhorias na educação e saúde, e investimentos em obras de infraestrutura, ações culturais e sociais, além da construção do Hospital Regional e de um centro de eventos e convenções.
Somente em infraestrutura são R$ 72 milhões empregados, dos quais R$ 21,3 milhões são destinados ao asfaltamento de 37,6 quilômetros de estrada da MT-240, no trecho que liga à MT-358, em Santo Afonso, e outros R$ 27,1 milhões são para o asfaltamento de 60 quilômetros da MT-339, que liga Tangará, Nova Olímpia e Barra do Bugres.
Outra obra de grande relevância é a manutenção de 80 quilômetros de estrada na MT-358 e MT-175, ao custo de R$ 6,2 milhões. Também foram repassados R$ 17,4 milhões para investimentos na Educação, e mais de R$ 1 milhão para ações de cultura, esporte e lazer. Já os investimentos em ações sociais passam dos R$ 2 milhões, com a entrega de cestas básicas, cobertores, filtros de barro e transferência de renda.
O Estado ainda fez a entrega de 5.079 títulos urbanos, com regularização fundiária proporcionada pela MT Par, e investiu R$ 1 milhão para o fortalecimento da agricultura familiar, assim como R$ 593 mil para empréstimos a empresas locais.
Mato Grosso
No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência
Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta que Mato Grosso registra 29% de mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.
A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.
A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.
“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.
Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação
O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 33% das mato-grossenses já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre o total de mulheres entrevistadas em Mato Grosso, 14% relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 88% relataram violência psicológica, 84% violência física e 70% violência moral. Em 59% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 10% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 79% moram com o agressor.
Nas situações de violência mais grave, 59% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava com ciúmes, 52% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento e 43% relataram que ele estava bêbado. Já para 82% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 72% das vítimas, enquanto 68% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 45% disseram que seus estudos foram impactados e 43% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado.
“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.
A pesquisa aponta que em Mato Grosso o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 97% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Defensoria Pública e 93% da Delegacia da Mulher, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 8% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 15% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso (somando 84% com conhecimento superficial ou inexistente).
A Defensoria Pública é o serviço de proteção mais conhecido pelas mato-grossenses, citado por 97% das entrevistadas, seguida pela Delegacia da Mulher, com 93%, pelo CRAS ou CREAS, com 85%, e pelo Ligue 180, com 79%. Ao mesmo tempo, 73% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 82% das mato-grossenses perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 69% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.
No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial
Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.
Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.
“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.
De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.
“Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
SOBRE O DATASENADO
O Instituto de Pesquisa DataSenado tem mais de 20 anos de história e foi criado pelo Senado Federal para reforçar a representação parlamentar federativa do Senado Federal. Este levantamento tem o método, a responsabilidade técnica estatística e a produção de resultados realizada pelo instituto e integra série histórica iniciada em 2005 e tem por objetivo ouvir cidadãs brasileiras acerca de aspectos relacionados à desigualdade de gênero e a agressões contra mulheres no país. (senado.leg.br/datasenado)
SOBRE O OBSERVATÓRIO DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres. (senado.leg.br/omv)
SOBRE O MAPA NACIONAL DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O recorte estadual da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estará disponível, a partir de 25/8*, na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero. O Mapa é resultado da união de esforços de muitas mãos e corações. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil. (senado.leg.br/mapadaviolencia)
SOBRE O INSTITUTO NATURA
Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino ‘Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.
SOBRE A GÊNERO E NÚMERO
A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e comunicação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
-
Política MT29/09/2026 - 09:14Zé do Pátio ganha força na pesquisa e aparece entre os nomes cotados para uma vaga na Assembleia Legislativa
-
Política MT29/09/2026 - 09:06Nininho, Thiago Silva, Alessandra e Zé do Pátio se destacam entre nomes de Rondonópolis em pesquisa para deputado estadual
-
Saúde29/09/2026 - 19:38Por que crises de rinite e alergias respiratórias aumentam na primavera? Entenda os fatores e saiba como se proteger
-
Política MT29/09/2026 - 09:38Sebastião Rezende aparece entre os nomes mais citados em pesquisa espontânea para deputado estadual em MT
-
Saúde29/09/2026 - 19:44Bebidas zero ou com açúcar: entenda os impactos para a saúde
-
Nacional29/09/2026 - 19:48MJSP e Ministério da Fazenda determinam derrubada de 5.209 sites de apostas ilegais
-
Política MT29/09/2026 - 19:51Léo Bortolin reúne mais de 1,2 mil pessoas em Várzea Grande no último encontro da campanha na cidade
-
Mato Grosso29/09/2026 - 19:57No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência





