Mato Grosso
Operação Águas Seguras reforça ações de prevenção a afogamentos e acidentes aquáticos em VG

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) lançou, nesta sexta-feira (8.8), a Operação Integrada Águas Seguras 2025 para intensificar as ações de prevenção a afogamentos e reforçar a segurança dos banhistas no rio Cuiabá, especialmente na região do distrito da Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
A operação é realizada em parceria com a Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Também são parceiros a Polícia Militar, a Polícia de Proteção Ambiental, a Prefeitura de Várzea Grande e a Guarda Municipal de Várzea Grande.
Durante a solenidade de lançamento da operação, o tenente-coronel BM João Paulo Nunes de Queiroz, comandante do 1º Comando Regional de Bombeiros Militar (CRBM-1), destacou que a iniciativa foi motivada pela preocupação com a chegada do período de maior movimento nas áreas ribeirinhas. Segundo ele, essa época do ano é marcada por um aumento expressivo no número de banhistas, o que eleva consideravelmente o risco de afogamentos.
A situação é ainda mais preocupante no rio Cuiabá que não é apropriado para banho, por ser um rio de curvas acentuadas, com correnteza forte e características voltadas para a pesca, conforme Queiroz.
“Nós sabemos que a Passagem da Conceição é um dos pontos mais vulneráveis do Estado de Mato Grosso quando se trata de afogamentos. Infelizmente, várias vidas já foram perdidas aqui, e a nossa operação tem como objetivo salvar vidas. Ela tem um caráter orientativo, buscando conscientizar a população. Não podemos impedir o direito de ir e vir dos cidadãos. Por isso, o Corpo de Bombeiros atua de forma preventiva, promovendo segurança e orientação”, disse o tenente-coronel.
A operação, que já está em sua terceira edição, será realizada aos finais de semana, quando as equipes estarão a postos para delimitar as áreas seguras para banho, orientar os frequentadores sobre os riscos do rio e reforçar as medidas de segurança. Além de prevenir afogamentos, a iniciativa tem como foco o combate a acidentes aquáticos e a repressão a atividades ilícitas, por meio da ação da polícia.
Em 2024, nenhum caso de afogamento foi registrado durante o período de vigência da ação no distrito da Passagem da Conceição, graças a prontidade das equipes, o uso de equipamentos como jetski e barcos, além da conscientização dos frequentadores do local, de acordo com o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, comandante do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM).
“Mais uma vez, é importante reforçar que a operação não é apenas do Corpo de Bombeiros. É uma operação da população. É um esforço conjunto para que possamos enfrentar esse problema, que são os afogamentos aqui na região. Infelizmente, esse problema, que já era um alerta, acabou fazendo muitas vítimas. Nossa intenção é que isso não aconteça mais”, afirmou o tenente-coronel.
Também presente no evento, o tenente-coronel PM Fagner Augusto do Nascimento, comandante do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, reforçou a importância da integração entre as forças de segurança para garantir a proteção da população. Ele ressaltou que a atuação conjunta permite uma resposta mais eficaz diante de situações de risco, além de ampliar a presença do Estado nas regiões mais vulneráveis a acidentes.
“A Polícia Militar está à disposição, não só por meio do Batalhão Ambiental, mas de toda a sua estrutura, desenvolvendo ações relacionadas ao controle do tráfico terrestre nesses pontos sensíveis, onde há maior incidência de afogamentos. Essas ações buscam inibir, obviamente, práticas que envolvam o uso de álcool, as quais, de alguma forma, impactam também a segurança e os rios, contribuindo para, de fato, tornar as águas mais seguras”, concluiu.
Estiveram presentes no evento a tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza, comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1ºBBM), o tenente-coronel PM Kléber Franklin de Lima Ferreira, Comandante Regional Adjunto do 2º CRPM, o secretário-adjunto de Meio Ambiente de Várzea Grande, Felipe Vieira Dias, entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
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Por Bruna Pinheiro / Formad
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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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