Mato Grosso
Operação desmantela quadrilha de tráfico em Campo Verde
A Polícia Judiciária Civil Regional de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá) deflagrou a operação ‘Desajustados’, que identificou uma quadrilha de tráfico de drogas que agia na cidade de Campo Verde (a 131 km de Cuiabá). Serão cumpridos ao longo desta semana 11 mandados de prisão temporária de 30 dias e três mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão. Até o momento sete pessoas já foram presas.
O ponto de partida da operação ocorreu em agosto do ano passado, com a prisão de três pessoas e a apreensão de sete quilos de substância análoga à maconha. Com um intenso trabalho investigativo de inteligência, a Polícia Judiciária Civil conseguiu cruzar dados e montar a rede de relacionamento e atribuição de funções entre cada indivíduo do bando acusado por tráfico e associação ao tráfico.
O delegado regional de Primavera do Leste, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, afirma que a operação Desajustados conseguiu de forma densa e bem construída realizar uma investigação pormenorizada, que culminou na prisão da cadeia de comando do tráfico na região de Campo Verde, com ramificações em Rondonópolis (212 km ao Sul). “Tratam-se de indivíduos que já possuem diversas passagens criminais por tráfico, com trânsito fácil nos meios criminosos. Alguns, mesmo em sistema de reclusão, continuam a praticar delitos e a chefiar traficantes de menor expressão”.
Parte da cadeia de comando criminosa agia dentro de uma unidade prisional em Rondonópolis. No local foram cumpridos dois mandados de prisão contra Adnilson Caetano e Jean Senger, ambos reclusos no sistema prisional.
O suspeito Gian Pedro Arruda teria cooptado o cunhado Fernando Feitosa de Campos para buscar a droga em Cuiabá, ambos foram presos em Campo Verde. Também foram cumpridos os mandados de prisão contra Alan Cristian, conhecido na região como “Dentinho”, Wudson de Oliveira e Tainá Angélica. Outros quatro mandados de prisão temporária serão cumpridos ao longo da semana.
De acordo com o delegado, os presos serão interrogados ainda nesta quarta-feira (11) e ao término do procedimento serão encaminhados ao presídio Mata Grande, em Rondonópolis.
A ação contou com apoio de policiais civis de Rondonópolis e da Polícia Militar de Campo Verde.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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