Mato Grosso
Operação Finito cumpre buscas e prende cinco em flagrante por tráfico de drogas e tortura

A Delegacia de Campos de Júlio cumpriu, nesta terça-feira (27.08), no município, três mandados de busca e apreensão dentro da Operação Finito, que resultaram na prisão em flagrante de cinco suspeitos pelos crimes de tráfico de drogas e tortura.
As prisões fazem parte da Operação Erga Omnes, planejamento contínuo da Polícia Civil de Mato Grosso para combate ao crime organizado no estado.
Durante as diligências foram apreendidas porções de entorpecentes, materiais relacionados ao tráfico de drogas e outros objetos utilizados para a prática de crimes.
A Operação Finito encerra uma série de investigações da Delegacia de Campos de Júlio que desarticulou a atuação de um ‘tribunal do crime’ no município. As investigações começaram em 2021 para apurar o desaparecimento de nove pessoas e a prática de torturas, conhecidas como “disciplinas” aplicadas pela facção criminosa para coagir a população local.
Reset e Revelio
Outras duas operações, Revelio e Reset, realizadas no ano passado e em abril deste ano, identificaram todos os envolvidos na estrutura criminosa entre 2021 e 2023. Leia mais sobre as operações anteriores aqui e aqui.
A Polícia Civil indiciou 27 integrantes da facção criminosa, com 17 prisões realizadas e 14 mandados de busca domiciliar cumpridos.
Os envolvidos responderão pelos crimes de tortura, homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e tráfico de drogas em associação criminosa.
“Após um extenso período de investigações e ações policiais, a atuação criminosa foi desarticulada, especialmente em relação aos homicídios e torturas. O aumento das operações policiais resultou em um impacto positivo na sociedade, reduzindo significativamente os índices criminais atuais no município”, argumentou o delegado Mateus Reiners.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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