Mato Grosso
Órgãos estaduais e federais dão início à etapa de resposta aos incêndios florestais
O lançamento da etapa de resposta da temporada de incêndios florestais foi realizado na tarde de segunda-feira (15.07) na praça das Bandeiras, em Cuiabá. Nesta fase órgãos estaduais e federais se juntam para o monitoramento e combate às queimadas em áreas rurais, evitando que se transformem em incêndios de grandes proporções causando danos ao meio ambiente e a saúde humana e de animais.
Áreas prioritárias, como Unidades de Conservação, entre elas Pantanal e Chapada dos Guimarães, terão monitoramento constante.
A etapa de resposta se inicia durante o período proibitivo entre 15 de julho e 15 de setembro, que foi estabelecido por meio de decreto. O prazo pode ser prorrogado dependendo das condições climáticas. Durante estes meses fica proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo até mesmo para os proprietários que tem certidão com autorização de queima controlada.
A proibição considera o aumento de focos de incêndio, devido ao período de estiagem, calor intenso e baixa umidade. As queimadas em perímetro urbano são proibidas durante o ano todo.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, falou da importância da colaboração da sociedade durante este período.
“Nosso objetivo é o controle e combate aos incêndios florestais em uma resposta rápida e com o maior número de recursos humanos e tecnológicos à nossa disposição. É um período complicado para o Estado e a população pode colaborar denunciando. Os esforços estão concentrados em promover uma diminuição no impacto da qualidade de vida do cidadão”.
A penalidade para quem provocar queimadas está prevista em lei, de acordo com a gestora.
“Desde multa até prisão para quem for pego em flagrante cometendo o incêndio está previsto na lei de crimes ambientais. A penalidade administrativa vai ser aplicada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e pelos órgãos cooperados e parceiros que estão trabalhando conosco. A sanção é dependendo do tamanho e peso da infração”, explicou Mauren.
Centro Integrado
As secretarias de Segurança Pública e de Meio Ambiente junto com órgãos federais, como Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), trabalham de forma cooperada em Mato Grosso para minimizar os riscos com um Centro Integrado e com o desenvolvimento de etapas de preparação, prevenção, resposta e responsabilização. Os Bombeiros terão salas de situação desconcentradas em Cuiabá, Barra do Garças, Tangará da Serra, Sinop e Cáceres, com apoio dos Comandos Regionais dos municípios.
“Uma equipe formada por todas as instituições envolvidas trabalham no Centro Integrado para fazer o monitoramento do Estado e articular as operações integradas. A atuação em conjunto faz com que esta operação funcione muito bem, uma vez que Mato Grosso possui grandes áreas agrícolas e o clima é mais propício a esse tipo de incidente. Temos alcançado resultados positivos ao longo dos anos na diminuição dos focos do calor e no impacto causado na natureza e na qualidade de vida do cidadão”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, Alessandro Borges.
Ele ainda explicou como são monitorados os focos de calor no Estado.
“O monitoramento destes focos acontece na Sema, que indica locais para realizar operações de campo com o objetivo de diminuir focos de incêndios criminosos e identificar locais mais propícios devido a umidade baixa e supressão de massa de vegetação. Analisamos também os municípios que mais queimaram nos últimos anos. O trabalho preventivo, de educação ambiental e conscientização realizado nas outras etapas também é muito importante”, destacou.
O Corpo de Bombeiros deixa uma alerta para a população. “É uma época de vegetação muito seca e incêndios ocorrem com mais facilidade. Precisamos da colaboração da sociedade para que não jogue pontas de cigarro ou promova limpeza de área rural, porque com a vegetação esturricada e com o vento não será possível controlar o fogo que se propaga muito rapidamente neste período. Sem a ajuda da sociedade, não temos como fazer este enfrentamento sozinhos”, pontuou o comandante.
Combate aos incêndios florestais

O secretário-executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, Paulo Barroso, destacou que a etapa de resposta acontece diretamente em 48 municípios do Estado. O combate em Mato Grosso é feito em parceria entre Ibama, ICMbio, Secretarias de Estado de Meio Ambiente e de Segurança Pública – por meio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A Defesa Civil do Estado é solicitada quando o incêndio atinge grande proporção, que pode se transformar em desastre.
Para esta temporada está previsto o uso de 87 veículos, dois aviões e um helicóptero e 1.327 combatentes entre civis e militares, se revezando entre 350 e 400 homens por dia. O investimento conjunto de todas as agências previsto é de R$ 8,5 milhões.
Denúncias e atendimentos
O atendimento imediato e combate aos incêndios florestais deve ser acionado pelo número 193 do Corpo de Bombeiros. Já em caso de denúncias de queimadas nas áreas rurais, o cidadão deve entrar em contato pelo 0800 647 7363.
Queimadas urbanas devem ser denunciadas na prefeitura do município da ocorrência, nas Secretarias Municipais de Meio Ambiente ou Defesa Civil municipal.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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