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Operação Webcida pune venda irregular de agrotóxicos pela internet
Auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participaram da Operação Webcida, uma ação conjunta no Estados do Paraná e no Rio Grande do Sul, voltada ao combate da venda de agrotóxicos pela internet. A ação, coordenada pelos Ministérios Públicos dos dois estados, teve também a participação do Ibama, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS). A fiscalização foi realizada de segunda-feira (23) até esta sexta-feira (27). Também participou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
As ações articuladas buscaram impedir, entre outras práticas ilegais, a exposição para venda on-line de agrotóxicos de uso agrícola a qualquer consumidor, mesmo sem ser agricultor ou pecuarista, e a sua comercialização sem receituário agronômico.
Fraudes
Na operação foi comprovado que os agrotóxicos eram comercializados e entregues pelos Correios – prática proibida – para qualquer cidadão com acesso aos sites. Para burlar a fiscalização e a proibição do transporte, os responsáveis pela comercialização, utilizando as plataformas de venda on-line, não emitiam nota fiscal ou adulteravam notas fiscais e declarações de conteúdo, identificando o agrotóxico despachado como sendo detergente para veículos, adjuvantes e fertilizantes para orquídeas. Adulteravam valor e quantidade, entre outras ilegalidades.
Agrotóxicos com restrições de uso impostos pela Anvisa, como produtos à base do ingrediente ativo Paraquat, foram vendidos livremente para pessoas que moram na cidade. Ficou comprovado que os agrotóxicos, que têm venda controlada, propaganda restrita ao produtor rural, necessária prescrição técnica por engenheiro agrônomo e uso exclusivamente agrícola, estavam sendo vendidos para consumidores urbanos, em completo descumprimento à Lei dos Agrotóxicos (Lei Federal 7.802/89), à Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98), à Lei que regula a propaganda de agrotóxicos, bebidas e cigarros (Lei Federal nº 9.294/96), entre outros ordenamentos jurídicos brasileiros.
Outra ilegalidade encontrada nos sites de venda livre de produtos foram orientações de leigos para o uso de agrotóxicos, com recomendações sem embasamento técnico algum, expondo ao risco de vida pessoas que adquiriam o produto sem conhecimento, todos que estiveram expostos aos produtos perigosos, direta ou indiretamente, além de danos ambientais.
Na divulgação de determinados agrotóxicos nos sites, houve remoção ou ocultação do símbolo de perigo composto por círculo branco, contendo caveira e duas tíbias cruzadas, com os dizeres cuidado veveno, obrigatórios no rótulo, conforme a legislação.
Abrangência nacional
Também foi alvo de cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão, além dos sites, empresa localizada em Curitiba, que intermediava a oferta, exposição para venda e comercialização de agrotóxicos entre estabelecimentos de produtos agropecuários e plataformas de venda on-line de produtos com abrangência nacional. A empresa foi autuada pela Adapar e sofreu embargo pelo Ibama, para que providencie o encerramento da exposição em sua plataforma de e-commerce, e teve documentos apreendidos.
No município de Paulo Bento (RS), um estabelecimento de produtos agropecuários que comercializava agrotóxicos em plataformas de venda on-line de abrangência nacional, por intermédio da empresa curitibana, foi fiscalizada, resultando na expedição de auto de infração.
Ainda nesta sexta-feira (27), a superintendência do Ibama no Paraná expediu embargos contra cinco empresas, para impedir a continuidade de exposição com fins de comercialização de agrotóxicos. Também receberam autos de infração ambiental, totalizando aproximadamente R$ 136 mil em multas.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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